Junho veio com tudo e em força. Sendo que o "tudo" foi bom, mas muito.
Dia 2) Exibição Parque da Cidade, na Feira Cultural. Logo na mesma tarde um Workshop de Bollywood! Apenas visitei a Feira para assistir à exibição de dança. Nos outros dias este junho invernoso não deu para muito mais além da sandes de queijo da serra com presunto que a miúda mais nova "Gosta é destas coisas".
Dia 8) Super Finais de Ginástica em Guimarães onde a mais nova foi buscar um Bronze Nacional e eu fui assistir com a mais velha, em trânsitos e perdidas à procura dum Multiusos na cidade berço.
Dia 14) Sarau da Escola com participação na Opereta sobre D. Afonso. Nos dias que antecederam esta performance teve a mãe que engendrar uma roupa medieval, com o que por lá havia, incluindo um colete de pirata, que serviu na perfeição!
Dia 16) Conforme referiu o próprio treinador é o dia SG (Sarau de Ginástica), que é como quem diz não se passa mais nada! E tinha razão. Desde o treino ao ensaio geral, às 2 sessões esgotadíssimas lá passaram o dia no convento.
Dia 17) Festa de Aniversário de quem fez anos em Maio mas andou à espera de um dia de sol!
Andava em modo "fica para um dia destes" e sempre de olho na meteorologia. Ela coitadita até já nem tinha esperança.... Mas lá saiu e com banho de rio!
Dia 29) Espetáculo de Ballet e Dança contemporânea. A estreia de um Tutu numa peça de ballet clássico e um penteado mais elaborado.
Dias 27, 28 e 29) A mais velha foi voluntária num evento desportivo de ginástica na cidade e ainda fez 2 exibições que nem vi. Aliás acho que passei 2 dias quase sem a ver!
Dia 30) Espetáculos de Dança Jazz - 2 sessões!
Pelo meio intensificaram-se treinos e ensaios e quem anda neste mundo sabes que são coisas distintas! (um dia destes faço um glossário para auxiliar outras mães nestas designações ginástica vs dança!). Com isto chega a logística de penteados, roupas arrumadas por dança, o tutu em casa duma amiga para que a nossa gata não lhe chame um figo, acessórios e respetiva maquilhagem!
Não parecendo sequer possível, ainda se encaixa aqui a reta final do ano letivo com os últimos testes do ano.
E mais?!
Sim, ainda há mais.
É mês de reunir documentos para as matrículas, tirar fotos tipo passe (mas isto ainda se usa?!?); ver se as vacinas estão em dia (e faltava uma segunda dose!); Escrever 30 vezes os dados do pai e da mãe e do EE.
Algures a meados ficaram as miúdas de férias e ainda jogou Portugal no Mundial!
Agradeço Coimbra ser a cidade da Rainha Santa porque apesar de não termos sido abençoados com um feriado pelo menos não houve mais atividades em torno dos Santos Populares! Não tive o feriado de S. Pedro da minha 1ª cidade, nem as fogueiras da noitada mais longa do Verão mas só a palavra "noitada" me cansa. O feriado da minha 2ª cidade chegou em Julho e em boa hora para repor baterias!
E no meio de tudo isto há a saga da procura aos bilhetes que se esgotam em 3 horas. A correria ao site da BOL para arranjar uns lugares decentes foi algo que se repetiu 4 vezes!!! E isto implica saber exatamente a que horas se inicia a venda!
É o mês do dia mais longo e supostamente já seria o prenúncio do Verão, mas deste só mesmo o cheiro das farturas e da sardinha assada, que afinal a freguesia é de Stº António. Ainda demos um salto ao S. João vizinho, mas para respirar ar de mar e tirar fotografias (em poses de ginástica, claro!)
Houve dias demasiado intensos, em que à hora de almoço ainda se faziam puxos de ballet com rede invisível, seguido de "um beijo, vai lá e até logo", disfarçado de um desenrasca-te, em jeito de input de autonomia.
