terça-feira, 5 de agosto de 2014

A loucura que ninguém vê!


Folga.
Decido que é hoje que avanço para as roupas das meninas.


 Mas que raio de ideia a minha...
Mais valia ter fechado a porta do armário logo a seguir.
Mas não. Deu-me para pior.
Além do armário ainda fui tratar dos caixotes de roupa na garagem!

Internem-me!

Bem, recuando....
Quando descobri que a minha segunda gravidez traria outra menina, algumas pessoas diziam como se achassem necessário consolar-me  "Pelo menos poupas em roupa"....

Ora não é nada assim! Primeiro nunca precisei desse consolo...adoro ter duas meninas!
(Não sei porque há sempre a ideia do casalinho é que era bom)
Depois, isso do poupar em roupa tem muito que se lhe diga.

Sento-me e sinto-me rodeada de roupa por todas as frentes.
Segue-se a logística da separação.
Os montes.

1. O que já não serve à mais velha e poderá servir à mais nova....um dia.
2. O que ainda poderá servir a cada uma na próxima estação.
3. O que já não serve à mais nova e é para dar:
3.1- à(s) filha(s) da amiga
3.2 - à neta da empregada
3.3- a instituições que precisem

Acho que esta gestão da roupa até melhorava no caso do casalinho, já que aí saltaria o ponto 1.
Era menos um monte.

E porque tenho 2 amores, como o senhor da canção, mas neste caso a única semelhança é serem morenas, há muitos fatores que fazem da frase "Pelo menos poupas em roupa" um mito!

Uma é de outono (a fugir para o inverno) outra de primavera (a fugir para o verão)
Uma sempre teve percentil 95% , outra foi oscilando entre os 10-25%
(De modos que a diferença de 3 anos e meio entre elas se transforma nuns reais 6 anos em tamanhos de roupa.)
As cores preferidas sempre foram diferentes.
Uma gosta mais de vestidos e folhos a outra de calções e t´shirts.
Depois uma mãe de meninas não resiste a umas roupinhas novas. Mudam-se as modas.
Além disso não acho que a mais nova tenha que me fazer lembrar sempre a mais velha.
Cada uma tem a sua própria personalidade não?!
(E depois nas fotografias, ficavam sempre de igual?!?!)

Por estas razões acrescento um monte à lista anterior:

4. O que já não serve à mais velha e a mais nova nunca irá vestir!

Claro que o dia da folga não chegou para tudo!
A roupa parece que cresce e o tamanho dos armários diminui!

E este ano pela 1ª vez criei um monte novo: 

5. Os trapinhos que elas não querem dar / que me trazem tantas lembranças....
(Deste montinho acho que vamos fazer umas coisas giras!)

É a loucura que ninguém vê!
Ao fim do dia fecha-se o armário e por fora está tudo na mesma!
(O que andei eu a fazer o dia todo?!?)
Pelo sim pelo não deixo os sacos no corredor um dia....para aquela sensação de ver bem o que passei o dia a fazer....
Não se vê, mas sente-se!
Estou que nem me mexo.

Gostava de ter um super poder organizativo. 
Daqueles dos conjuntinhos para a semana toda, separados por dias da semana.
E tenho inveja de quem o tem! Assumida!
Acho que traria vantagens nas rotinas cá da casa.
(Claro que com as variações de clima a história destes conjuntos também tem per si muito que se lhe diga)


A identificação do que está nas gavetas e/ou armários teria dado muito jeito...para a autonomia das crianças no vestir.... e quem sabe para o pai da casa, que uns anos depois das crianças nasceram ainda perguntava onde estavam os pijamas...



E ainda há quem organize a roupa conforme as cores do arco íris! 


(Ai há há!! Mas eu não!)



Imagens retiradas da net que nem tive coragem tempo para fotografias!

M12

Julho também teve 1 semana só com a I.
Assim como se fosse filha única. 
É sempre um bocadinho estranho. 
Falta algum reboliço cá por casa. 
Deu para saborear mais os momentos a duas.

O MFU (Momento Filha Única) da semana foi: 1ª sessão de cinema Maiores de 12 anos; mãe e filha!
Bem, maiores de 12 será um filme a partir dos 13 anos, matematicamente falando.
Ela ainda tem 11...a caminho dos 12...
(Fez-me lembrar a música do "Música no Coração" - Sixteen going on seventeen...)

