Em dezembro vive-se dezembro.
É o mês do Natal, e tudo gira à volta disso.
Uma das nossas tarefas do advento era ir ver o Presépio dos Bombeiros.
E fomos mesmo!
(O ano passado no meio de tanta azafama natalícia ficou em falta a tradicional visita)
Nunca estamos lá muito tempo, mas é o que baste para ver o dia a tranformar-se em noite, descobrir as peças novas que se movimentam com um engenhoso mecanismo, os animais verdadeiros, que este ano até tinham bebés, conhecer as diversas funções dos bombeiros e seu papel na sociedade e deixar as boas festas num papel de cenário gigante!!
Condição essencial: Ir depois de escurecer. O frio, os gorros e as luzinhas mudam todo o cenário.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Boas colheitas!
Anda por aí tudo a apregoar programas de Reveillon.
Grande noitada. Indoor e/ou outdoor.
A mim soa-me a demasiado glamour e muita produção para apanhar frio.
Já não aguento grandes incursões pela madrugada, até porque, quem tem crianças sabe que o acordar do dia seguinte é igual a todos os outros, e a recuperação de horas de sono perdidas é bem mais lenta que há uns vinte anos....
Este talvez seja um dos dias do ano em que mais vontade tenho de ficar por casa.
Na minha ou na de amigos que nos aturam, com uma mesa mais composta.
Parece que é uma noite em que somos obrigados a estar eufóricos e bem dispostos.
Muitos planos não correspondem a maior diversão.
Passo bem sem o fogo de artifício, o champanhe, as músicas de sambinha para fazer os comboios, os sapatos finos e as lantejoulas
Prefiro o conforto de caras conhecidas.
Mas não sou esquisita. Também podia passar de chinelos de dedo numa praia.
Quem sabe um ano destes faço uma escapadela para um sítio aquecido pelo sol e não por aquecedores e lareiras, onde faça sentido vestir peças de roupa fluidas e frescas.
Desejos para 2015?
É suposto serem 12.
Mas vou ser poupada no pedir.
Colhemos o que semeamos.
Não há aqui nada de novo.
"Quem semeia ventos colhe tempestades"
"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos."
Espero conseguir lembrar-me todos os dias de semear o que quero colher.
É só esse o meu desejo.
Boas colheitas em 2015!
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Cecília
Chama-se Cecília.
Nunca tinha ouvido a história dela contada na 1ª pessoa.
Na verdade talvez nunca tivesse ouvido a história toda sequer.
A minha Avó Cila tem quase 93 anos.
Só neste Natal, é que a ouvi contar que aos 2 anos, quase 3, perdeu a mãe.
Passaram então quase 90 anos...
Era a mais nova de 3 irmãos. A madrinha de Baptismo (para ela ainda é com P) com quem foi criada não chegou a vê-la casar. E a pena que ela tem disso.
O pai casou segunda vez. Os irmãos cresceram noutra casa.
Lembra-se de um brinquedo pequenino de lata que lhe deixaram no sapatinho há muitos natais atrás.
Talvez sem papel de embrulho colorido.
Um conjuntinho de panelas miniatura. Estimado. As filhas mais velhas ainda brincaram com ele.
Sempre trabalhou de manga arregaçada, alheia ao frio e à geada.
Lembro-me dela apressada, a chinelar de um lado para o outro da cozinha, escada acima escada abaixo, quintal acima quintal abaixo, a responder a todos os "Cila!" e todos os "Avó!".
Sempre usou a palavra "Amor" na sua forma abreviada para "´mor" para se dirigir às filhas e aos netos. Ainda o mantém e expandiu aos bisnetos.
Viu partir muitos.
Sentiu a pior das dores para uma mãe. Perdeu uma filha.
Despediu-se do meu avô com um beijo. Para sempre.
É normal que chore.
É natural que a saudade lhe aperte o coração, que as memórias lhe inundem os olhos.
Disse-me que costumava dizer "Mais amor e menos confiança."
É, para ela, o princípio da educação.
Amor nunca faltou e com a confiança referia-se à falta de respeito, que há tanta hoje em dia.
Fica com os olhos pequeninos quando chora.
Não gosta de estar parada.
Corre menos quintal acima quintal abaixo. Já não precisa de responder apressadamente aos "Cila!" e aos "Avó!".
Ainda faz malha, sentada no mesmo canto.
Agora a respiração acusa o subir das escadas.
O sono prega-lhe partidas de noite.
Neste dia 25 estavam 4 gerações à mesa.
Lembro-me de poucos Natais com ela.
Vi-a rir como há muito não via.
Vi-a chorar. Das saudades, das lembranças, das histórias, das tristezas, das alegrias.
Vi-a chorar de tanto rir. Da felicidade, da companhia, dos embrulhos de papel colorido, da festa que fazem as crianças.