E é SÓ por isto que uma mãe precisa de "férias!".
Porque depois há tudo o que não se vê.... Arranjar costureira; levar tecidos; tirar medidas; provar o tutu; lista de comes & bebes para festa; levar jantar para o espaço entre espetáculos; encomendar bolo de gomas; treinos extra ao domingo; lista de amigos para a festa e enviar convites; levar um doce ou salgado para festas na escola; dentista; fisioterapia para dores de pescoço que não aguentam tanta carga, ler recados, registar os mesmos para a memória não falhar...
Intenso mas feliz, que no fundo é o que importa!
Note to self: Não marcar mais cenas extra num futuro mês de Junho!
Note to St Peter: Para o ano vou tentar aproveitar a noitada!
sexta-feira, 6 de julho de 2018
quarta-feira, 30 de maio de 2018
Do it for the memories!
A adolescência não é fácil. Não me refiro aos que com eles convivem mas aos próprios.
A adolescência não é fácil para os adolescentes.
Para começar há uma designação só para essa faixa etária. Há as crianças, os adultos, os idosos e os adolescentes! Não há designação para a década dos 20, dos 30 ou 40... e trintões ou quarentões não conta! Mas há uma para uns meros 6 anos.... dos 13 aos 19! Pensando bem tudo muda nestes 6 anos! Muda o corpo por dentro e por fora, chega uma maior pressão com as notas e as médias, integração na sociedade, aceitação pelo grupo de amigos, dúvidas existenciais, decisões que condicionam o futuro, generation gap, turbilhões de emoções, responsabilidades acrescidas, imposição de regras, alguma autonomia, sensação de incompreensão, expectativas e receios.
Como alguém disse, a expressão "idade do armário" aplica-se aos pais de adolescentes! Onde os pais se querem enfiar para escapar aos revirares de olhos constantes e aos ares de frete. Ainda não cheguei a este ponto. Tenho 2 anos e 6 meses de experiência com a minha adolescente e so far so good. Talvez por isso quando ela me falou que tinham que fazer um trabalho para Inglês sobre a temática da idade em que se encontram e que todos iam falar dos malefícios da internet e do lado menos florido destes anos, percebi que não era esse o caminho que ela queria seguir. Sugeri que falasse da parte boa.
- Como assim mãe?!
Ser adolescente não é só um poço negro de onde se quer fugir. Não é uma doença que queremos que passe. É uma fase, como há tantas na vida. Terá de certeza alguma coisa de bom. O armário pode ser um closet, e todos queremos ter um!
Não serão também dos melhores anos? Será a tecnologia só má companhia ou traz o benefício de permitir armazenar centenas (quiçá milhares!) de parvoeiras, caretas, momentos dos que ficam para mais tarde recordar?! Não haverá o lado das amizades, das conversas longas, das partilhas de sentimentos, das doideiras salutares nos intervalos, das gargalhadas sem motivo, dos olhares que se trocam nas aulas, as primeiras saídas à noite, as idas à praia só com amigas, de tanto para mais tarde recordar com saudade?!
Lancei a escada e ela subiu-a.
Era preciso procurar uma imagem e falar sobre ela.
Escolheu esta, algures da internet
Escreveu um texto e falou sobre ele à turma. Todos adolescentes como ela.
Não o posso partilhar devido ao RGPT de que tanto se fala por estes dias.
Mas posso dizer que lhe apanhou o gosto e explorou a temática com garra e sentimento, explorando o melhor e não o pior. Deixou-me orgulhosa. Vi que escreveu aquilo em que acredita.
No final recebeu um Very Well da professora e muitos elogios das colegas. Talvez não tenha sido só pela fluência no Inglês, ou por ser boa oradora. Acredito que tenha sido porque concordaram com ela! Talvez ainda não tivessem pensado assim. Foi a única a falar desta idade como algo positivo.
