terça-feira, 18 de novembro de 2014

Cruzadas


TPC, 3º ano, R

Num cruzadex:

Masculino de profetiza  
(Profetiza?!??! Não haverá palavritas mais usuais? Eu manifesto a minha ignorância mas só ouvi falar em profetas. Até achei que ela estava a ler mal e queria dizer profecia....já me estava a preparar para dizer que não existia masculino disso!)

Maculino de cabra
 (Ora bem....a 1ª palavra que lhe ocorreu foi uma que não tem 4 letras...a ela e não só!)

Digamos que nunca me ocorreria cruzar estas duas palavras, ou seus masculinos, no mesmo cruzadex.
Estranhezas da Língua Portuguesa.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Motivos e Pretextos


Umas vezes precisamos de motivos. Ou procuramos.
Outras arranjamos pretextos. Entraves. Só nossos.
E depois há horas de certezas. As que sentimos.
Sento-me numa mesa onde os motivos e pretextos se juntam á minha frente.
Ficam ali especados. E eu a olhar para eles.
Se dúvidas havia, esfumam-se em segundos.
Continuo a gostar deste sítio, onde estranhamente vou pouco.
Da última vez fui beber um café com tempo que sobrava. A mesa era outra.
Desta, o tempo escasseava para o tema que dominava a conversa.
Quando os motivos nos fazem sentido, os pretextos acabam-se.


domingo, 16 de novembro de 2014

46-52 S. Martinho

Desde que me lembro que é assim na casa dos meus pais.
Sempre que havia castanhas assadas, eu e a minha mãe descascávamos todas e só no final desse processo escaldadiço é que se podiam comer.
O meu pai lá ía roubando uma ou outra, e nós também...

Agora repetimos. Elas preferem descascar todas primeiro.
E o pai lá vai roubando, uma ou outra, e nós também...



sábado, 15 de novembro de 2014

Um sábado

Hoje

Sismo em Lima. Cai-me a unha do pé, aquela que magoei no Perú. Já passaram quase 3 meses. Prometo não mostrar, mas só digo que ainda bem que não é verão para andar de chinelo. Feio. Muito feio. Ainda assim preferia calorzinho e abandonava facilmente botas e meias. Prometia esconder o dedo.


Manhã lenta e pachorrenta. Não há café. Umpf!
Meninas pedem panquecas. Faço.
Almoço.
Faço um bolo.
Depois da saga de não ter máquina de lavar roupa, ponho roupa a lavar.
Arrisco. Espero que o vento a seque antes que chegue a chuva. Não! Umpf!
Andei a brincar ao esconde esconde com o S. Pedro, ou melhor ele comigo. Eu estendia a roupa, lá era o dilúvio, tirava a roupa da corda vinha o sol. Dada a timidez deste astro, desisti da brincadeira e lá fui brincar aos filmes americanos das lavandarias automáticas. Não sabia que isto tem horas de ponta. Cheguei mesmo a tempo. Logo depois de mim fez-se fila!
Cada ciclo de secagem 14 minutos, 1,40 euros.
Não tenho nada para fazer. 14 minutos.
Faço contas. Dá 10 cent por minuto de ar quente.
Compensa. Em vez disto era o estendal dentro de casa mais de 3 dias, a roupa espalhada em aquecedores, e depois geralmente ter que lavar tudo outra vez porque fica a cheirar a mofo.
Começo a ler os avisos de utilização e estou capaz de jurar que tenho lá peças de poliéster....
Mas pronto, fica tudo à minha responsabilidade.
Leio o jornal. Ouço rádio. Dobro cuecas.
Lá me entretenho. Desejava ter um dos tais livro dos adolescentes. Já tinha dado jeito....Umpf!
Saio, com uns belos kilos de roupa seca, 3 ciclos de secagem depois!
Pelo caminho ainda vou comprar fruta. Só fruta!Saio de lá com 3 sacos. Pesados. Como é que isto acontece sempre?!?!?!?
Estaciono. Agradeço viver no 1º andar de um prédio sem elevador.
Carrego os sacos em duas levas.
Pelo menos tenho quem me traga as miúdas da ginástica.
Devoro um diospiro.
De repente, é hora de jantar. Sugiro pizza. Porque gostam. Porque pedem muitas vezes. Afinal hoje preferiam outra coisa..... Como é que isto acontece sempre?!?!?!?
Não gosto das notícias de tempestades de neve. Nem das de lá de fora nem das de cá dentro.

Sentei-me agora no computador.
Afinal, vamos ver o Chef´s Academy.
E lá foi um sábado...Como é que isto acontece sempre?!?!?!?

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Serei a única?

Anda por aí um anúncio de que não gosto nada....
Talvez não me apeteça dizer o nome da empresa mas o conteúdo tem a ver com umas crianças que guincham pelo progenitor porque aparentemente disputam tudo entre elas sem chegarem a um entendimento. A solução apresentada é adquirir o mesmo objeto para cada uma das meninas acabando-se assim a confusão e reinando a harmonia na família. Final feliz!

