quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Factos - 3
Sempre que adianto o jantar afinal não era preciso.
As crianças tentam fazer sozinhas o que não é suposto, tipo pegar em facas com serrilhas gigantes para cortar pão, mas as coisas simples, como calçar as meias, dizem "não consigo!"
Há pessoas que vêm na nossa direção e temos a sensação que se não formos nós a desviar da rota prevista, nos darão mesmo un encontrão.
A torneira com sensor a que nos dirigimos nas casas de banho públicas nunca funciona.
(mas há dias pousei a carteira num lavatório e zás.....era logo uma torneira sensível e a carteira estava aberta!)
No meu tempo Plutão era um planeta, não um anão.
Tenho saudades de me pedirem para pôr no carro o CD do Coro de Stº Amaro de Oeiras, e cantar em conjunto "A todos um bom Nataaaaaaal!"
Os pais de meninas são sortudos. Nunca precisam de se levantar num restaurante para ir com elas à casa de banho.
Os 50% de desconto em brinquedos já me passa ao lado.
As minhas crianças nunca tiveram dia do pijama. (Só mesmo em casa!).
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Magia
Se eu tivesse uma bola de cristal...
Não sei se queria adivinhar o futuro.
Talvez não.
Mas queria poupar-me a medos.
Deixar de pensar nos "E se?..."
Ou de imaginar as respostas.
Não sei se queria adivinhar o futuro.
Talvez não.
Mas queria poupar-me a medos.
Deixar de pensar nos "E se?..."
Ou de imaginar as respostas.
Gostava só de parar algumas ansiedades.
De ter certezas.
De saber que nunca teria certas dores.
Daquelas que nem se imaginam. Nem se quer.
Das que tenho medo de saber mais, de perguntar.
Talvez não precise de adivinhações.
Mas há dias em que os medos me assaltam.
Tomam conta dos meus pensamentos.
Há dias em que trago apertos.
Não compreendo. Não entendo os porquês.
Dias em que certas perguntas não me saem da cabeça.
Em que precisava de respostas.
Dias em que espero boas notícias.
Dias em que já não quero ouvir mais.
Eu não queria conhecer o futuro.
Só precisava de um bocadinho de magia.
E acreditar!
De ter certezas.
De saber que nunca teria certas dores.
Daquelas que nem se imaginam. Nem se quer.
Das que tenho medo de saber mais, de perguntar.
Talvez não precise de adivinhações.
Mas há dias em que os medos me assaltam.
Tomam conta dos meus pensamentos.
Há dias em que trago apertos.
Não compreendo. Não entendo os porquês.
Dias em que certas perguntas não me saem da cabeça.
Em que precisava de respostas.
Dias em que espero boas notícias.
Dias em que já não quero ouvir mais.
Eu não queria conhecer o futuro.
Só precisava de um bocadinho de magia.
E acreditar!
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Cruzadas
TPC, 3º ano, R
Num cruzadex:
Masculino de profetiza
(Profetiza?!??! Não haverá palavritas mais usuais? Eu manifesto a minha ignorância mas só ouvi falar em profetas. Até achei que ela estava a ler mal e queria dizer profecia....já me estava a preparar para dizer que não existia masculino disso!)
Maculino de cabra
(Ora bem....a 1ª palavra que lhe ocorreu foi uma que não tem 4 letras...a ela e não só!)
Digamos que nunca me ocorreria cruzar estas duas palavras, ou seus masculinos, no mesmo cruzadex.
Estranhezas da Língua Portuguesa.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Motivos e Pretextos
Umas vezes precisamos de motivos. Ou procuramos.
Outras arranjamos pretextos. Entraves. Só nossos.
E depois há horas de certezas. As que sentimos.
Sento-me numa mesa onde os motivos e pretextos se juntam á minha frente.
Ficam ali especados. E eu a olhar para eles.
Se dúvidas havia, esfumam-se em segundos.
Continuo a gostar deste sítio, onde estranhamente vou pouco.
Da última vez fui beber um café com tempo que sobrava. A mesa era outra.
Desta, o tempo escasseava para o tema que dominava a conversa.
Quando os motivos nos fazem sentido, os pretextos acabam-se.
domingo, 16 de novembro de 2014
46-52 S. Martinho
Desde que me lembro que é assim na casa dos meus pais.
Sempre que havia castanhas assadas, eu e a minha mãe descascávamos todas e só no final desse processo escaldadiço é que se podiam comer.
O meu pai lá ía roubando uma ou outra, e nós também...
Agora repetimos. Elas preferem descascar todas primeiro.