Ser adolescente, apesar do rótulo e do que se espera, pode ser dos melhores anos. Porque não dizemos mais vezes isto aos nossos adolescentes?!
"...from the first kiss to the first car..."
sexta-feira, 25 de maio de 2018
O último dos Tween
a mais nova entrou no último dos tween, aquela idade in between.
a secção de criança já tem coisas demasiado infantis mas ela é pequena para o XS das lojas de adultos.
há muito que personagens Disney ou do Canal Panda deixaram de fazer parte das t´shirts favoritas ou dos bolos de aniversário.
é o limbo entre o "sou crescida para umas coisas"e o "sou pequena para outras".
há uns dias foi lanchar com um amiga a um "café de adolescentes" mas ainda gosta de adormecer na minha cama.
anda empenhada no seu negócio de slimes.
tem cheiros preferidos estranhos, sendo um deles o do papel higiénico.
todos os dias me diz "Adoro-te!" sem esperar resposta.
consegue arrancar-me sinceras gargalhadas.
acha que eu não estou preparada para ter outra filha crescida.
ainda posso com ela ao colo.
ainda não se encurtaram os abraços. que durem.
LY my little Quelusca!!
ainda não houve festa da rija. houve mesa colorida a chamar o verão. bolo improvisado. 12 velas. flores do campo apanhadas no dia. balões sem hélio.
cantaram-lhe os parabéns na escola, na ginástica e em casa.
mas aos 12 isto ainda não é bem uma festa.
o tempo manhoso deste maio e os afazeres desportivos e académicos ainda não permitiram agendar as festividades com amigos. e de convívio gosta ela. estava até capaz de abdicar de prendas. vamos ver o que o calendário e a meteorologia reservam para os próximos dias. ela anda em modo lista de convidados daqui e dali. e eu? será que me safo da empreitada de um bolo de 3 andares?!
a secção de criança já tem coisas demasiado infantis mas ela é pequena para o XS das lojas de adultos.
há muito que personagens Disney ou do Canal Panda deixaram de fazer parte das t´shirts favoritas ou dos bolos de aniversário.
é o limbo entre o "sou crescida para umas coisas"e o "sou pequena para outras".
há uns dias foi lanchar com um amiga a um "café de adolescentes" mas ainda gosta de adormecer na minha cama.
anda empenhada no seu negócio de slimes.
tem cheiros preferidos estranhos, sendo um deles o do papel higiénico.
todos os dias me diz "Adoro-te!" sem esperar resposta.
consegue arrancar-me sinceras gargalhadas.
acha que eu não estou preparada para ter outra filha crescida.
ainda posso com ela ao colo.
ainda não se encurtaram os abraços. que durem.
LY my little Quelusca!!
ainda não houve festa da rija. houve mesa colorida a chamar o verão. bolo improvisado. 12 velas. flores do campo apanhadas no dia. balões sem hélio.
cantaram-lhe os parabéns na escola, na ginástica e em casa.
mas aos 12 isto ainda não é bem uma festa.
o tempo manhoso deste maio e os afazeres desportivos e académicos ainda não permitiram agendar as festividades com amigos. e de convívio gosta ela. estava até capaz de abdicar de prendas. vamos ver o que o calendário e a meteorologia reservam para os próximos dias. ela anda em modo lista de convidados daqui e dali. e eu? será que me safo da empreitada de um bolo de 3 andares?!
quinta-feira, 3 de maio de 2018
Amor é quando...
... ele usa um prato de Natal para pôr os pastéis de massa tenra que acabou de fritar e antes de sair lava o prato
... só há um quadradinho de chocolate e uma diz que não gosta e a outra mesmo assim não o come
... ele decide ver o nível do óleo do carro porque sabe que vou fazer uma viagem no fim de semana e não vai estar. Eu aproveito e peço para ver a pressão dos pneus e pôr água.