Ora eu acho que está tudo mal aqui....
Para começar acho que chamam o progenitor errado. As minhas chamariam a "Mãe!!!!!"E acho que não é só na minha casa....
Também tenho miúdas que disputam as coisas, mas ai delas que me fizessem uma cena daquelas em público ou sequer em casa. Bem tentam às vezes, e raramente resulta.
Depois acho-as já crescidinhas para aquele tipo de birra.
Onde está o aprender a partilhar?
O comprar apenas uma coisa para as duas?
O jogar vez à vez?
O emprestar uma à outra?

Sempre ouvi dizer que o pior é ceder nas birras.
O que acontece no anúncio?! Compram-se 2 coisas, uma para cada uma, para ficarem caladinhas.
Pois, assim não há birras. Ambiente tranquilo.
Mas terão as crianças aprendido alguma coisa com aquilo!?
Sim. Aprenderam que para a próxima guincham novamente pelo progenitor.

Bem, até as minhas crianças acham estranho e pouco educativo!
Sim, tudo bem, é apenas um anúncio ao produto, não pretende passar nenhuma mensagem subliminar de comportamentos.... nem ser um exemplo de psicologia de educação parental....digo eu.

Mas irrita-me pronto.
Coisas de mãe.

O que me espera...


Falta-lhe um ano em idade mas sinto que já lá estou, nesse mundo estranho que é o da adolescência...
Sinto-me desorientada porque nem sei como aqui cheguei tão depressa....
Noutras idades delas lia várias coisas sobre desenvolvimento das crianças, etapas da vida do bebé, e mais matéria nessa onda ...mas nunca me tinha ocorrido folhear o tema da adolescência...achava talvez que andava longe disso.

Sem planear dei por mim a espreitar o que havia por aí, sem compromisso.
Saltaram-me à  vista estes:
"O grande livro do adolescente" por Mário Cordeiro e "Psicologia do adolescente" editado pela Gulbenkian.

Foto a uma prateleira na área da Psicologia, numa FNAC por aí.

Pela espessura das lombadas presumo que deva ser mesmo a fase mais complicada...
Desanimei. Desisti de os abrir.

Lembro-me agora que já  nos 11 notei alguns sinais invasivos da pré adolescência.
Isto vai chegando devagarinho.
Se a adolescência começa aos 13, a pré não sei bem quando será, mas ela anda aí.

Pensando bem, identifico bem os sinais. Também por lá passei.
Reconheço aqueles revirares de olhos, o voltar costas a "bufar", o emburrar, o encolher os ombros como se ninguém no mundo nos entendesse.
Talvez por isso me assuste tanto.
Porque sei que é um território movediço.

Tenho medo de não lhe chegar. De não entender os dramas e as mudanças de humor. Ou de nem saber deles.
Alguém disse que era apenas uma fase em que aparentemente os perdíamos por uns anos, para voltarem depois.
Tenho medo.
Medo de passar a ser a mãe cota. Chata. Cheia de opiniões às quais ela fará "ouvidos moucos".
Medo de deixar de a conhecer. De a estranhar.
Não estou preparada para a perder por uns anos. 
Tenho medo que ela se feche em copas no tal armário tipíco da idade, por detrás da porta.
Medo de deixar de ser a confidente. De passar a outro plano.
Mas sei que haverá sempre um mundo só dela. O da privacidade, onde as portas se fecham mas ela está lá.
Sei que não é suposto ser a amiga.
Sei que serei sempre a mãe.
E ela sabe que é esse o meu papel, conflitos de gerações à parte.
Mas não queria errar.
Ou confio no instinto maternal ou desato a ler. Tenho é que começar já!!!!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

45-52 - Só para mim


Se é raro estar por casa sozinha, mais raro é não ter companhia à hora de jantar.
Estava quase para resolver isto com uma tosta ou uma taça de cereais.
De repente fez-se luz!
Sashimi!
Eu, que dizia que não era fã disto do peixe crú, dei comigo a pensar em sashimi!
Num ano e picos passei de descrente a sushi lover!
Encaixa aqui bem o famoso "Primeiro estranha-se depois entranha-se".

Receita:
Salmão crú fateado
Cebolinho fresco
Molho de soja
Pauzinhos (imprescindível!)

Jantar pronto em 5 minutos.
Não será o mesmo que ir a um restaurante japonês com amigos, mas é bem melhor que uma tosta!

Quem me dera que cá em casa fossem todos adeptos. Facilitava bastante a logística de algumas refeições.
(Sushi já não, que demora muuiiiito tempo a enrolar tudo direitinho no arroz e tal)

Soube-me pela vida!
Só faltou mesmo um bocadinho de gengibre.