E o pai lá vai roubando, uma ou outra, e nós também...
Sempre que havia castanhas assadas, eu e a minha mãe descascávamos todas e só no final desse processo escaldadiço é que se podiam comer.
O meu pai lá ía roubando uma ou outra, e nós também...
Agora repetimos. Elas preferem descascar todas primeiro.
E o pai lá vai roubando, uma ou outra, e nós também...
sábado, 15 de novembro de 2014
Um sábado
Hoje
Sismo em Lima. Cai-me a unha do pé, aquela que magoei no Perú. Já passaram quase 3 meses. Prometo não mostrar, mas só digo que ainda bem que não é verão para andar de chinelo. Feio. Muito feio. Ainda assim preferia calorzinho e abandonava facilmente botas e meias. Prometia esconder o dedo.
Manhã lenta e pachorrenta. Não há café. Umpf!
Meninas pedem panquecas. Faço.
Almoço.
Faço um bolo.
Depois da saga de não ter máquina de lavar roupa, ponho roupa a lavar.
Arrisco. Espero que o vento a seque antes que chegue a chuva. Não! Umpf!
Andei a brincar ao esconde esconde com o S. Pedro, ou melhor ele comigo. Eu estendia a roupa, lá era o dilúvio, tirava a roupa da corda vinha o sol. Dada a timidez deste astro, desisti da brincadeira e lá fui brincar aos filmes americanos das lavandarias automáticas. Não sabia que isto tem horas de ponta. Cheguei mesmo a tempo. Logo depois de mim fez-se fila!
Cada ciclo de secagem 14 minutos, 1,40 euros.
Não tenho nada para fazer. 14 minutos.
Faço contas. Dá 10 cent por minuto de ar quente.
Compensa. Em vez disto era o estendal dentro de casa mais de 3 dias, a roupa espalhada em aquecedores, e depois geralmente ter que lavar tudo outra vez porque fica a cheirar a mofo.
Começo a ler os avisos de utilização e estou capaz de jurar que tenho lá peças de poliéster....
Mas pronto, fica tudo à minha responsabilidade.
Leio o jornal. Ouço rádio. Dobro cuecas.
Lá me entretenho. Desejava ter um dos tais livro dos adolescentes. Já tinha dado jeito....Umpf!
Saio, com uns belos kilos de roupa seca, 3 ciclos de secagem depois!
Pelo caminho ainda vou comprar fruta. Só fruta!Saio de lá com 3 sacos. Pesados. Como é que isto acontece sempre?!?!?!?
Estaciono. Agradeço viver no 1º andar de um prédio sem elevador.
Carrego os sacos em duas levas.
Pelo menos tenho quem me traga as miúdas da ginástica.
Devoro um diospiro.
De repente, é hora de jantar. Sugiro pizza. Porque gostam. Porque pedem muitas vezes. Afinal hoje preferiam outra coisa..... Como é que isto acontece sempre?!?!?!?
Não gosto das notícias de tempestades de neve. Nem das de lá de fora nem das de cá dentro.
Sentei-me agora no computador.
Afinal, vamos ver o Chef´s Academy.
E lá foi um sábado...Como é que isto acontece sempre?!?!?!?
Sismo em Lima. Cai-me a unha do pé, aquela que magoei no Perú. Já passaram quase 3 meses. Prometo não mostrar, mas só digo que ainda bem que não é verão para andar de chinelo. Feio. Muito feio. Ainda assim preferia calorzinho e abandonava facilmente botas e meias. Prometia esconder o dedo.
Manhã lenta e pachorrenta. Não há café. Umpf!
Meninas pedem panquecas. Faço.
Almoço.
Faço um bolo.
Depois da saga de não ter máquina de lavar roupa, ponho roupa a lavar.
Arrisco. Espero que o vento a seque antes que chegue a chuva. Não! Umpf!
Andei a brincar ao esconde esconde com o S. Pedro, ou melhor ele comigo. Eu estendia a roupa, lá era o dilúvio, tirava a roupa da corda vinha o sol. Dada a timidez deste astro, desisti da brincadeira e lá fui brincar aos filmes americanos das lavandarias automáticas. Não sabia que isto tem horas de ponta. Cheguei mesmo a tempo. Logo depois de mim fez-se fila!
Cada ciclo de secagem 14 minutos, 1,40 euros.
Não tenho nada para fazer. 14 minutos.
Faço contas. Dá 10 cent por minuto de ar quente.
Compensa. Em vez disto era o estendal dentro de casa mais de 3 dias, a roupa espalhada em aquecedores, e depois geralmente ter que lavar tudo outra vez porque fica a cheirar a mofo.
