quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Curtas de Outono

Os dias passam. Correm.
E nós corremos com eles. 
Mais que maratonas.
Já me cansei das correrias
Já me cansei de me cansar.
Já me cansei de me queixar.
Então resta aproveitar o que os dias nos trazem.

Curtos momentos de dias preenchidos.
Para me sentir grata. Mesmo das maratonas.


Megui vai ao veterinário. Rotinas de gato bebé.
2,4Kg. Está bem e recomenda-se.


Sopa sem batata.
Deliciosa. 
Meninas adoraram!




O cheiro de livros velhos e usados.
Livros de biblioteca. Gastos. 
O conforto de uma manta.
Chuva lá fora.



Um céu especial nas voltas do leva e traz.
Parar 5 minutos a ver.



Castanhas assadas com sal.
Serões.
Família.







Trabalho com companhia.
Que bom que é voltar a ter um gato. 
Amizades que crescem.



Muda a cor.
Reparar em pormenores.



Livro e blocos.
Momentos de pausa.


Ando sempre com máquina a jeito, nem que seja a do telemóvel.
Captar imagens ajuda.
A parar.
A apreciar.
A olhar.
A sentir.
Afinal estas maratonas são o melhor da vida...

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Afinal é disto!


Vem lá mais uma Super Lua. Já hoje.
Ao que consta é uma sequência de três super luas, com início em Agosto.

Alterações do padrão do sono. 
Irritabilidade. 
Flutuações de emoções.
Cansaço.
Fortes dores de cabeça. 

Faço um visto em todos eles.
Estava a ficar preocupada.
Afinal é da Lua! Já para não falar dos eclipses lunares...
Fenómeno fantástico sem dúvida. Imagens fabulosas.
Reparei na Super Lua de Setembro e de facto achei-a maior e mais brilhante e acredito que fosse naquele dia alvo de imensos olhares a nú e fotográficos.

Mas felizmente é a última Super Lua de 2015.
Será que se não olhar para ela o efeito é minimizado?!
É que já não há quem me aguente! Nem eu própria!

 Imagem tirada da net.


domingo, 25 de outubro de 2015

Melhoria contínua




Tive que comprar.
Acompanho a página da Mikaela há algum tempo e já é costume deixar-me pensativa com algumas questões pertinentes sobre isto da parentalidade. Sobre a nossa forma de estar enquanto pais. Quais as intenções? O que queremos incutir? Na verdade, comunicamos?
Ainda que atenta a estas matérias não é nada fácil para mim pôr em prática o que parece tão óbvio.
Nas nossas correrias, sinto que a teoria fica perdida algures nas intenções...
Quero ser melhor. E por isso comprei. Porque me faz sentido.
Anda a pesar-me na carteira há vários pares de dias. Folheei mas não li, não com coração de ler.
Mas anda ali para não me esquecer dele.
Algures nas primeiras páginas diz que o livro se irá focar nos primeiros 12 anos de vida da criança...
A I tem só mais 11 dias com 12 anos...vem aí os "teen" e já não a considero uma criança. Nem ela.
A R tem 9...
Temo que vá tarde.
Temo que se torne mais um dos que devia ter lido e fiquei-me pelas primeiras páginas.
Temo ter feito estragos irreparáveis.
Refugio-me naquela velha máxima que uma boa mãe é aquela que tem a certeza que está falhar.
E eu acho que falho tanto...podia ser bom sinal....

Arrepio-me quando da boca delas saem as minhas palavras. Frases inteiras até.
Porque é que eu posso dizer "Estás a brincar comigo?!" e elas não?
Só porque sou eu a adulta? Porque sou a mãe? Porque não sou a melhor amiga?

Quando dizem que me adoram e que eu sou a melhor mãe do Mundo, deste e doutros, pergunto se não preferiam ter outra mãe...uma mais simpática, menos carrancuda, menos irritada, menos apressada, menos cansada, mais paciente, mais brincalhona e mais disponível....e elas respondem "Estás a brincar?!"....talvez seja das poucas vezes que esta frase em jeito de resposta não me tira do sério.

