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terça-feira, 9 de maio de 2017

Comichões

Ela há coisas que me fazem comichão, e eu não sou nada dada a alergias.
Mas tenho algumas embirrâncias, daquelas que se fossem alergia já me tinham causado algum prurido ou em doses elevadas um possível choque anafilático.

Assim sendo fazem-me comichão coisas como:

- Regras que não fazem sentido
- Quem se acha perfeito ou, pior ainda, superior
- Injustiças
- Gente que sabe mais da vida de terceiros do que da sua
- Invejas
- Fundamentalismos
- Críticas a tudo e todos só porque sim
(ele é o busto do Ronaldo, o terço da Joana, a tolerância de ponto porque vem o Papa, os animais que já não são só coisas, a música cantada pelo Salvador...) - cansa não ouvir nada que seja efectivamente construtivo! Apre! Não consigo lidar bem com quem critica agredindo verbalmente, em vez de apenas opinar. E aí abespinho-me, embora bem menos do que há uns tempos. Opiniões e diferenças temos todos, mas não percebo a prática do criticar sem objectivo nenhum a não ser o do maldizer.... ai, desabafos, pronto!
- Cobranças (De acções não de dinheiro! Não fizeste isto. Não telefonaste. Não disseste nada.)
- Falta de sentido de humor (sim, porque apesar dos maldizeres gosto muito de boas piadas e até me consegui rir com a piada recente de se ter medo que a Joana vá às Caldas da Rainha fazer algo em grande, como é já seu hábito.)

e no topo embirro com ...

Mantas em forma de cauda de sereia e mousses feitas só com 2 ingredientes.
Tenho dito.

E o mais certo é que ao escrever isto esteja também eu a criticar alguém... talvez porque todos temos um lado mais podre.




sexta-feira, 5 de maio de 2017

Eles chegam lá na mesma!


Curta mensagem para quem ainda anda ocupado com estas dúvidas e decisões sobre amamentação.

Só tenho experiência na parte do "both", mas uma está na adolescência e outra a entrar a passos largos!
Confirmo!


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Real Life?

O jogo da vida.
Um jogo de tabuleiro que nos leva pelas várias escolhas da vida, ao ritmo da sorte.
Numa fase inicial temos que escolher ir para a Universidade ou ter uma carreira profissional logo de imediato. Na primeira o salário chega mais tarde, na segunda começamos logo a ganhar dinheiro. Em ambos os caminhos podemos escolher a profissão, mas o leque de opções varia conforme a decisão inicial de frequentar ou não o ensino superior.
Chegam as oportunidades de comprar casa, e há que ponderar qual comprar face aos empréstimos contraídos ou ao dinheiro que temos amealhado. Surgem as opções de fazer seguros, de saúde, para a casa, para o carro.
Pelo meio vão entrando despesas extra ....aniversários dos amigos, despesas com a saúde, reparações de avarias, inundações da casa, obras, festas dos filhos...ou vamos tendo recompensas, por reciclar, por ajudar os sem abrigo, por fazer voluntariado....
À medida que se avança no jogo é possível casar, ter filhos, sendo eles gémeos, rapaz ou rapariga, ou adoptar.
Pelo meio o jogo vai oferecendo alternativas, podem-se escolher caminhos mais rápidos, frequentar a escola à noite, investir em negócios, embora se perceba que nem tudo é controlado por nós.

Descobrimos este jogo numa casa de férias alugada a uns ingleses e como tal está em Inglês. Na altura as miúdas tinham uns 6 e 10 anos e depois dumas explicações iniciais e de várias jogadas em família lá íam jogando sozinhas a dominar o inglês, nem que fosse pela repetição das instruções ou com a ajuda das imagens. Achavam piada à semelhança com a vida.
Mais tarde procurei na net e acabei por lhes oferecer o "Life", também em inglês.

Há dias estivemos a jogar.
Ambas escolheram o caminho da Universidade. É engraçado ver que tipo de casa escolhem, a profissão, se dão valor ao ordenado, se escolhem ter seguros ou arriscam, se preferem ter meninas ou meninos. No jogo fui optando por coisas diferentes do que é a minha vida. Fui logo trabalhar, escolhi uma vivenda, decidi ter filhos rapazes.
Quando chegou a minha vez de casar, elas perguntaram-me "E queres casar com um homem ou com uma mulher?"
Rimos.
Mas na verdade a pergunta nem teria surgido se os tempos não fossem outros.

