sábado, 31 de maio de 2014

21-52 - Prometes?



Podes ficar assim que não me importo,
Agarrada às minhas pernas,
Atrás de mim como se fosses minha sombra,
Como se os abraços te dessem vida,
Pendurada ao meu pescoço,
Enroscada em mimos,

Com esse sorriso,
Com esse brilho nos olhos,
Com esse ar de marota,

Refilona, exigente, decidida, senhora do seu nariz!
Doce, alegre e amiga de bichos carpinteiros!

Prometes??
Prometes que ficas por aí para sempre?

Meu porto de abrigo.
Adoro-te até ao mundo das galochas!




Apregoar os 8 aos 7 ventos!

Andávamos em contagem decrescente há uns meses....
Quer dizer, andava ela, e por arrasto todos nós.
Contagem essa intensificada com a proximidade do dia.
Todas as manhãs ouvia " Faltam 20 dias"; "Faltam 15 dias" e por aí fora....
Excelente exercício matemático por sinal.
Contagem decrescente. Datas. Meses do ano. Cálculo mental. Operação subtração.
Nos últimos dias entramos na contagem final, assemelhando-se ao lançamento de uma nave espacial.
Em 3, 2 ,1!
E no dia D, acordou com 8 anos, ao som de uns parabéns barulhentos pelo restante agregado familiar!
E fazer 8 anos é de se apregoar aos 7 ventos!
Finalmente ela podia dizer "Hoje faço 8 anos!"
E disse....a toda a gente! 
E até escreveu!
Acontecimento quase na mesma magnitude que o lançamento da nave!
(Aliás a ultrapassar de longe qualquer evento!)


A febre das pulseiras foi aproveitada para enfeitar chupa-chupas, com flores coloridas adaptadas a menino e menina! É ao gosto do freguês! E saíram 25!



A mana fez brigadeiros coloridos na temática Circo para juntar ao bolo e à festa!
E que sucesso tiveram! Não sobrou nem um!

E na festa houve reencontros com amigos que já não andam na mesma escola, abraços apertados e muitos sorrisos! Havia muitas saudades!
Jogos alusivos ao tema da festa, pinturas, caça ao tesouro, e karaoke!
Crianças felizes!


Tenho a impressão que não tarda nada começa a pensar no tema do ano que vem!

(Aproveito eu também, já que em menos de um abrir e fechar olhos está a ir jantar fora com os amigos...e depois aí não tenho nada para fazer...)





sexta-feira, 30 de maio de 2014

Empreitada(s)

E pronto!
A empreitada dos bolos!

Tudo caseirinho por dentro e por fora!

Um para o dia D.
Surpresa!
Arrisquei eu no tema, dado que a paixão pela Violetta anda lá por casa.
Parece que acertei!



O bolo da festa.
Tema "Circo"escolhido pela aniversariante.
Feito pelas 3, numa looooonga manhã de trabalho!
Tem imperfeições, mas é "nosso".
 Dizia a todos, cheia de orgulho, que o bolo tinha sido feito por nós.
A meio da empreitada estive quase em fase de desistência....prestes a ficar pelo 2º andar!
Tem pregas, tem letras atabalhoadas, a cozinha ficou repleta de restos de pasta de açucar, farinha e açucar em pó, num processo de quase 5 horas!

Mas faria tudo outra vez....

 Sei que a loucura valeu a pena, pelo sorriso e olhinhos brilhantes.
E estava tudo delicioso!



quarta-feira, 28 de maio de 2014

Estará para breve?!


Nada como uma semana a cheirar a Verão, para começar a procurar camisolas de manga curta, calções e sandálias. Eu já tinha começado a abrir gavetas e a guardar roupa que achava que não ía usar mais até novembro 2014, pelo menos!

Andava feliz da vida!
Eu e as meninas.
Elas aderiram logo ao chinelo, sandália e calção.
Eu começo a manifestar sinais da idade e ainda não tinha largado a meia e a bota curta.
Usei sapatos, mas não passei à fase sandália... muito menos à fase camisolas de alças ou perna ao léu!
Ainda bem que não guardei edredons!

Lembro-me do meu Avô Berto, dos seus casacos, camisolas quentes, camisas de flanela, calças e chapéu de fazenda, em pleno verão. Sempre me perguntei (e lhe perguntei a ele) como é que não tinha calor?! Talvez só encolhesse os ombros em jeito de resposta. Também não sabia.
Não me lembro de o ver em mangas de camisa...Talvez fosse muito pequena.

Rendi-me às evidências e achei que com 30 graus, botas era demais!
Assim que guardei as botas....veio este Inverno!

Ela voltou outra vez!
Desta vez em fim de Maio!
Fui buscar as botas, as galochas, os casacos quentes e os impermeáveis!

Estará para breve um ar de Verão?!?!??!?!
Até tenho medo de guardar seja lá o que for não vá isto piorar!




"Se estiver sol todos os dias, habituamo-nos a ele e não ficamos mais felizes por isso. Na maior parte das vezes, o tempo não tem qualquer efeito no nosso bem-estar. É só quando pensamos nisso, e quando pensamos que tem efeito, então, sim, ficamos mal”, afirmou Paul Dolan, especialista em Ciências Comportamentais

Pronto, aqui está a solução: Não vale a pensa pensar na chuva!
Siga!


terça-feira, 27 de maio de 2014

Mãe que é mãe tem um pouco de louca!

