sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Um ano a bolinhas coloridas

Passo o ano de agenda na mão.
Em modo espera.
Espera-se que saia o calendário das provas de ginástica. Para uma e para outra menina.
Depois há a acrescentar as dúvidas e incertezas que pairam sobre quase todos os meses do ano.
Se uma prova agendada para um determinado fim de semana será Sábado ou Domingo.
Se será manhã, tarde ou coisa para todo o dia.
Se haverá treinos extra.
Se será por perto ou teremos que rumar até Sul, bem na ponta Sul do País. Ou talvez Norte.
Se vale a pena ir de véspera ou marcar hotel.
Se teremos apenas que madrugar.
Se a seguir aos Distritais vêm Nacionais...
Espera-se.

A juntar a isto, veio a Dança Jazz e com ela mais uns Se´s parecidos com os anteriores.
Espera-se mais uma vez.
Por datas e certezas numa esperança que tudo se encaixe e concilie.

Dito isto, mesmo com feriados repostos e férias escolares agendadas e bem definidas, nem sei bem para onde atirar planos de dias de descanso, curtas escapadelas, com e sem elas...quanto mais uma semana??! Quinze dias então seria a loucura!

Neste processo de esperas tenho o calendário 2016 pintalgado de bolinhas coloridas e respetiva legenda. Numa agenda em papel. Eu sei que a tecnologia avançou imenso, mas ninguém me tira a minha agenda toda riscalhada. Chego a ter duas.

O meu dia de aniversário voltou a levar com bolinha de Feriado, com vislumbre de fim de semana prolongado. Será que dá? Espera-se.

Não tarda tenho que marcar férias, e nem sei onde pôr a fartura de dias por ano que me é dada para o descanso. Nem sei quantos dias serão. E começo a precisar de saber, a bem da minha sanidade mental!
Espera-se.

Se a vida fosse mais como o futebol estava tudo calendarizado até ao final da época...
Pode ser chato e demasiado previsível e na verdade sempre gosto mais de ginástica e dança, mas nisto das certezas confesso que era melhorzinho para a minha cabeça agenda! Por outro lado seria todos os fins de semana o que me leva a crer que estou bem melhor assim...

E é nestas esperas, que o tempo voa! Vamos passos largos a caminho do Carnaval.
Domingo à tarde há prova de ginástica acrobática. A primeira do ano. Uma certeza. Assim espero.
E logo a seguir, mais esperas.


E se não fosse assim talvez não precisasse de agenda....e eu lá vivo sem isso!?

Projetos loucos, mas muito compensadores

Há alguns anos que me deu para projetos com P de paranóicos mas rapidamente percebi que o P era de preciosos.
Fui acompanhando ideias de outros, o que me fazia crer que não era louca sozinha.

E assim,

2012 foi ano de 366 - uma foto por dia "Documenting Delight". Apesar do projeto ser meu, decidi que iria tirar uma foto a cada menina, ou às duas juntas, durante o ano....todos os dias. Elas acabaram por interiorizar o projeto como delas também, já que várias vezes já eram elas a lembrar que faltava a foto do dia.

2013 foi ano de pensar em coisas boas "Gratitude jar". Gratificante é a palavra certa. Acabou transformado em livro. Devia ter feito um para mim....mas fizeram só as meninas.

Depois decidi partilhar a loucura e desafiar outros que me acompanhassem.
Afinal quando a loucura dá lugar a algo que nos faz sentir tão bem, nunca pode ser mau sinal.
Em 2014, além de mim, mais umas quantas amigas andaram a tentar deslumbrar-se com Coisas Simples, uma por semana. E acho que conseguiram.

2014 - "52 coisas simples"

Ainda este não tinha acabado e já me perguntavam o que viria a seguir.
Mais se confirmava a teoria de que fotografar e guardar momentos únicos faz sorrir a alma!
Com um novo ano veio novo projeto, este com uma exigência temática, mas mensal.

2015 -  "2015 temático"



E a poucos dias do final de 2015 a I começou a perguntar qual seria o projeto para 2016.
Pensei  "isto afinal pega-se". E sorri.
Pensamos em conjunto o que seria, sempre com a certeza que passaria por imagens.
Nasceu a ideia. Palavras. Uma por semana. Para cada palavra uma imagem.
Desafiei também as amigas do costume, as "loucas" como eu, que já esperavam ansiosamente pelo próxima ideia.