... ela tira a louça da máquina sem ninguém pedir
... ele vai às compras e sabe que há uns iogurtes que a filha mais velha não gosta mesmo que não saiba quais são os aromas
... acerto e compro exatamente a camisola que ela queria
... a mais nova diz-me "Adoro-te" todos os dias. Várias vezes. E eu nem sempre respondo.
... a mais velha me pede para fazer o prato preferido da irmã para o jantar, porque ela no outro dia tinha falado nisso. Sim, a mais velha também gosta mas até já tinha jantado.
Estes amores são como um relacionamento sério com a paz de alma.
Nem sempre vemos amor nestas miudezas do dia a dia, mas é lá que está...
... só há um quadradinho de chocolate e uma diz que não gosta e a outra mesmo assim não o come
... ele decide ver o nível do óleo do carro porque sabe que vou fazer uma viagem no fim de semana e não vai estar. Eu aproveito e peço para ver a pressão dos pneus e pôr água.
... ela tira a louça da máquina sem ninguém pedir
... ele vai às compras e sabe que há uns iogurtes que a filha mais velha não gosta mesmo que não saiba quais são os aromas
... acerto e compro exatamente a camisola que ela queria
... a mais nova diz-me "Adoro-te" todos os dias. Várias vezes. E eu nem sempre respondo.
... a mais velha me pede para fazer o prato preferido da irmã para o jantar, porque ela no outro dia tinha falado nisso. Sim, a mais velha também gosta mas até já tinha jantado.
Estes amores são como um relacionamento sério com a paz de alma.
Nem sempre vemos amor nestas miudezas do dia a dia, mas é lá que está...
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Love Hurts
Num destes dias a mais nova não foi ao treino de ginástica porque estava com dores de cabeça.
Aí pelas 20h30, lembra-se que faltava praticar uma música na flauta. Pensava eu tratar-se dum corridinho ou do brilha brilha lá no céu. Afinal não. Era nada mais nada menos que o "Love Hurts".
"Como? Para amanhã? Mas já tocaste alguma vez nas aulas, não? "
Lá em casa somos duros de ouvido para a música, embora quando era miúda sacasse o Bailinho da Madeira das teclas do piano.
Do pouco que sei de música sei que a Clave de Sol indica a posição do Sol na pauta musical. Mas a pauta que ela tinha não mostrava o Sol no lugar do costume .... Demorei a perceber que era uma escala diferente. Não estava preparada para isto. Escala em Fá Maior. Logo o Sol não é no mesmo sítio. Nem todas as outras notas...
No Livro vem indicado um link para apoio ao aluno mas logo por azar não conseguíamos aceder. É o que geralmente acontece quando temos pressa, fazemos qualquer coisa na véspera, ou se deixa tudo para a última!
Salvou-nos o youtube. Encontramos um tutorial brasileiro com as notas musicais do Love Hurts.... e soava-me ao Love Hurts dos anos 70.
Sol Lá
Sol Lá
Sol Lá
Depois de 1h nisto e com a dor de cabeça a piorar, a minha e a dela, ela já sacava uns afinados Sol Lá da flauta. Mas faltavam as notas seguintes, e aí nem o brasileiro nos podia ajudar porque a flauta não era de bisel.
Suspeitei que aquele Lá do Sol Lá já aprendido e ensaiado fosse um Fá, mas não soava nada bem ou já tínhamos o ouvido treinado para o Sol Lá.
Bom, 22h, e antes que os vizinhos tocassem à campainha a implorar silêncio, ficou-se pela 1ª linha da pauta musical do Love Hurts, minimamente afinado. Seguiu no dia seguinte com a missão de descobrir como se tocava a outra linha.
Tal como previa as primeiras notas eram SOL FÁ. Descobriu ela no dia seguinte e descobri eu que depois consegui aceder ao tal link. Só pensava que raio de mãe era eu que estive 1 hora e tal com a criança a ensaiar um SOL LÁ e a achar que soava tão bem!
