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domingo, 13 de novembro de 2016

True Colors em todo o lado.

Cinema com a mais nova.
Ela nunca foi grande fã do grande ecrã. Andava a falar deste filme e ontem disse-lhe que íamos ver no Domingo. Ficou muito entusiasmada ao contrário de outras possíveis idas ao cinema, que tendencialmente tende a recusar. Estranhamente acordou a falar nisso. Fomos ver os Trolls na sessão da manhã.
Um filme cheio de cor e mensagens de amizade, e da busca da felicidade e de como esta está dentro de nós, bem mais perto do que pensamos.

(imagem da net)


O filme tem uma rica banda sonora. Apesar de termos visto a versão portuguesa, reconhecem-se alguns clássicos, como o famoso "Hello" do Lionel Richie.
O momento alto foi descobrir que a música True Colors faz parte da banda sonora, numa parte importante e decisiva da história. As cores verdadeiras estão por todo o lado.
Outro momento foi a música que a Raquel adora, Can´t stop this feelling.
Um final feliz como ela gosta.
Para recordar num lugar quentinho do nosso coração.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Há caracois!

Gosto de caracois.
Lembro-me de acompanharem o nosso verão algarvio quando era miúda.
Pires de caracois cheira a Verão.
Lembra esplanada, praia, calor e chinelos no dedo.
Passei anos sem comer para depois na faculdade encontrar amigos fãs deste petisco e retomar o hábito do palito e do pires, mas longe da praia.
O ano passado fui com a mais nova à praia e nem de propósito, um cartaz: "Há caracois!"
Nem pensei duas vezes. Lá veio um pires.
Ela ainda olhou de lado mas lá provou! E repetiu.
Estranhou mas foi picando. Achou piada à técnica do palito.

A mais nova é amiga do petisco, apesar de outras esquisitices.
Este ano repetimos na mesma esplanada da mesma praia. Só as duas. Nada combinado. Calhou.
Desta vez foi ela que me perguntou se eu não queria caracois. Repetiu a prova mas com ar menos aventureiro que no ano anterior. Acho que estes eram maiores...
Ela encontrou um no prato que parecia o pai da família toda. Esse até a mim me fez impressão...
"Mãe, só te deixo comer mais se comeres este!!! "
Lá teve que ser!
Ela ficou-se mais pelas batatas fritas.

Acho que iniciámos uma tradição....embora ela preferia as ameijoas à bolhão pato!
Olha miúda, também eu!




segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Também calha à mais nova

Momento Filha Única com a mais nova.
Mais raro de acontecer.

O dia estava farrusco. Quase fim de férias. Sem planos interessantes.
A mana mais velha tinha ginástica e vai dormir a casa de uma amiga.
Faltava o resto dos TPC sempre guardados para a última. Mas digamos que em alternativa ao programa da irmã, este não era dos que entusiasmam qualquer um.

Decidi ir ao Centro Comercial. A pé, para minimizar o efeito fim de semana pós festividades e em início de saldos.

Fomos a uma loja. A R deu a sua preciosa colaboração numa troca que eu tinha para fazer.
Fizemos uma curta incursão pelos saldos. Coisas de miúdas.
E depois um cineminha. Com gomas a acompanhar. Esta minha filha não é fã de pipocas.

Charlie Brown & Snoopy, pareceu-me uma boa escolha....embora a R não goste de filmes com partes tristes ou injustas e o Charlie Brown não seja propriamente o miúdo com mais sorte daquele mundo animado....
Estranhou que não existam adultos visíveis no filme, parecendo que vivem sozinhos, que a profª fale apenas com sons estranhos e que eles entendam... mas lá está, é um desenho animado...
E eu reparei pela 1ª vez que o Charlie Brown é careca (tal como o Ruca) e pensei mas que mal há-de ter isto?!
Sempre que na minha infância via o Snoopy nunca estranhei a ausência de cabelo na cabeça do Charlie e mais tarde ao ver o Ruca com a minha filha mais velha também nunca me apercebi (nem ela!) que ele era careca. Porque será suposto sempre tudo ter que ser à semelhança do mundo real?! Porque não podem os desenhos animados ser carecas, ou ter cabelo azul às riscas?!?

Pronto, assuntos de cabelo à parte, gostei muito deste Snoopy e do seu amigo Charlie, que no final das contas, é um miúdo com bom coração!


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Tardes não programadas

Este Momento Filha Única não foi programado.
Uma dor lateral na barriga e costas levou-nos às urgências do pediátrico.

Entrada 13h04. Saída 20h40.
Para lá de 7 horinhas na maior das proximidades.
Haverá lá melhor tempo de qualidade para criar laços mãe-filha?!

Conversamos. "Almoçamos" da máquina. Ela dormiu no meu colo (quer dizer, deitada nas cadeiras e com a cabeça no meu colo.) Lanchamos no refeitório. Conversamos.
Observamos as vidas dos outros. Eu sei que não se faz, mas é impossível não reparar quando não há mais nada para onde olhar durante 4 horas de sala de espera, como previa o aviso para o código verde.Vai-se percebendo a impaciência crescente de mães e crianças. Mais das mães.
O cansaço de quem desespera. Nestas esperas que as febres baixem, que o xixi chegue, que as dores passem que os vómitos parem a constante é o "Sai daí; Pára quieto; Anda para aqui; Senta-te; Vais apanhar...; Tu tens é sono".