2016 - "52 palavras = 52 imagens"

Cá por casa, decidimos ir colocando as palavras e as imagens em cadernos.
Demoramos um bocadinho a decorá-los mas estão feitos!
O projecto para 2016 promete!
E o melhor de tudo, é que quando acabar o ano, está pronto! Assim espero!

Isto pode parecer coisa de loucos, mas faz tão bem. Acho que não estou só neste sentimento.







1ª semana = 1ª palavra
 "Rotina"
Escolhida pela I.

Janeiro vai na 4ª semana.
O caderno vai na página 1.

A R disse ontem "Já sabia que não íamos colar as fotografias..."

Mas vamos filha!
As fotografias estão tiradas, só falta colar!
Que jeito dava uma instax para estas coisas.



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Terças felizes!

Há dias que pôr os pés fora da cama é tarefa de guindaste.
Pesam as pálpebras.
Custa-me arrancar as miúdas de sonos descansados e do quentinho.
Acordei focada numa sexta feira. Perceber que afinal é uma terça que me espera não foi uma contribuição airosa.
Os amanheceres conseguem ser dolorosos.
Custa a crer que corpo e mente humana tenham sido feitos para despertares repentinos e interrupções bruscas dos ciclos de sono.

Alheia a poucas vontades lá arrancou mais uma terça. Fria, a ameaçar chuva.
Uma terça com pouca ambição de ser sexta.

E dentro dos dias que começam pouco animadores, afinal há tanto de bom.
Só nem sempre vemos.

Um café matinal com amigas. Dois dedos de conversa.
Um miminho surpresa de uma amiga.
Um "Adoro-te!" da mais nova à hora do almoço.
Uma notícia que não esperava e que me encheu o coração.
Um teste importante que correu bem à mais velha.

Esta terça não me trouxe dores de cabeça.
Foi um dia sem sinais agravados de cansaço.

É isto que dá cor aos dias, que nos deixa respirar fundo ao deitar. Que não nos tira o sono.

Amanhã vem outro acordar.
Talvez chova.
Não será sexta feira.
Vou ter sono e pouca vontade de sair da cama.
Mas nunca se sabe o que o dia nos reserva.
Talvez nos arranque sorrisos!



domingo, 17 de janeiro de 2016

Que mundo este...

A R tem 9 e já faz pequenas tarefas, como ir à mercearia ou à padaria sozinha.
Fica tudo a 2 passos de casa.
Ela gosta de se sentir crescida, destes momentos de autonomia e da confiança que lhe é dada.
Claro que, apesar da curta distância e da conhecida vizinhança, sabe que não deve parar para falar com estranhos. Que mundo este.... Com a idade dela ía sozinha para a escola. Mas isso foi noutro século.


Hoje fez um destes rápidos recados. Quando entrou em casa disse:

"Mamã, estava ali um senhor perto do jardim que deixou cair o pão todo. Eu perguntei se podia ajudar. E apanhei o pão do chão, sacudi um bocadinho a terra e pus no saco. Nem estava muito sujo. Agora estou cheia de pena do senhor...coitado..."

Quando ela começou a conversa fiquei logo mais atenta mal ouvi "estava ali um senhor"..
Perguntei se o senhor era velhinho. Ela disse que sim.

Deve ter percebido porque perguntei aquilo. Passado uns minutos disse:
"Achas que fiz mal em ajudar o senhor?"
Respondi que não.

E fiquei a pensar....Mas que mundo é este em que o simples facto de ajudar alguém pode
estar contaminado com dúvidas e incertezas?!

A R fez bem. Ajudou quando acho que era preciso. Agiu por instinto.
Algo que nos é natural ainda....felizmente!
Mas depois lembrou-se....era um estranho...e hesitou. Ficou a pensar.

E eu? Duvidei também. Mesmo sem ter visto.
Sim, nuns segundos passou-me pela cabeça que um estranho poderia deixar cair o pão do saco para atrair uma criança...
Não gostei deste pensamento. De ter duvidado. De ter sequer hesitado na resposta que dei.
Mas sou mãe.
Tenho medos. Alguns deles novos.
Estou contaminada por demasiadas histórias.