Uma mãe quer ajudar mas quando não tem queda, nem os tutoriais a salvam!
Saiu um insuficiente em Love Hurts.
Love (de mãe) Hurts!
Aí pelas 20h30, lembra-se que faltava praticar uma música na flauta. Pensava eu tratar-se dum corridinho ou do brilha brilha lá no céu. Afinal não. Era nada mais nada menos que o "Love Hurts".
"Como? Para amanhã? Mas já tocaste alguma vez nas aulas, não? "
Lá em casa somos duros de ouvido para a música, embora quando era miúda sacasse o Bailinho da Madeira das teclas do piano.
Do pouco que sei de música sei que a Clave de Sol indica a posição do Sol na pauta musical. Mas a pauta que ela tinha não mostrava o Sol no lugar do costume .... Demorei a perceber que era uma escala diferente. Não estava preparada para isto. Escala em Fá Maior. Logo o Sol não é no mesmo sítio. Nem todas as outras notas...
No Livro vem indicado um link para apoio ao aluno mas logo por azar não conseguíamos aceder. É o que geralmente acontece quando temos pressa, fazemos qualquer coisa na véspera, ou se deixa tudo para a última!
Salvou-nos o youtube. Encontramos um tutorial brasileiro com as notas musicais do Love Hurts.... e soava-me ao Love Hurts dos anos 70.
Sol Lá
Sol Lá
Sol Lá
Depois de 1h nisto e com a dor de cabeça a piorar, a minha e a dela, ela já sacava uns afinados Sol Lá da flauta. Mas faltavam as notas seguintes, e aí nem o brasileiro nos podia ajudar porque a flauta não era de bisel.
Suspeitei que aquele Lá do Sol Lá já aprendido e ensaiado fosse um Fá, mas não soava nada bem ou já tínhamos o ouvido treinado para o Sol Lá.
Bom, 22h, e antes que os vizinhos tocassem à campainha a implorar silêncio, ficou-se pela 1ª linha da pauta musical do Love Hurts, minimamente afinado. Seguiu no dia seguinte com a missão de descobrir como se tocava a outra linha.
Tal como previa as primeiras notas eram SOL FÁ. Descobriu ela no dia seguinte e descobri eu que depois consegui aceder ao tal link. Só pensava que raio de mãe era eu que estive 1 hora e tal com a criança a ensaiar um SOL LÁ e a achar que soava tão bem!
Uma mãe quer ajudar mas quando não tem queda, nem os tutoriais a salvam!
Saiu um insuficiente em Love Hurts.
Love (de mãe) Hurts!
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Último dia. Pela costa Atlântica
O último dia foi passado de regresso a Tanger.
Antes de entregar o carro aproveitamos para visitar a costa banhada pelo atlântico.
Percorremos zonas extensas de praias quase vazias, vivendas, urbanizações em construção, e hotéis de luxo escondidos no meio de altos muros e vegetação cuidada. Aparenta ser uma zona em franco crescimento, uma futura Vilamoura ou algo assim.
Chegamos ao Cabo Spartel e o seu farol virado para o lado Atlântico. Existe um outro cabo do outro lado de Tanger, voltado para o Mediterrâneo.
Continuamos a reparar no facto de nesta zona os vendedores não abordarem os turistas. Junto ao Farol vendiam-se souvenirs mas não nos foi impingido nada. Uma criança fez-se à fotografia porque viu que estávamos a reparar nele e na sua ovelha mas sem pedir nada em troca. Ficou até meio envergonhado quando lhe demos 1 euro, muito mais do que ele esperaria receber...
Por ali perto ficam as Grutas de Hércules, onde consta que o mesmo terá descansado depois dos seus árduos 12 trabalhos. Há uma abertura na rocha virada para o mar, que significa a separação física dos continentes Africano e Europeu e que se assemelha ao contorno de África. Nas grutas existe uma zona mais decorada mais artificialmente e com loja de souvenirs, com entrada gratuita mas onde se deixa uma moeda ao rapaz que lá está com o seu macaco para fazer pose com os turistas. Não sou grande adepta deste tipo de utilização de animais para fins comerciais mas o macaco parecia efetivamente bem tratado e bem disposto e gostava de mimos!
