sábado, 2 de agosto de 2014
Dia 3 - O cheiro das férias!
Um breve diário de uns dias de férias
23.07.2014 - Dia 3
Não sei que horas são.
Não sei e não me interessa muito saber. Não preciso.
Só sei que vamos descer mais um bocadinho. Outra praia. Uma ou duas. Logo se vê.
Mais banhos, mais mergulhos, mais passeios.
Mais um pôr do sol.
Fomos conquistadas pelas praias do sudoeste alentejano.
Aqui também cheira a doce.
Eu costumo dizer quando vamos de férias "Já cheira a Algarve!"
As meninas também descobriram este cheiro inconfundível de praias mais a sul.
Sei que lhes vai ficar na memória olfativa sempre.
Por vezes lá diziam "Olha mamã, aqui também cheira a Algarve!"
Mas este cheiro, além do doce algarvio a alfarroba, tem um bocadinho de selvagem, de calma, do tempo que corre lento longe das multidões...
Memórias.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Dia 2 - Planos
Um breve diário de uns dias de férias
22.07.2014 - Dia 2
Planos das miúdas:
Contruir piscinas na areia
Lutas de areia
Banhos de mar
Jantar a ver o mar
Ver o pôr do sol
Cantar parabéns ao pai com uma taça de gelado
Parece-me bem.
Adjudicado!
Ainda assim houve pequenas alterações.Os parabéns foram ao acordar. Sem a taça de gelado.
Houve gelados antes do almoço. (ups, isto deve quebrar umas quantas regras de parentalidade consciente...)
Entre os banhos de mar e as lutas de areia requisitaram o pai para um trio de ginástica acrobática.
Tudo sem relógio.(Lá vão mais umas quantas regras.....)
Acho que as únicas horas que se mantiveram foram as das marés.
A Natureza foi andando sem se importar com os nossos ritmos.
Dia perfeito.
Com quase nada e cheio de tudo.
Dia 1 - Para baixo
Um breve diário de uns dias de férias.
21.07.2014 - Dia 1
A caminho de algures na costa vicentina de casa às costas.
Tudo sobre rodas.
Devagar como o caracol e a tartaruga.
Estrada Nacional como se fazia antes.
Lembrei-me das viagens de 10h até ao Algarve na minha infância.
Atravessamos estradas ladeadas de pinheiros mansos, dos melões de Almeirim, dos cafés com fitinhas coloridas nas portas para manter as moscas do lado de fora, dos ninhos de cegonhas, dos arrozais, dos sobreiros descascados, das praças de touros.
Os cartazes com letras gordas "Há melão, melancia, fruta variada".
E o cartaz mais estranho que vi este ano na beira da estrada alentejana: "Há Cereja do Fundão" seguido a menos de 3 metros de outro "Há galinhas, perú e patos"....mas estes sem referência à origem.
Havia também um sobreiro que além do tradicional número pintado a branco chamava-se Noddy! Aliás, este sobreiro Noddy estava acompanhado por outros também com nomes que agora não me chegam à memória.
Voltei a usar alpercatas. Sim, era assim que lhes chamava e aqui diz que está correta a designação, apesar de agora as da moda serem alpergatas. Cheguei a ter, em tempos idos, umas de cada cor e era tão baratinho e confortável...dava sempre a sensação de verão, férias e praia! Sou fã.
Enquanto o pai da casa vai ao volante, vou pensando se trouxe tudo (tenho sempre aquela sensação que me esqueci de alguma coisa que me vai fazer muita falta), as meninas vão entretidas a jogar cartas, a ouvir músicas, cantarolar, dormitar, implicar uma com a outra.....afinal há tempo para tudo.
"Quanto tempo falta para chegar!?" é já a pergunta da praxe em viagens com mais de 15 minutos, mas que desta vez ouvi menos, já que a novidade da autocaravana, tornou a viagem parte integrante da aventura. Recomendo!
Fomos de mapa, daqueles de papel!
Mais para o fim lá recorremos ao GPS, já que com o escurecer escapou-se-nos uma placa antes de Sines e dado que havia falta de mais umas quantas placas que teriam sido de grande ajuda, demos umas voltas a mais....
(Alguém me explica o que se passa com o cromossoma Y e o eterno problema de parar para perguntar a um autóctone e portanto potencial portador de informação preciosa, a direção para algum lado?! Lá paramos, após uma curta troca de ideias...mas perguntei eu....e ainda assim, seguimos o GPS....)
A procura do primeiro parque para pernoitar, fez-nos fazer mais uns Km do que o previsto.
Saltamos o jantar.
Chegamos finalmente.
De repente lembrei-me do que me esqueci!
O vinagre balsâmico.
Não deve ser grave.
21.07.2014 - Dia 1
A caminho de algures na costa vicentina de casa às costas.
Tudo sobre rodas.
Devagar como o caracol e a tartaruga.