Ainda assim vou ler, que os anos passam depressa, o meu coração de mãe ressente-se de culpa e a minha cervical já acusa o peso da carteira!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Mais um desafio


A minha amiga Carla, mais conhecida por Mãe Cereja no blog Da cor das cerejas, lançou-me o desafio de participar na TAG: Conhecendo novos blogs!
Ora isto passa por:
-  Responder a 10 perguntas.
-  Fazer 10 perguntas, as mesmas ou outras a bloggers que eu conheça.

Então aqui vai.
1) 10 Respostas


   Qual o “porquê” do teu blog?
Gosto de escrever. Dava comigo a escrever textos mentalmente. Porque me apanho a pensar com os meus botões tantas vezes. Porque quando partilho e tenho o feedback de outras pessoas, mães ou não, amigas ou não, tenho a sensação de não me sentir sozinha com algumas das dúvidas e angústias …. Porque me faz rir. Porque gosto de guardar memórias. Desde que sou mãe fui fazendo livrinhos para oferecer  à família no Natal com o resumo do ano em imagens acompanhados de histórias, ou frases. Percebi que era uma das melhores prendas. E melhor ainda, percebi que as minhas filhas adoram ler e reler essas histórias.
Agora olhando para trás, para esses livros sei que nunca me lembraria de tanta coisa que lá está escrita…
Não escrevo para ser lida. Aliás quando o blog começou escrevia para mim. Isso foi mudando e gosto de perceber que lêem o que escrevo.

    Qual a maior revelação que o teu blog te fez?
Que há quem de facto leia o que escrevo. Que não é como muitos pensam uma perda de tempo, mas um ganho . Faz-me bem. Funciona um bocadinho como terapia anti stress.

  Como e quando escreves para o blog?
Escrevo com base nas vivências. Sobre o que se passa à minha volta. Sobre o que me inquieta, me diverte, me faz pensar….por isso tenho sempre um bloco e caneta à mão. Vou apontando ideias, frases, temas que surgem do dia a dia, das rotinas, das notícias na rádio. Quando tenho mais um bocadinho para ir ao computador, reúno o que tenho, “arranjo” melhor as frases soltas, e tento sempre juntar uma imagem. Tento que seja diário, mas nem sempre consigo.

    O que gostavas de ser quando fosses grande?
Quando era pequena imaginava-me Veterinária. Agora, quando for grande quero ser fotógrafa de viagens; escrever sobre viagens para revistas; Organizar viagens. Quem sabe, escrever um livro?!

    O que gostavas mesmo de responder a um comentário desagradável?
Felizmente nunca tive um comentário desagradável…
Embora já tenha publicado alguns temas de certa forma polémicos, como “viajar com ou sem filhos”, ou “parto por cesariana”. Nem sempre as opiniões são concordantes com as nossas e quando se mete a palavra “mãe” na equação então tudo muda de figura! Mas até agora tem sido pacífico.

    Qual foi a maior surpresa (boa ou má) que a vida adulta te trouxe?
A de perceber que ser mãe é também um processo de aprendizagem e de crescimento interior e que afinal os adultos não sabem sempre tudo. Também perceber que muitas vezes, só na vida adulta percebemos realmente o que gostaríamos de ter escolhido como profissão.

    O que trazes na carteira?
Agenda. Telefone. Canetas e blocos. Chaves. Porta moedas. Elásticos para o cabelo e outras coisas estranhas como meias de criança, rebuçados e agora até um livro que pesa mas não leio.

    Qual o hábito diário do qual não prescindes?
Escrever.

    Se pudesses mudar algo no mundo o que seria?
Acabava já com doenças que me afligem só de pensar que existem. Garantia que o Planeta ficava habitável por mais umas quantas gerações.

    A tua vida dava um filme. Qual?
Esta é muito difícil… Gosto sempre de dizer que era mais um festival de cinema, felizmente com pouco drama e terror mas com muita comédia e aventura à mistura. Um filme para sair a sorrir.


2) 10 Perguntas para outros blogs responderem
    Qual o “porquê” do teu blog?
    Qual a maior revelação que o teu blog te fez?
    Onde te inspiras para o que escreves?
    Qual o teu maior sonho?
    O que fazes em relação a comentários desagradáveis ao que escreves?
    Qual foi a maior surpresa (boa ou má) que a vida adulta te trouxe?
    Um dia vais escrever um livro?
    Qual o hábito diário do qual não prescindes?
    O que mudarias no mundo?
    Se pudesses andar para trás 10 anos, o que dirias a ti própria?