A zona de acesso à gruta principal tem um custo simbólico, e vale mais a pena visitar.
Ajuda muito fazer algum trabalho de casa antes de viajar. Levar uma lista de sítios a visitar, ler experiências de quem já por lá viajou, dicas, etc. Principalmente quando se viaja com crianças que ainda não apreciam tanto o "Dolce Fare Niente" e a pergunta mais frequente é "E agora, o que vamos ver?"
De volta a Tanger para a última tarde. Ainda tínhamos o carro por isso aproveitamos para passar pela Medina do lado de fora. A zona em frente ao mar está em renovação, com uma grande marginal e um Porto de pesca já preparado para receber visitantes que chegam de ferry. Acabámos por não explorar a cidade velha de Tanger, que se esconde atrás das muralhas voltadas para o mar, o seu Kasbah e alguns cafés famosos pela vista mar.
Ainda assim foi o qb para absorver mais um bocadinho desta cultura tão diferente da nossa.
O regresso a Portugal seria de madrugada e já levávamos saudades destas férias.
Antes de entregar o carro aproveitamos para visitar a costa banhada pelo atlântico.
Percorremos zonas extensas de praias quase vazias, vivendas, urbanizações em construção, e hotéis de luxo escondidos no meio de altos muros e vegetação cuidada. Aparenta ser uma zona em franco crescimento, uma futura Vilamoura ou algo assim.
Chegamos ao Cabo Spartel e o seu farol virado para o lado Atlântico. Existe um outro cabo do outro lado de Tanger, voltado para o Mediterrâneo.
Continuamos a reparar no facto de nesta zona os vendedores não abordarem os turistas. Junto ao Farol vendiam-se souvenirs mas não nos foi impingido nada. Uma criança fez-se à fotografia porque viu que estávamos a reparar nele e na sua ovelha mas sem pedir nada em troca. Ficou até meio envergonhado quando lhe demos 1 euro, muito mais do que ele esperaria receber...
Por ali perto ficam as Grutas de Hércules, onde consta que o mesmo terá descansado depois dos seus árduos 12 trabalhos. Há uma abertura na rocha virada para o mar, que significa a separação física dos continentes Africano e Europeu e que se assemelha ao contorno de África. Nas grutas existe uma zona mais decorada mais artificialmente e com loja de souvenirs, com entrada gratuita mas onde se deixa uma moeda ao rapaz que lá está com o seu macaco para fazer pose com os turistas. Não sou grande adepta deste tipo de utilização de animais para fins comerciais mas o macaco parecia efetivamente bem tratado e bem disposto e gostava de mimos!
Ajuda muito fazer algum trabalho de casa antes de viajar. Levar uma lista de sítios a visitar, ler experiências de quem já por lá viajou, dicas, etc. Principalmente quando se viaja com crianças que ainda não apreciam tanto o "Dolce Fare Niente" e a pergunta mais frequente é "E agora, o que vamos ver?"
De volta a Tanger para a última tarde. Ainda tínhamos o carro por isso aproveitamos para passar pela Medina do lado de fora. A zona em frente ao mar está em renovação, com uma grande marginal e um Porto de pesca já preparado para receber visitantes que chegam de ferry. Acabámos por não explorar a cidade velha de Tanger, que se esconde atrás das muralhas voltadas para o mar, o seu Kasbah e alguns cafés famosos pela vista mar.
Ainda assim foi o qb para absorver mais um bocadinho desta cultura tão diferente da nossa.
O regresso a Portugal seria de madrugada e já levávamos saudades destas férias.
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Tetouan
Deixamos Chefchaouen para a menos conhecida Tetouan, mas com uma das Medinas mais antiga de Marrocos e Património Cultural Mundial.