Revi-me em alguns daqueles desesperos, cansaços e intolerâncias. Mas noutras vezes. Não desta.

Havia mães e pais, mães com avós, mães com avôs, mães sozinhas. O número de sacos e mochilas aumenta na razão inversa à idade da criança.
Uma das que estava sozinha falava alto, como quem quer meter conversa com a mãe da cadeira do lado, como quem precisa de desabafar sobre as horas que passam, os números que vão chamando e as dores nas costas ou como quem quer saber se os filhos das outras têm coisas mais graves.
Várias falavam alto para as crianças, como se quisessem mostrar que estão atentas e presentes mesmo que os deixem correr só até à esquina da sala. Insistem para que comam.
Umas fingem que não vêm quando as crianças se deitam no chão, ou mexem na máquina do café.

Havia 2 meninos quase da mesma idade. Não deviam ter ainda dois anos.

Um deles tinha uma mãe desesperada da seca de ali estar. Várias mudas de roupa depois, o miúdo andava só de fralda. Corria toda a sala de espera, subia e descia cadeiras, carregava em botões. Comia pão sentado no chão. A mãe bufava, punha as mãos na cabeça. A avó tentava agarrar o miúdo que entretanto lhes tentava bater e fingia que cuspia. Nenhuma "fazia nada dele". Levantavam-lhe a mão e ameaçavam bater. Seguravam-no ao colo enquanto ele esperneava. Bateram-lhe no rabo. Deitaram o pão ao lixo porque ele não obedecia. Puxavam-no do chão por um braço.Toda a sala ía olhando. Sei que ela se sentia observada. Sei que só queria que ele dormisse um bocado. Sei que só queria que lhe dissessem que podiam ir para casa.

O outro, andava por lá a passear. Espreitava os mesmo botões, subia às mesmas cadeiras, observava as pessoas a tirar café. A mãe estava sentada a vê-lo. Nem percebi logo quem seria a mãe. Nunca lhe falou alto. O menino ia ter com ela de vez em quando. Ela dava-lhe colo mas não o prendia perto dela. Foi avisando para não mexer, para ter cuidado. Ele apontava para as coisas como quem pergunta o que é, ela ía respondendo. Talvez estivesse lá há menos horas. Talvez não tivesse havido ainda mudas de roupa e choros de cansaço ou fome. Talvez não estivesse tão preocupada com o trabalho, ou com o que deixou por fazer em casa.

Sei que não fui a única a reparar nestas diferenças.
Sei que quando estamos de fora vemos com outros olhos.
Não deixo de pensar nestes pares ação-reação e nas teses sobre comportamentos que se escreviam só duma sala de espera!

Finalmente chegou o nosso número.
Nada de conclusivo. Iríamos ter que esperar por mais um resultado. A I foi à casa de banho.
Chamaram-nos em menos de 5 minutos.
Afinal era precisa mais uma recolha de urina....
Ela tinha acabado de ir à casa de banho...
Adivinhava-se mais uma espera.
Aliás, duas esperas.
E eu nem sei como não me fartei.

A I fez exercícios de matemática enquanto bebia água para que a vontade chegasse mais depressa.
De tanto esperar e perguntar se já queria ir à casa de banho quem tinha vontade era eu.
Finalmente chegou a vontade e o resultado. Negativo.
Nada de conclusivo.
Dor de origem desconhecida.
Ala para casa. 

E, estranhamente, fica aquela sensação "tanta hora para nada"...e a receita do analgésico na mão.
A sala está outra vez à pinha. Entraram mais 100 crianças depois de nós.
Adivinham-se mais  "Sai daí; Pára quieto; Anda para aqui; Senta-te; Vais apanhar...; Tu tens é sono; Cala-te".

Respiro fundo e vamos embora.
Ainda bem que não era nada.




segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Fomos ao cinema

A I falou-me num filme que estava no cinema.
Um que eu nunca tinha ouvido falar.
Um filme francês.
Ela tinha visto o trailer e achou que a história poderia ser gira.
Hoje foi o dia.
"A Família Bélier" 

Família; amor; seguir sonhos; escolhas; laços; decisões; voar...Com alguma comédia e emoção à mistura.
Sim, gostamos muito.



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Aos olhos dela

A nossa viagem a Veneza, aos olhos dos 12, quase 13 anos da I.
Foi assim que ela viu um pedacinho de Itália.
Detalhes que me passaram despercebidos, coisas para mais tarde mostrar à irmã.
O que a cativou. O que quis registar. O seu fora do óbvio.
Diferentes perspetivas. Pormenores. Um olhar perspicaz.
Deu os primeiros passos na fotografia em modo manual.
Apurou o espírito crítico. E de que maneira!
Agora quer ficar com a minha máquina...
Adoro! Adoro! Adoro!





































domingo, 23 de agosto de 2015

Serra e mar

Um sábado de contrastes.

Pai e filha mais velha na serra. Botas nos pés.
Uma caminhada. Um cume. Frio e sol.
Massas pré feitas. Camping.



Mãe e filha mais nova no mar. Alpercatas nos pés.
Uns mergulhos. Uma esplanada. Cinzento sem vento.
Uns caracóis.





                                É companheira no petisco. Mas não é capaz de provar um ice tea...





E claro, ginástica, tinha que lá estar....quer seja serra quer seja mar!