Maio é um mês de contrastes.
De muitos afazeres pessoais e profissionais.
Ambos com datas marcadas que preenchem a agenda e planos a fazer.
Dias para comemorar, outros para cumprir.

De todos os afazeres, prefiro os 1ºs, em que as importantes decisões a tomar passam por coisas simples.....aliás, não me arrisco aqui a usar a palavra simples.....
Questões que mesmo que na sua simplicidade se revelam muito complexas aos olhos de quem tem 7 anos:
- Bolo a escolher;
- O que levar para os colegas da escola;
- O que levar para os colegas da ginástica;
- Onde fazer a festa;

A minha menina é prática e decidida. Torna a lista acima "fácil", pelo menos no que toca a decidir. Depois falta concretizar.

Este Maio, a juntar ao que já costuma contemplar, houve Exames Nacionais para a mais velha, Testes de Avaliação Globais para a mais nova, e preparação para testes intermédios, em semana de aniversário!

Decidi não encomendar bolo de aniversário para a festa "oficial".
Já costumo fazer o bolo do dia de anos, para casa, mas o bolo da festa costumo deixar entregue a mãos profissionais.
Este ano não.
Achei que aos 40 tenho experiência que chegue para estas empreitadas.
Bolos de 3 andares?! Venham eles!!
Salgadinhos para crescidos; Inventar receitas; Fazer compras; Pensar em surpresas; E tudo e tudo!
Isto a trabalhar "9 to 5".

Penso que devo ser louca.
Ou que talvez fique um dia....

No final de tudo, mãe de rastos, menina feliz, trabalho feito com sucesso!

E é por isso que me canso.
Que tenho adormecido quando elas se deitam.
Que até adormeci no cabeleireiro (figurinhas tristes).
Que me deu o sono no dentista.
Acho que nem em estado de graça tive tanto sono.

Mas só me conheço assim....
De listas na mão, atarefada nas minhas correrias.
Talvez por isso ande estafada e afastada da escrita.....não ligava o computador de casa há 3 dias!

Talvez fique louca um dia....mas serei uma louca feliz!
Maio afinal é só 1 x por ano.

Ficava feliz se todas as crianças tivessem mães um bocadinho loucas que fosse.....



quinta-feira, 22 de maio de 2014

20-52 - Sinais de Verão

A semana foi de verão.
Foi uma semana intensa. Cheia de trabalho. De estudo. De treinos extra. De prova de ginástica.
Semana de nervos à flor da pele.

Não aproveitamos o calor. Oportunidades de passeio. Praia.
Ainda assim teve cheiro de verão.
Uma festa nos arredores da cidade para a R trouxe-me ares do campo, ares das planícies alentejanas.

Sinais de verão. Janela do carro aberta. Manga curta.
Faltou a brisa do mar.
Mas tivemos outras cores e cheiros de verão.



Abraços


As minhas meninas são de mimos.
São de abraços.
São de se agarrarem a mim quando entro em casa, nem que esteja carregada de sacos!
São de se me pendurarem ao pescoço.
São de beijos no meio da rua.
São de me darem a mão.
São de enquanto me dão a mão me darem beijos no braço.
São de gritarem "Mamã!!!!" quando chego, nem que tenham só passado 2 ou 3 horas.
São de encostarem a cabeça ao meu corpo.
A R adora um mimo de colo. Nem que seja perto da escola. Não se importa de ouvir que já é grande para colos.

E ainda bem que são assim.

Na azáfama do fim da tarde, sei que nós, os crescidos, parecemos (e estamos) mais distantes.
"Agora a mãe vai fazer o jantar"; "Vai lavar os dentes"; "Tens T.P.C?"; "Já fizeste a mochila para amanhã?"....
Estamos sempre todos pouco disponíveis.

Dou comigo a dizer "Deixa-me ao menos pendurar os sacos"; "Não te pendures assim que me magoas!"; "Não me puxes o braço para baixo"....

Um destes dias, enquanto preparava o jantar, e tinha as mãos sujas, aparece a R à porta da cozinha (sem entrar porque estava descalça - desta vez respeitou a regra) e diz sem se aproximar:

"Mamã queria dar um abraço a alguém"

Ainda respondi "Mas agora a mamã tem as mãos sujas...podes esperar só um bocadinho?! Vai dar um abraço ao papá e a seguir já me dás a mim...."
....
Não consigo deixar de pensar nisto....
No terrível que soa agora....
No nó que me deixa na garganta....
No aperto no peito...

É isso.
Ás vezes só precisamos de dar ou receber um abraço.
Quando crescemos perdemos a capacidade de o pedir...
Espero que elas nunca a percam.

Um abraço apertado tem um poder curativo mágico.
Pode não resolver nada, mas melhora tudo!

Prometo (e nisto das promessas sou cuidadosa) nunca mais dizer que tenho as mãos sujas.
Deixar cair os sacos.
Um abraço não devia nunca ter de esperar.
Muito menos quando é pedido.
Muito menos um abraço de mãe.