Aqui a escolha recaiu num Riad do outro lado do rio, com vista sobre a cidade. Mais uma vez demos prioridade a estacionamento para não ser necessário entrar na Medina de malas e miúdas com malas.
Não estando certos da Medina ser tão turística como a de Chefchaouen, decidimos recorrer a um guia local que nos mostrou o essencial durante uma tarde. Valeu bem a pena já que de outra forma não nos teríamos aventurado a tanto e foi muito interessante do ponto de vista da informação que nos deu e dos locais que nos mostrou. Não teríamos descoberto o significado dos azulejos nas portas, nem a marca das casas dos Judeus, nem reparado nas pontas da estrela de David. Claro que à boa maneira marroquina lá acabamos numa loja de tapetes, noutra de artigos em pele e finalmente no estabelecimento do Mustafa e seus cremes e óleos de Argan. Diria que faz parte e sem isto não é Marrocos! As miúdas acabaram por gostar bastante desta experiência mais comercial. O Mustafa soube vender os seus produtos e lá trouxemos uns frasquinhos e uns potes de especiarias.
A mais nova passava facilmente por marroquina, mais ainda depois de se vestir com uma túnica típica e a mais velha quase já tinha pretendentes.
Tal como cá, estávamos quase no arranque de novo ano letivo e as compras de material escolar faziam-se de lista na mão mas nas bancas instaladas nas ruas, onde nos cadernos à venda se escreve da direita para a esquerda! Muito curioso e enriquecedor visitar uma cidade menos turística no seu dia a dia.
Também há fontes espalhadas dentro da Medina mas estas não aconselháveis a "barrigas" sensíveis e pouco acostumadas a micróbios africanos.
Vimos um dos palácios do rei e o perímetro de segurança. Jantamos bem num típico Riad, em que no tapete da entrada uma gata amamentava pacificamente as suas crias.
Marrocos está sem dúvida mo meu coração. País onde voltaria sem hesitar.
Aqui a escolha recaiu num Riad do outro lado do rio, com vista sobre a cidade. Mais uma vez demos prioridade a estacionamento para não ser necessário entrar na Medina de malas e miúdas com malas.
Não estando certos da Medina ser tão turística como a de Chefchaouen, decidimos recorrer a um guia local que nos mostrou o essencial durante uma tarde. Valeu bem a pena já que de outra forma não nos teríamos aventurado a tanto e foi muito interessante do ponto de vista da informação que nos deu e dos locais que nos mostrou. Não teríamos descoberto o significado dos azulejos nas portas, nem a marca das casas dos Judeus, nem reparado nas pontas da estrela de David. Claro que à boa maneira marroquina lá acabamos numa loja de tapetes, noutra de artigos em pele e finalmente no estabelecimento do Mustafa e seus cremes e óleos de Argan. Diria que faz parte e sem isto não é Marrocos! As miúdas acabaram por gostar bastante desta experiência mais comercial. O Mustafa soube vender os seus produtos e lá trouxemos uns frasquinhos e uns potes de especiarias.
A mais nova passava facilmente por marroquina, mais ainda depois de se vestir com uma túnica típica e a mais velha quase já tinha pretendentes.
Tal como cá, estávamos quase no arranque de novo ano letivo e as compras de material escolar faziam-se de lista na mão mas nas bancas instaladas nas ruas, onde nos cadernos à venda se escreve da direita para a esquerda! Muito curioso e enriquecedor visitar uma cidade menos turística no seu dia a dia.
Também há fontes espalhadas dentro da Medina mas estas não aconselháveis a "barrigas" sensíveis e pouco acostumadas a micróbios africanos.
Vimos um dos palácios do rei e o perímetro de segurança. Jantamos bem num típico Riad, em que no tapete da entrada uma gata amamentava pacificamente as suas crias.
Marrocos está sem dúvida mo meu coração. País onde voltaria sem hesitar.
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