Fico aqui com este "ainda" a latejar...ainda tem 11?
Na minha cabeça paira o JÁ tem 11!

Isso! Já tem 11! Quase 12!
(Como chegamos aqui tão depressa?!?!??)


Quanto ao filme:
Foi a choradeira pegada. Teve Drama e Romance como previsto.
Já sabíamos que ía ser triste. 
Ela já conhecia a história.
Somos parecidas nisto da lágrima fácil.

Palpita-me que vêm mais M12 por aí!
Espero que um ou outro comigo.

17.07.2014


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

29-52 Imaginar


A ginástica anda por todo o lado.
Passo a vida a dizer, "olha que cais", "não corras", "ainda torces um pé"....assim na onda de mãe chata.
Acho que vou desistir...
Já não há nada a fazer.
Ela corre, salta, faz rodas, pinos no sofá.

Qualquer barra de ferro se transforma numa trave de ginástica artística!
Não dá para piruetas e coisas complicadas mas dá para brincar

E ainda fez saída em carpa (linguagem de ginástica)...eu é que não fui rápida a fotografar (telemoveis!)

É só imaginar!


28-52 - Experimentar


Andava há algum tempo para incluir a Pintura nas atividades de férias escolares.
Ainda não se tinha proporcionado.
Foi este ano.

Todas as tardes de uma semana.
Tintas, pincéis e telas não eram novidade.
Mas experimentar a sério é outra coisa!
Deslumbrou-se com as técnicas. Saboreou o sossego. Gostou de "estar a sós com os seus pensamentos".

Ficou fã. Repetiu na semana seguinte.
Em Setembro leva a irmã.

Balanço de 10 tardes: 3 telas!
Daqui a nada não temos paredes!


domingo, 3 de agosto de 2014

Dia 6 - O fim!

Um breve diário de uns dias de férias.
26.07.2014 - Dia 6

A manhã não trouxe melhorias na barriga da R.
Entre as decisões de voltar a casa já ou mais logo, fomos tomar o pequeno almoço em frente à praia.
As barrigas das crianças têm destas coisas. Melhoram do nada.
Depois de ver as vistas das redondezas, já lhe cheirava a sardinha assada, e decidiu que com uma sopa e um gelado ficaria como nova!
Assim foi.
Nem tentei dizer que talvez gelado não fosse a melhor opção para uma barriga combalida....

E antes de repetirmos a praia do Dia 2, ainda houve tempo para o tereré da praxe.


Com uma R nova decidimos então manter o plano de iniciar viagem ao fim do dia.
E aqui, pertinho do lugar de Porto Côvo, demos os últimos mergulhos da semana.


Agora, toca a subir.
Quase tal e qual como descemos.
Em Alcácer paramos num café/padaria/pastelaria para comprar pão. Fim de tarde.
Estavam vários senhores a olhar para a TV e a falar com  para a mesma. Nada de estranho pensei. Mais um jogo de futebol. Não havia pão (e recebi aquele olhar, ó menina pão a esta hora?!). Olho então para a TV.
Era tourada! Os senhores com os seus "sai daí!", "Olhó o que estás a fazer!" falavam portanto para o cavaleiro!

Somos mesmo um país tão pequenino e com tanto de diferente no nosso lés a lés.



Última paragem: Batalha.


Uma ficou fascinada com a História que o Mosteiro esconde.
A outra assustada com o cavalo da estátua do Nuno Álvares Pereira.
Assim no lusco fusco confesso que o conjunto intimida...












Ficamos de voltar.

À costa alentejana.
Às tantas praias que ficaram por conhecer.
Ao Mosteiro, pelo menos com a I.
E ao Badoca Park, que incrivelmente decidiram trocar por um dia de praia!

Afinal já tinham visto avestruzes esta semana!




6 dias do melhor que há!
Já tenho saudades.

Dia 5 - A Pedra no sapato


Um breve diário de uns dias de férias.
25.07.2014 - Dia 5

Voltamos a "Ó de seis" como prometido.
Tivemos uma noite atribulada para a R, seguida de manhã não mais animadora.