Estrada Nacional como se fazia antes.
Lembrei-me das viagens de 10h até ao Algarve na minha infância.
Atravessamos estradas ladeadas de pinheiros mansos, dos melões de Almeirim, dos cafés com fitinhas coloridas nas portas para manter as moscas do lado de fora, dos ninhos de cegonhas, dos arrozais, dos sobreiros descascados, das praças de touros.
Os cartazes com letras gordas "Há melão, melancia, fruta variada".
E o cartaz mais estranho que vi este ano na beira da estrada alentejana: "Há Cereja do Fundão" seguido a menos de 3 metros de outro "Há galinhas, perú e patos"....mas estes sem referência à origem.
Havia também um sobreiro que além do tradicional número pintado a branco chamava-se Noddy! Aliás, este sobreiro Noddy estava acompanhado por outros também com nomes que agora não me chegam à memória.
Voltei a usar alpercatas. Sim, era assim que lhes chamava e aqui diz que está correta a designação, apesar de agora as da moda serem alpergatas. Cheguei a ter, em tempos idos, umas de cada cor e era tão baratinho e confortável...dava sempre a sensação de verão, férias e praia! Sou fã.
Enquanto o pai da casa vai ao volante, vou pensando se trouxe tudo (tenho sempre aquela sensação que me esqueci de alguma coisa que me vai fazer muita falta), as meninas vão entretidas a jogar cartas, a ouvir músicas, cantarolar, dormitar, implicar uma com a outra.....afinal há tempo para tudo.
"Quanto tempo falta para chegar!?" é já a pergunta da praxe em viagens com mais de 15 minutos, mas que desta vez ouvi menos, já que a novidade da autocaravana, tornou a viagem parte integrante da aventura. Recomendo!
Fomos de mapa, daqueles de papel!
Mais para o fim lá recorremos ao GPS, já que com o escurecer escapou-se-nos uma placa antes de Sines e dado que havia falta de mais umas quantas placas que teriam sido de grande ajuda, demos umas voltas a mais....
(Alguém me explica o que se passa com o cromossoma Y e o eterno problema de parar para perguntar a um autóctone e portanto potencial portador de informação preciosa, a direção para algum lado?! Lá paramos, após uma curta troca de ideias...mas perguntei eu....e ainda assim, seguimos o GPS....)
A procura do primeiro parque para pernoitar, fez-nos fazer mais uns Km do que o previsto.
Saltamos o jantar.
Chegamos finalmente.
De repente lembrei-me do que me esqueci!
O vinagre balsâmico.
Não deve ser grave.
Silêncios
Adoro os silêncios de férias na praia.
O rebentar das ondas.
As gaivotas.
As conversas ao longe.
O jogo das raquetes.
O "Olhá Bola de Berlim".
O abanar dos guarda soís ao vento.
Sons que são férias.
Férias que sabem a longe.
Os meus silêncios de verão.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
27-52 - Sunshine
Não haverá nada mais importante para uma mãe do que ver um filho feliz!
De brilhozinho nos olhos, de sorriso sincero, de coração cheio.
E tantas, mas tantas vezes essa felicidade não está nas nossas mãos.
Pudessemos nós mover mundos e fundos...
Pudesse essa felicidade depender de nós...
Pudesse essa felicidade depender de nós...
Às vezes resta ser o ombro do consolo, o colo para as lágrimas das desilusões.
Faz tudo parte do crescer.
Já houve dias assim.
Se tiver que escolher, prefiro os dias com abraços apertados que transbordam felicidade.
Os saltos de alegria.
Os saltos de alegria.
Esta semana foi importante.
A I teve boas notícias.
Merecidas.
Merecidas.
Alcançou o que queria.
Acima de tudo percebeu que nem sempre basta querer.
Não basta sonhar.
Há trabalho; esforço; dedicação.
Há tentar e não desitir.
Há ultrapassar medos.
Há acreditar que é capaz!
Há adquirir confiança...principalmente nela própia.
Se por vezes há circunstâncias que nem sempre se ultrapassam também há momentos em que tudo se conjuga.
Se por vezes há circunstâncias que nem sempre se ultrapassam também há momentos em que tudo se conjuga.
Pode ser difícil, mas nem sempre é impossível.
Há dias assim, em que a vida nos brinda e surpreende. Ou apenas nos retribui o esforço.
Dias em que o sol brilha mais.
Dias em que o sol brilha mais.
Ficou feliz!
Podem ser ou parecer pequenas coisas, mas se para elas são importantes, para mim passam a ser enormes!
E afinal, são as alegrias somadas, as conquistas, os sucessos e o reconhecimento que nos arrancam sorrisos sinceros.
Eu fiquei feliz por ela.
De coração cheio por ver a R feliz pela irmã.
De coração cheio por ver a R feliz pela irmã.
" Parabéns mana! Hoje foi um dia feliz!"
