Deixamos Chefchaouen para a menos conhecida Tetouan, mas com uma das Medinas mais antiga de Marrocos e Património Cultural Mundial.
Aqui a escolha recaiu num Riad do outro lado do rio, com vista sobre a cidade. Mais uma vez demos prioridade a estacionamento para não ser necessário entrar na Medina de malas e miúdas com malas.
Não estando certos da Medina ser tão turística como a de Chefchaouen, decidimos recorrer a um guia local que nos mostrou o essencial durante uma tarde. Valeu bem a pena já que de outra forma não nos teríamos aventurado a tanto e foi muito interessante do ponto de vista da informação que nos deu e dos locais que nos mostrou. Não teríamos descoberto o significado dos azulejos nas portas, nem a marca das casas dos Judeus, nem reparado nas pontas da estrela de David. Claro que à boa maneira marroquina lá acabamos numa loja de tapetes, noutra de artigos em pele e finalmente no estabelecimento do Mustafa e seus cremes e óleos de Argan. Diria que faz parte e sem isto não é Marrocos! As miúdas acabaram por gostar bastante desta experiência mais comercial. O Mustafa soube vender os seus produtos e lá trouxemos uns frasquinhos e uns potes de especiarias.
A mais nova passava facilmente por marroquina, mais ainda depois de se vestir com uma túnica típica e a mais velha quase já tinha pretendentes.
Tal como cá, estávamos quase no arranque de novo ano letivo e as compras de material escolar faziam-se de lista na mão mas nas bancas instaladas nas ruas, onde nos cadernos à venda se escreve da direita para a esquerda! Muito curioso e enriquecedor visitar uma cidade menos turística no seu dia a dia.
Também há fontes espalhadas dentro da Medina mas estas não aconselháveis a "barrigas" sensíveis e pouco acostumadas a micróbios africanos.
Vimos um dos palácios do rei e o perímetro de segurança. Jantamos bem num típico Riad, em que no tapete da entrada uma gata amamentava pacificamente as suas crias.
Marrocos está sem dúvida mo meu coração. País onde voltaria sem hesitar.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Tetouan
Etiquetas:
2017
,
Com elas
,
Escapadelas
,
Marrocos
,
Retalhos da vida em férias
,
Viagens
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Chefchaouen
Agora sim entramos no verdadeiro espírito de viajante por Marrocos.
Ficamos alojados num Dar, ou casa Marroquina. Dar Annasr, do lado de fora da Medina. Como tínhamos carro alugado foi a melhor opção, além de que não circulam carros em grande parte da cidade. Pequenino, acolhedor, simpático. Fomos recebidos com o famoso chá de menta, gratuito. Adoro estes detalhes de hospitalidade tão típica destes povos.
Sobre Chefchaouen nem sei por onde começar. É azul, disso não há dúvida.
A certa altura o pai da casa até disse que parecia que estávamos dentro duma piscina. É um pouco essa sensação. Tudo tem um tom azulado, que se reflete até no nosso tom de pele!
Depois dum fim de tarde imbuídos de azul e de jantarmos na praça principal, avisei logo a minha gente que no dia seguinte era para lá voltar. Eu sei que por eles estava visto, mas ainda assim arrastei-os comigo e acho que não se arrependeram.
É uma cidade turística, que tem vindo a ser cada vez mais ponto de visita obrigatória para quem viaja para o Norte do país. Reparamos em imensos turistas de Marrocos, pelos vistos devido ao facto de estar a passar uma novela na TV filmada nesta cidade. À semelhança de Fez, que ficou famosa graças a uma novela brasileira, agora é a vez de Chefchouen.
Ainda assim, apesar da proliferação de cafés, restaurantes e lojinhas de souvenirs, mantém a sua rotina, com os seus habitantes provavelmente a estranhar o porquê de tantos visitantes. Aqui os vendedores não importunam os turistas e os preços já são tão baixos que nem vale a pena regatear.
Existe um castelo, Kasbah, no meio da praça principal. Vale a pena subir e ter uma vista da cidade à sua volta. Nesta zona encontra-se também a Mesquita e o tradicional chamamento para as orações acontece várias vezes ao dia.
Depois, no fundo é deixarmo-nos perder pelas ruelas. Cada recanto é uma surpresa. A cada esquina há um beco mais azul que outro. Existem várias fontes espalhadas pela cidade, e como suspeitava, de água potável, que nasce nas montanhas do Rif. A cidade é extremamente fotogénica e para quem como eu tem a paixão por fotografia, é um Mundo! A certa altura faltava ver uma rua que está em quase todos os postais da cidade mas que ainda não tínhamos encontrado. Lá perguntamos numa lojinha onde ficava. Não podia de lá sair sem ver essa rua, com uma escadaria azul, claro, e decorada com vasos coloridos. Sou da opinião que só se descobre a alma dum sítio em modo slow motion. É a este ritmo que a cidade se abre aos nossos olhos que lhe percebemos o encanto, que lhe damos a hipótese de se revelar e deslumbrar.