Ficou-me a martelar a frase "Achas que fiz mal em ajudar o senhor?!"....
Mas pior de tudo foi o ter respondido que não mas ter ficado a pensar num "e se?"...
Que mundo este...que nos transforma, que nos perturba os instintos naturais de ser humano e de ser.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Três estarolas

Ele há dias que descubro estes tesouros pela casa.
Cúmulos.
Este será o da preguiça.
Resta-me saber qual dos meus três estarolas é o autor...


domingo, 10 de janeiro de 2016

Mensagens do universo

Mais um fim de semana. O segundo do ano.
Ainda não parou de chover. Este Janeiro está encharcado.
A roupa lavada está na mala do carro. Nas lavandarias há fila quase até à porta. Apesar da tentação de me sentar ali sem nada para fazer, resisto.

Tenho dores no corpo todo. Felizmente ainda não é reumático, mas 3 horas a arrumar a cozinha é coisa para equivaler a várias aulas de ginásio com personal trainer. Que pena tenho de não ter um contador de calorias queimadas para me sentir mais realizada.

Para o que me havia de dar. E nem é Primavera...não estamos em maré de limpezas profundas.

A ideia era só tratar das casas dos animais...a gaiola do Nico e a casa de banho da Maggie. Ela até me acordou e eu sei que quando ela anda muito à minha volta precisa da casa limpa!
Quanto à gaiola do Nico decido levar a base diretamente ao contentor do lixo. Não porque queira poupar em sacos de plástico, mas porque esta ação de despejo dentro de casa dá sempre asneira e acaba geralmente com uma parte da porcaria no chão. E assim foi. Mas fora de casa. Ía caindo nas escadas e como tal, zás....metade da porcaria espalhada em pelo menos 3 degraus.
Abro a porta da rua. Chove copiosamente. Assim que ponho um pé na rua percebo que calcei umas botas que têm um rasgo por baixo. Consigo, com sucesso, despejar o restante no contentor, apanhar uma molha e ainda ter direito a varrer as escadas, e voltar ao contentor!

Eu sei que "Nada acontece por acaso", mas, nestes casos gostava de saber onde está a grande mensagem do universo. Preciso de me sentir grata por ter animais? Precisarei de comprar umas botas? Preciso de ir ao ginásio?

É quase hora de almoço. Em menos de nada entrará uma miúda esfomeada pela porta adentro e tenho a cozinha em pantanas. Começo a pensar porque guardo embalagens de chocolate em pó vazias....Coisas de mãe que sabe que um dia destes pedem uma lá da escola. É nestas alturas em que penso que devia ter ficado quietinha e focado as minhas energias no almoço. Coisas à hora certa. Dar prioridade à fome.
Olhando para o estado da cozinha diria que o almoço não está nos planos para os próximos dias.
Juntaram-se sacos de compras que acabaram de chegar, os brinquedos da gata e água que parece nascer do chão junto ao lavatório.
A I vem ajudar a tratar do Nico.
Devia ter comprado pizzas. Sempre era só abrir o forno.
A miúda continua a insistir na fome. Eu sei que já são horas, eu sei...
Lá tenho que transformar a cozinha num local acolhedor antes que me acusem de desleixo e maus tratos.
Pelo menos deixei as gavetas sossegadas e não me meti com o armário dos detergentes.

Ainda assim descobri que há sítios que a minha empregada desconhece... e certos objetos, que pelo fim a que se destinam, não devem merecer melhor destino. A pá e o balde do lixo servem para isso, lixo, mas não quer dizer que não possam ver água. Ela bem diz que "Eu cá só trato das cuecas do doutor!". Apesar da estranheza da frase, tem uma lógica explicação - é que sendo o único homem da casa, são as únicas que ela distingue e sabe arrumar no sítio certo - mas não a iliba do resto. Ao guardar copos de Gin, descubro outros de Nutella vazios. Muitos. Mesmo. Foram promovidos ao armário da sala e acompanhavam agora os cristais, prenda de casamento.
Há uns bolores estranhos por baixo da pia. Só me lembro dos episódios do Dr. House e de alguma doença pulmonar estranha que vou apanhar por respirar isto.
O que se descobre na nossa própria casa!!!...

Continuo a pensar nas mensagens do universo....Preciso de mais tempo em casa? Preciso de desistir da empregada? Preciso de me organizar mais? Preciso racionar a Nutella? Talvez limpar os cristais?