As nossas férias tem quase sempre a tal da pedra no sapato.
Desde otites, a dentes partidos, a fagulhas do churrasco dentro do olho, temos tido de tudo!
Estou como os espanhoís "no creo en brujas pero que las hay las hay"....
É que só pode mesmo!
Desta vez foi uma indisposição acompanhada de umas dores de barriga, o que à distância de mais de 1km do Hospital Pediátrico como me habituei, me parece sempre mais complicado.

Não tivemos vontade de almoçar.
Ficamos na praia as duas, na sombra.
Depois de perguntar se podia dormir lá se rendeu ao sono (tinha vergonha de adormecer na praia, afinal talvez nem se lembre de o ter feito alguma vez).
Dormimos as duas.
Acordei toda empenada de tão torta que estava, com ela em cima de mim. Ainda fiquei assim mais um tempito para ela não acordar. Tentei, ainda nesta posição fazer um montinho de toalhas para ela se encostar. Lá saí devagarinho com muito cálculo e estratégia, enquanto lhe segurava na cabeça, para me substituir pelo montinho das toalhas. Consegui! Não acordou!

(Voltei mentalmente aos tempos em que eram bebés e adormeciam em cima de mim e fazia quase ginástica para as deitar na cama sem que acordassem....ou isso ou a um filme do Indiana Jones em que ele substitui o peso por sacos de areia para evitar a calamidade iminente!)



Estando a irmã em modo off, a I fez uma amiga de praia. Daquelas que parecem almas gémeas.
Mesma idade. Mãe gosta de fotografia, pai anda de bicicleta. Coincidências.
Deram-se logo bem.
Identificaram-se uma com a outra.
Pena ter sido só um dia.

Felizmente dormir parece acalmar tudo. E na praia melhor ainda!
Arranjaram mais uma amiga e ficaram quatro que já dava para uma partida de (ora aqui vai uma palavra que nunca escrevi antes mas que disse muuuuuitas vezes)  Kem´s, lido "Queime-se"... Um flash de infância.

Ainda deu para banhos, brincadeiras, ginástica e uma musiquinha ao vivo para acabar o dia.



Parecia tudo mais calmo!
E eu respirei de alívio.

Dia 4 - Ó de seis!


Um breve diário de uns dias de férias
24.07.2014 - Dia 4

A R descobriu o que era um verdadeiro banho de mar.
Divertiu-se. Nadou. Saltou. Mergulhou nas ondas.
Ela já me tinha ouvido dizer que era mais fácil aprender a nadar no mar.....mas olhava-me de lado com ar desconfiado.
A temperatura da água, menos agreste que a do litoral norte, aliada ao facto de ter pé por ali fora, deu-lhe o conforto e a coragem necessária para enfrentar as ondas (as pequeninas).
A I ganhou uma amiga para as brincadeiras na água. Divertiram-se as duas juntas.


Ouvi-as dizer "Afinal prefiro o mar em vez da piscina! "....inédito!
Eu que adoro praia e banhos de mar ganhei duas companheiras!

Odeceixe foi a praia deste dia. Mais uma na lista das preferidas.
A R ficou rendida à prancha de bodyboard que decidiram comprar as duas, a meias. Foi bem melhor do que comprar a toalha de praia da Violleta, concluiu logo depois do 1º dia de utilização!

Entre o mar, o rio e a corrente que se gera entre os dois, lá andaram felizes da vida!

Nunca tinha assitido à despedida de fim de dia da equipa de nadadores salvadores.
19h30. Apitam 3 vezes. Dizem até amanhã. O pessoal ainda presente bate palmas. Retiram a bandeira que indica o estado do mar, a bandeira azul e as placas de sinalização de praia vigiada.
O dia acabou.
A R achou que tinhamos que ir embora....
Ainda ficamos um bocadinho depois da praia fechar.



Demos passeios àquela hora dourada. Brincamos com o sol.




Ao fim do dia perguntaram como se chamava a praia.
Não tinham fixado bem o nome. Queriam registar na memória para mais tarde voltar.
Ambas julgavam que era "Ó de seis".....
Nunca tinham visto a palavra escrita em lado nenhum.....realmente se só ouvirmos dizer lá que parece parece!

E assim ficou prometido voltar a "Ó de seis".... nós os quatro!