O jogo termina com a idade da reforma a chegar e a entrada num lar, embora se possa escolher qual. Ganha o jogo quem tiver mais dinheiro amealhado, somando o valor das propriedades e descontando os empréstimos e as dívidas.

A I concluiu que assim não tinha piada: Independentemente da vida que escolhemos todos no jogo têm o mesmo fim. E quando chegamos ao fim, o que interessa o que temos?

Real life?!

terça-feira, 3 de março de 2015

Time Out


Facto 1: Uma mãe com sono é uma mãe rabugenta, pouco racional e irritadiça.
Facto 2: Uma criança com sono é uma criança rabugenta, com maior propensão à instabilidade.
Facto 3: A rabugice é contagiosa.
Facto 4: Além dos intervenientes diretos mãe-criança, a rabugice pode afetar outros membros da família, ou até pessoas sem qualquer grau de parentesco que estejam por perto...(o fenómeno mais conhecido por "apanha tudo por tabela").

Podia aqui dizer que isto é resultado dum estudo científico baseado em questões colocadas a um universo de pelo menos 143 mães, com idades entre os 20 e os 45 anos de idade, com filhos na casa dos 0 aos 25 (ou por aí fora!)... Podia até dizer que o estudo era acompanhado de questões aos pais, maridos das mães anteriores, para comparação cruzada de respostas.

Mas ser mãe é só por si uma ciência! E não me parece que existam dúvidas sobre os factos apresentados.

Uma mãe devia ser obrigada a fazer off. Assim como um castigo. Um Time Out com direito a sesta.
Deviam dizer-lhe "Vá Senhora Dona Mãe, agora vais para ali, pensar no que fizeste, na rabugice toda com que andas, acalmas um bocadinho, dormes umas 2 horitas e depois voltas, ok?".

E se não fosse como castigo, pelo menos com o intuito do sono reparador para evitar birras de cansaço. Porque é que a sesta é recomendada apenas até aos 4 / 5 anos?
Evitava tanta rabugice que por aí anda em gente crescida...

Ah! E as mães também precisam de colo. E mimo. Muito!
E de dormir, claro!
E de vez em quando podiam deixá-las fazer umas birras!



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Factos - 3


Sempre que adianto o jantar afinal não era preciso.

As crianças tentam fazer sozinhas o que não é suposto, tipo pegar em facas com serrilhas gigantes para cortar pão, mas as coisas simples, como calçar as meias, dizem "não consigo!"

Há pessoas que vêm na nossa direção e temos a sensação que se não formos nós a desviar da rota prevista, nos darão mesmo un encontrão.

A torneira com sensor a que nos dirigimos nas casas de banho públicas nunca funciona.
(mas há dias pousei a carteira num lavatório e zás.....era logo uma torneira sensível e a carteira estava aberta!)

No meu tempo Plutão era um planeta, não um anão.

Tenho saudades de me pedirem para pôr no carro o CD do Coro de Stº Amaro de Oeiras, e cantar em conjunto "A todos um bom Nataaaaaaal!"

Os pais de meninas são sortudos. Nunca precisam de se levantar num restaurante para ir com elas à casa de banho.

Os 50% de desconto em brinquedos já me passa ao lado.

As minhas crianças nunca tiveram dia do pijama. (Só mesmo em casa!).








quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Factos - 2

Da vida. Da minha e da que me rodeia.

É Setembro.
Hoje vi papel de embrulho de Natal à venda.
Não pensei que a chuva viesse para ficar.
A R foi para a escola com leggins por cima dos calções de pijama. Não foi de propósito.
Hoje calcei sandálias.
As casas ainda estão quentes.
As cantorias dos caloiros não diminuem na razão direta do volume da precipitação.
A minha intolerância com gente que me remexe as entranhas mantém-se.
O meu relógio está parado nas 12h30 e ainda não tinha reparado.
Dá-me o sono no cabeleireiro.
Cada vez conheço menos gente nas revistas dos famosos.
Não consigo acordar mais cedo para preparar grandes pequenos almoços.
Os dias estão mais curtos.
A minha paciência tem cada vez mais limites.
Há instantes que mudam o curso do dia. Uns para pior outros para melhor.
Ainda é verão.











quinta-feira, 5 de junho de 2014

Factos - 1

Pronto.
É um facto.

Sinto-me a professora do Charlie Brown.
Deve ser isto que ouvem quando ando nos meus discursos pela casa fora ou no carro....

"Wah wah wah wah wah! Blah Blah Blah!"

Só assim poderei compreender porque digo tudo 3 ou 4 vezes.....até que surta algum efeito!
Será do meu timbre?!