Começo a ler os avisos de utilização e estou capaz de jurar que tenho lá peças de poliéster....
Mas pronto, fica tudo à minha responsabilidade.
Leio o jornal. Ouço rádio. Dobro cuecas.
Lá me entretenho. Desejava ter um dos tais livro dos adolescentes. Já tinha dado jeito....Umpf!
Saio, com uns belos kilos de roupa seca, 3 ciclos de secagem depois!
Pelo caminho ainda vou comprar fruta. Só fruta!Saio de lá com 3 sacos. Pesados. Como é que isto acontece sempre?!?!?!?
Estaciono. Agradeço viver no 1º andar de um prédio sem elevador.
Carrego os sacos em duas levas.
Pelo menos tenho quem me traga as miúdas da ginástica.
Devoro um diospiro.
De repente, é hora de jantar. Sugiro pizza. Porque gostam. Porque pedem muitas vezes. Afinal hoje preferiam outra coisa..... Como é que isto acontece sempre?!?!?!?
Não gosto das notícias de tempestades de neve. Nem das de lá de fora nem das de cá dentro.
Sentei-me agora no computador.
Afinal, vamos ver o Chef´s Academy.
E lá foi um sábado...Como é que isto acontece sempre?!?!?!?
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Serei a única?
Anda por aí um anúncio de que não gosto nada....
Talvez não me apeteça dizer o nome da empresa mas o conteúdo tem a ver com umas crianças que guincham pelo progenitor porque aparentemente disputam tudo entre elas sem chegarem a um entendimento. A solução apresentada é adquirir o mesmo objeto para cada uma das meninas acabando-se assim a confusão e reinando a harmonia na família. Final feliz!
Ora eu acho que está tudo mal aqui....
Para começar acho que chamam o progenitor errado. As minhas chamariam a "Mãe!!!!!"E acho que não é só na minha casa....
Também tenho miúdas que disputam as coisas, mas ai delas que me fizessem uma cena daquelas em público ou sequer em casa. Bem tentam às vezes, e raramente resulta.
Depois acho-as já crescidinhas para aquele tipo de birra.
Onde está o aprender a partilhar?
O comprar apenas uma coisa para as duas?
O jogar vez à vez?
O emprestar uma à outra?
Sempre ouvi dizer que o pior é ceder nas birras.
O que acontece no anúncio?! Compram-se 2 coisas, uma para cada uma, para ficarem caladinhas.
Pois, assim não há birras. Ambiente tranquilo.
Mas terão as crianças aprendido alguma coisa com aquilo!?
Sim. Aprenderam que para a próxima guincham novamente pelo progenitor.
Bem, até as minhas crianças acham estranho e pouco educativo!
Sim, tudo bem, é apenas um anúncio ao produto, não pretende passar nenhuma mensagem subliminar de comportamentos.... nem ser um exemplo de psicologia de educação parental....digo eu.
Mas irrita-me pronto.
Coisas de mãe.
Talvez não me apeteça dizer o nome da empresa mas o conteúdo tem a ver com umas crianças que guincham pelo progenitor porque aparentemente disputam tudo entre elas sem chegarem a um entendimento. A solução apresentada é adquirir o mesmo objeto para cada uma das meninas acabando-se assim a confusão e reinando a harmonia na família. Final feliz!
Ora eu acho que está tudo mal aqui....
Para começar acho que chamam o progenitor errado. As minhas chamariam a "Mãe!!!!!"E acho que não é só na minha casa....
Também tenho miúdas que disputam as coisas, mas ai delas que me fizessem uma cena daquelas em público ou sequer em casa. Bem tentam às vezes, e raramente resulta.
Depois acho-as já crescidinhas para aquele tipo de birra.
Onde está o aprender a partilhar?
O comprar apenas uma coisa para as duas?
O jogar vez à vez?
O emprestar uma à outra?
Sempre ouvi dizer que o pior é ceder nas birras.
O que acontece no anúncio?! Compram-se 2 coisas, uma para cada uma, para ficarem caladinhas.
Pois, assim não há birras. Ambiente tranquilo.
Mas terão as crianças aprendido alguma coisa com aquilo!?
Sim. Aprenderam que para a próxima guincham novamente pelo progenitor.
Bem, até as minhas crianças acham estranho e pouco educativo!
Sim, tudo bem, é apenas um anúncio ao produto, não pretende passar nenhuma mensagem subliminar de comportamentos.... nem ser um exemplo de psicologia de educação parental....digo eu.
Mas irrita-me pronto.
Coisas de mãe.
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