 3º – Escolher 3 a 10 blogs para desafiar.









 
 Divirtam-se!
 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Se calhar aviso-a...

T.P.C da R.
Texto informativo sobre o Outono.

Não havia limite de linhas, nem de palavras. Nem mínimo nem máximo.
Não era bem sobre o Outono em particular, mas sobre o Outono em geral.
Informativo, não opinativo.

Ajudei a R a lembrar-se de coisas que acontecem no Outono. Fizemos uma lista.
Ela lembrou-se de muitas coisas. Eu ajudei a lembrar outras. Tudo informativo.
Ela escreveu o texto.
Incluiu a frase " No Outono a hora muda e os dias ficam mais curtos."

Quando leram os textos na aula, a professora disse que estava errado. Mandou corrigir.
Perguntei porquê. Intrigada qb.
Mas com tanto que tem mudado eu já nem digo nada...
Segundo o que a R ouviu ou percebeu foi assim:
 "Primeiro não muda a hora, depois os dias não ficam mais curtos porque têm sempre 24 horas!
 O que acontece é que o período de luz diminui comparando com o período de noite.... "

A sério?!??!
A sério que é isso?!
Até fui confirmar. Sim, muda a hora!
Chama-se horário de Inverno mas muda no Outono!
A expressão "os dias ficam mais curtos" será só minha?!
Não se entende que nos referimos ao período de luz de dia!??!
Não é costume no Verão dizer-se o contrário, "Que os dias estão mais compridos?!"?!
Eu sei que isto do curto e do comprido não é porque o dia tem menos ou mais do que 24h!
Ai! (suspiro profundo)

Será que isto do Português já mudou assim tanto que nem se podem utilizar expressões populares?!
Tem que se levar tudo à letra?
Ou deixa de ser informativo?

Pronto.
Mea culpa.
Fui eu que lhe disse que muda a hora.
Fui eu que disse que os dias ficam mais curtos.


Ai! (suspiro profundo)
Não volto a dar ideias para textos informativos.

Quanto à hora, muda na madrugada de domingo. Às 2h passa a ser 1h.
Talvez seja melhor avisar a senhora.








sábado, 17 de outubro de 2015

Velhas paixões

Era e é uma das minhas paixões.
Séries de TV de médicos, hospitais, casos clínicos. Mais dos clínicos que dos amorosos confesso.
Desde os primeiros episódios desta série que ficava literalmente colada ao ecrã.
Ninguém podia falar comigo. Mesmo.
Assim que começava o genérico parava tudo.

Com o passar dos anos fui deixando de ver. Tornei-me mãe. Nem sempre conseguia estar livre ou acordada ou inteiramente disponível para me concentrar apenas e só no ecrã. E a tecnologia ainda não permitia fazer rewind ou gravações agendadas.

Mais uns anos volvidos e a série voltou. E começou no nº 1.
A I começou a ver e depressa ficou colada à TV como eu.
O mesmo entusiasmo, diria vício. Com a vantagem que não tem que esperar pela semana seguinte para ver mais 60  minutos da série.
Sortuda, a miúda!
A R tem medo. São demasiados flashs de vidas reais.

Agora revejo muitos episódios com a I.
Lembro-me de tantos. E ela vai perguntando o que acontece a seguir.
Vamos assistindo à mudança de atores.
Choramos as duas quando morreu o Mark.
É uma paixão partilhada.

Talvez veja agora com ela as últimas temporadas. Que me passaram ao lado.
Um belo programa para dias de mau tempo....
Não fossem os testes da próxima semana e a ginástica e seria uma tarde de sábado para sofá, castanhas e uma maratona E.R.
Mas ainda vai dar para alguns episódios!



sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Amanhã é sábado, isso eu sei!


Aquele momento em que:

- Procuras o pijama, procuras, procuras, procuras...e desistes. Vestes outro. Quando te vais deitar descobres o outro mesmo ali à tua frente...

- Pões uma cápsula na máquina de café. Uns 45 minutos mais tarde sentes que falta qualquer coisa....Não chegaste a tirar o café...

- Queres passar a sopa. E de repente não fazes ideia onde pára a parte que encaixa na varinha mágica, enquanto ao mesmo tempo te lembras que há muito tempo que não vês o picador de alho...