Por todo o lado existem as lojas tradicionais onde vendem a cal tingida de várias cores para as casas, portas, etc. Os marroquinos não gostam de ser fotografados. Nota-se que são frequentes as vezes em que se afastam, ou viram-se e em alguns casos fazem um sinal com a mão, sem alarido. É necessário respeitar isso. Existem uns chapéus típicos que poderíamos pensar que é só para turista ver e comprar, mas os habitantes de Chefchouen usam mesmo. Apesar do calor é uma cidade que se torna mais fresca porque tem muitas zonas de sombra, provocadas pelas videiras que cobrem algumas ruas pelo facto das ruelas serem estreitas.
(uma das minhas fotografias favoritas)
E mesmo ao sair, ainda a fomos ver por fora lá do alto. É uma cidade muralhada e ao longe não tão azul como o seu interior esconde. Vale a pena descobri-la.
Eu acho que ainda me perdia por lá mais umas horas sem me cansar de espreitar todos os cantos!
Etiquetas:
2017
,
Com elas
,
Escapadelas
,
Marrocos
,
Plantar memórias
,
Retalhos da vida em férias
,
Viagens
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
On the road
03.09.2017
Tenho a sorte do pai da casa ser aventureiro e de se desenrascar bem por esse Mundo fora, mas desta vez até escolta policial tivemos!
Ao que parece o Rei de Marrocos vinha da zona de praia, onde tem uma casa de férias, para Tanger. Nós seguíamos exatamente em sentido contrário. Começamos então a perceber a razão de tantas bandeiras, de um polícia a cada 100m de cada lado da estrada e de um helicóptero a sobrevoar.
Mais seguro não podia ser! E ainda vimos a comitiva real passar por nós. Grande entrada no País!
A certa altura, a mais nova ainda decidiu contar quantas bandeiras eram...mas já ía em algumas centenas!
Bom, e o que dizer sobre a condução em Marrocos?
Polícia em todas as rotundas. Talvez nunca se saiba quando alguém aparece a fazê-las ao contrário... Obras por vezes mal assinaladas e apesar do trânsito ser condicionado, circula-se na mesma...
De resto, tudo normal!
Ao chegar à zona de praia, as avenidas são de facto imponentes. Relvados muito bem tratados, candeeiros em exagero! Tudo bonito e arranjadinho! Ficamos mesmo surpreendidos! Nota-se que é uma zona balnear onde os próprios marroquinos vão de férias.
Chegamos ao Hotel, sem nunca nos perdermos. As estradas estão bem sinalizadas. Não há como enganar. Fomos recebidos com uma toalha de rosto humedecida e uma taça de sumo para refrescar.
Assim à primeira impressão já estávamos rendidos!
Yasmina para 3 noites! Vamos a isto!
Tenho a sorte do pai da casa ser aventureiro e de se desenrascar bem por esse Mundo fora, mas desta vez até escolta policial tivemos!
Ao que parece o Rei de Marrocos vinha da zona de praia, onde tem uma casa de férias, para Tanger. Nós seguíamos exatamente em sentido contrário. Começamos então a perceber a razão de tantas bandeiras, de um polícia a cada 100m de cada lado da estrada e de um helicóptero a sobrevoar.
Mais seguro não podia ser! E ainda vimos a comitiva real passar por nós. Grande entrada no País!
A certa altura, a mais nova ainda decidiu contar quantas bandeiras eram...mas já ía em algumas centenas!
Bom, e o que dizer sobre a condução em Marrocos?
Polícia em todas as rotundas. Talvez nunca se saiba quando alguém aparece a fazê-las ao contrário... Obras por vezes mal assinaladas e apesar do trânsito ser condicionado, circula-se na mesma...
De resto, tudo normal!
Ao chegar à zona de praia, as avenidas são de facto imponentes. Relvados muito bem tratados, candeeiros em exagero! Tudo bonito e arranjadinho! Ficamos mesmo surpreendidos! Nota-se que é uma zona balnear onde os próprios marroquinos vão de férias.
Chegamos ao Hotel, sem nunca nos perdermos. As estradas estão bem sinalizadas. Não há como enganar. Fomos recebidos com uma toalha de rosto humedecida e uma taça de sumo para refrescar.
Assim à primeira impressão já estávamos rendidos!
Yasmina para 3 noites! Vamos a isto!
Etiquetas:
2017
,
Com elas
,
Marrocos
,
Retalhos da vida em férias
,
Viagens
Subscrever:
Mensagens
(
Atom
)