E sei que foi do mais sincero que há.
E que o sol lhes brilhe sempre.
E acima de tudo que lutem por esse brilho.
E que o sol lhes brilhe sempre.
E acima de tudo que lutem por esse brilho.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Vá-se lá entender....
Depois de uma semana a 4, confinados a menos de meia dúzia de metros quadrados, em que as meninas estiveram apenas a meio metro de nós, se tanto (quebrando-se esta regra apenas na praia, mas sempre debaixo de olho) segue-se uma semana em que a distância que nos separa são 150km.
Elas fora, nós em casa.
Estar a dois em casa é estranho.
É pôr a mesa com metade da toalha.
É saltar o jantar e comer uma tosta.
É a máquina da loiça que nunca mais enche.
É alugar um filme na TV às 21h30 e conseguir vê-lo.
É silêncio.
É não ter luzes de presença ligadas.
Por este dias, posso dormir no sofá ao fim do dia.
Posso.
Mas não consigo.
Estes dias sem as minhas crianças, realçam os sons das crianças dos outros.
Reparo mais no choro da bebé do 2º andar. Na menina que toca flauta no R/C. Ouço as vozes e risos das casas vizinhas. Os miúdos na rua a marcar golos na porta da garagem.
Descobri que tenho algures em casa um relógio que faz tic-tac. Estranho é que não sei onde. Mais estranho é que não me lembro da última vez que o ouvi!
Intensificam-se os meus zumbidos, que não me deixam ouvir o verdadeiro silêncio há já uns anos.
Estes barulhos do silêncio fazem a casa mais vazia.
(Isto pode parecer estranho vindo de mim que em oposto ao silêncio costumo ter meninas "oh mãe!", de minuto a minuto....)
Não consigo estar parada.
Se em tempos me dava bem com o sofá, agora não me consigo sentar e simplesmente lá estar....Passam-me listas mentais do que terei para fazer. Há tanto para arrumar, organizar....em casa, no computador, na cabeça! E agora é que era, que elas nem estão cá!
Não consigo estar sem nada para fazer, mas por outro lado não me apetece fazer nada.
Vá-se lá entender....
Acho que vou ter que viver neste dilema durante a semana toda.
Talvez reduza a minha lista mental de coisas para fazer.
Elas fora, nós em casa.
Estar a dois em casa é estranho.
É pôr a mesa com metade da toalha.
É saltar o jantar e comer uma tosta.
É a máquina da loiça que nunca mais enche.
É alugar um filme na TV às 21h30 e conseguir vê-lo.
É silêncio.
É não ter luzes de presença ligadas.
Por este dias, posso dormir no sofá ao fim do dia.
Posso.
Mas não consigo.
Estes dias sem as minhas crianças, realçam os sons das crianças dos outros.
Reparo mais no choro da bebé do 2º andar. Na menina que toca flauta no R/C. Ouço as vozes e risos das casas vizinhas. Os miúdos na rua a marcar golos na porta da garagem.
Descobri que tenho algures em casa um relógio que faz tic-tac. Estranho é que não sei onde. Mais estranho é que não me lembro da última vez que o ouvi!
Intensificam-se os meus zumbidos, que não me deixam ouvir o verdadeiro silêncio há já uns anos.
Estes barulhos do silêncio fazem a casa mais vazia.
(Isto pode parecer estranho vindo de mim que em oposto ao silêncio costumo ter meninas "oh mãe!", de minuto a minuto....)
Não consigo estar parada.
Se em tempos me dava bem com o sofá, agora não me consigo sentar e simplesmente lá estar....Passam-me listas mentais do que terei para fazer. Há tanto para arrumar, organizar....em casa, no computador, na cabeça! E agora é que era, que elas nem estão cá!
Não consigo estar sem nada para fazer, mas por outro lado não me apetece fazer nada.
Vá-se lá entender....
Acho que vou ter que viver neste dilema durante a semana toda.
Talvez reduza a minha lista mental de coisas para fazer.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Aterrar
Apesar de ter sido só uma semana, adaptei-me depressa....
Foram dias a quatro.
Costumo vir de férias com crianças a precisar de férias.
Não foi o caso este ano. Não sei dizer porquê.
E agora o que custa mais na segunda feira a seguir a uns dias de férias?
- Desfazer malas.
- Voltar à terra.
- Horários.
- Acordar e pensar no que vestir.
- Abandonar os chinelos.
- Mudar cheiros, sons e cores.
- Deixar o mar.
- Ir às compras para atestar o frigorífico.
Haverá mais dias úteis em férias. Lá para meados de Agosto e a espreitar Setembro.
Será diferente.
Outra terra.
Outro calçado. Talvez sem chinelos.
Outras cores.
Outros cheiros e sabores.
Desta vez será a dois.
E já tenho um friozinho na barriga.
Subscrever:
Mensagens
(
Atom
)