Apesar do fogão estar organizado para pensar no jantar, conseguimos almoçar depois de instalados os animais.
Recusei mais ajuda porque nestas alturas a ajuda implica perguntas e respostas e tende a complicar mais do que simplificar....pelo menos os nervos.
A tarefa da limpeza prolongou-se por parte da tarde.
E assim que estiver tudo limpo e no sítio, deve vir uma das miúdas dizer que tem fome e quer lanchar. Já estou a imaginar as facas fora de sítio, as migalhas....
Acho que vou mesmo proibir a entrada de todos até à hora de jantar. Só para ter a sensação de cozinha limpa e arrumada aí por uns 15 minutos e para sentir que estive a fazer algo de verdadeiramente útil!

Ainda não foi desta que desfizemos a árvore. Mas agora que olho para ela reparo que a gata tem feito a sua parte. Se a deixar ali, talvez pelo Carnaval esteja sem qualquer enfeite.


Acho que o Universo me quer mesmo dizer alguma coisa.




quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

21 Perguntas "simples"



Confesso que já não sei onde vi esta lista.
Mas achei engraçado aplicá-la cá em casa.
Aproveitei momentos de "nada para fazer".
Com a I o questionário foi numa ida às urgências, com a R foi numa sessão de fisioterapia.
Eis o resultado:

1. Uma coisa que a mãe te diz sempre?
R - Adoro-te
I - Cuidado! Tá quieta! Adoro-te!

2- O que faz a mãe feliz?
R - Não nos chatearmos, eu e a mana.
I - Quando me porto bem.

3. O que faz a mãe triste?
R - Quando falamos mal.
I - Quando me porto mal.

4. Como a mãe te faz rir?
R - Com piadas.
I - Quando és maluca!

5. Como é que a mãe era em criança?
R - Tinhas cabelo curto com franja e eras pequenina.
I - Tu estás sempre a dizer que não eras mal comportada e eras uma menina certinha.

6 - Que idade tem a mãe?
R - 43?
I - 42

7. Que altura tem a mãe?
R - 1,68m
I - Não faço a menor ideia.

8. O que a mãe gosta mais de fazer?
R - Fotografar
I - Tirar fotografias

9. O que a mãe faz quando tu não estás?
R - Vais às compras.
I - Não sei....não estou lá para ver...

10. Se a mãe ficar famosa será porquê?
R - Por tirares fotografias boas, muito boas!
I - Pela fotografia.

11 -O que a mãe faz mesmo bem?
R - Tudo
I - Cozinhar e Fotografar

12. O que a mãe não faz bem?
R - Nada
I - Cantar.

13. Qual o trabalho da mãe?
R - Tratas das águas
I - Responsável do Lab.

14. Qual a comida favorita da mãe?
R - Tu nunca disseste!!! Caril?
I - A comida que eu faço!

15. Tens orgulho na tua mãe? Porquê?
R - Sim. Porque sim.
I - Sim. Porque és boa mãe.

16. Se a mãe fosse um desenho animado quem seria?
R - A mãe do Phineas e Pherb.
I - A mãe dos Incredibles (porque não me lembro de mais nenhuma)

17. O que fazemos em conjunto?
R - Rimos.
I - Viagens, cozinhar....ginástica não é de certeza!!

18. Em que somos iguais?
R - Totós.
I - Não sei.

19. Em que somos diferentes?
R - Eu sou elétrica, tu tens sono.
I - Eu sou divertida, tu és chata! (sei lá, tou a brincar!)

20. Como sabes que a mãe te adora?
R - Porque estás sempre a dizer isso
I - Porque tu dizes.

21. Onde a mãe gosta mais de ir/ Qual o sítio preferido?
R - Paris
I - Viajar/ vários sítios

Acho que o resultado seria mais verdadeiro se não tivesse ido eu a colocar as questões...
Ainda assim.....agora é esmiuçar isto...
Há aqui muita informação!
Assim de repente o que posso concluir é que me vêm sempre como mãe, mesmo se eu fosse um desenho animado. Que está bem presente o que gosto de fazer, mas que por outro lado ando sempre cansada...Conhecem-me bem, têm orgulho em mim e sabem que as adoro! Não está mal...