Assim de olhos pequeninos.
Nunca tinha ouvido a história dela contada na 1ª pessoa.
Na verdade talvez nunca tivesse ouvido a história toda sequer.
A minha Avó Cila tem quase 93 anos.
Só neste Natal, é que a ouvi contar que aos 2 anos, quase 3, perdeu a mãe.
Passaram então quase 90 anos...
Era a mais nova de 3 irmãos. A madrinha de Baptismo (para ela ainda é com P) com quem foi criada não chegou a vê-la casar. E a pena que ela tem disso.
O pai casou segunda vez. Os irmãos cresceram noutra casa.
Lembra-se de um brinquedo pequenino de lata que lhe deixaram no sapatinho há muitos natais atrás.
Talvez sem papel de embrulho colorido.
Um conjuntinho de panelas miniatura. Estimado. As filhas mais velhas ainda brincaram com ele.
Sempre trabalhou de manga arregaçada, alheia ao frio e à geada.
Lembro-me dela apressada, a chinelar de um lado para o outro da cozinha, escada acima escada abaixo, quintal acima quintal abaixo, a responder a todos os "Cila!" e todos os "Avó!".
Sempre usou a palavra "Amor" na sua forma abreviada para "´mor" para se dirigir às filhas e aos netos. Ainda o mantém e expandiu aos bisnetos.
Viu partir muitos.
Sentiu a pior das dores para uma mãe. Perdeu uma filha.
Despediu-se do meu avô com um beijo. Para sempre.
É normal que chore.
É natural que a saudade lhe aperte o coração, que as memórias lhe inundem os olhos.
Disse-me que costumava dizer "Mais amor e menos confiança."
É, para ela, o princípio da educação.
Amor nunca faltou e com a confiança referia-se à falta de respeito, que há tanta hoje em dia.
Fica com os olhos pequeninos quando chora.
Não gosta de estar parada.
Corre menos quintal acima quintal abaixo. Já não precisa de responder apressadamente aos "Cila!" e aos "Avó!".
Ainda faz malha, sentada no mesmo canto.
Agora a respiração acusa o subir das escadas.
O sono prega-lhe partidas de noite.
Neste dia 25 estavam 4 gerações à mesa.
Lembro-me de poucos Natais com ela.
Vi-a rir como há muito não via.
Vi-a chorar. Das saudades, das lembranças, das histórias, das tristezas, das alegrias.
Vi-a chorar de tanto rir. Da felicidade, da companhia, dos embrulhos de papel colorido, da festa que fazem as crianças.
Assim de olhos pequeninos.
domingo, 21 de dezembro de 2014
Querido Pai Natal
Bem, acho que também posso escrever uma carta ao senhor das barbas.
"Querido Pai Natal,
Pode ser de cor violeta por favor.
Obrigada!
Uma mãe.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
50-52 Agora sim é Natal!
Estava a ver que este ano lá se ía dezembro e nós sem decorações natalícias....
Finalmente a árvore!
Um pinheirinho português de ramos verdinhos (até ver!)
Lá cabem os chocolates, as decorações que trazem histórias e recordações dos tempos passados no jardim infantil, em aulas de expressão plástica, em ateliers natalícios, bonecos dos que nem se seguram porque escorregam pela caruma, meia dúzia de bolas e umas quantas fitas pouco farfalhudas.
Está feita!
Já temos o tradicional canto da sala ocupado.
Tentei mudar de canto mas as meninas não deixam.
É ali e pronto. É tradição!
Agora sim já pode ser Natal!
Quanto a restantes decorações ....lá tenho que ir outra vez à garagem.
E espero que o pinheirinho se segure, que uma destas noites eram 2 e tal da manhã e eu andava a ver que teria acontecido...lá estava tudo espalhado no chão da sala, uma rena a abalroar o presépio e metade da terra fora do vaso..
Só precisa que se aguente até aos Reis!
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Mãe babada
Há dias em que tenho pouco que dizer....
Gosto tanto de as ver empenhadas, entusiasmadas, a fazer algo que adoram!
Em suma, é tão bom sentir que estão Felizes!
Hoje, depois de um domingo dedicado à festa de natal da ginástica da AAC, estou assim...em modo Mãe babada!
Coração a transbordar!
✩ ✩ ✩ ✩ ✩
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
49-52 ❤
As cenas entre irmãs que me vão deixando louca, as tais irmazices, são mais ou menos constantes.
Depende dos dias, das horas, do que dá na TV e quem sabe até do clima!
Elas na verdade só se inquietam uma à outra por duas razões....por tudo e por nada!
Mas na hora do consolo, em dias em que é preciso um mimo extra...lá no fundo é assim....
Da R para a I.
Num dia em que a mana teve um dia menos bom..
E eu sei que é sincero.
❤
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