quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Lições
As crianças tornam tudo simples.
A minha R e a amiga M criaram laços de amizade desde que se conheceram.
"Amizade à primeira vista".
Como se conhecessem desde sempre.
Partilharam dias e dias de aventuras de infância no jardim infantil.
Partilham o gosto pela ginástica mas pertencem a clubes diferentes.
Separaram-se quando entraram na escola.
Não se encontram muitas vezes.
Mas não se esquecem.
A R assim que viu o nome da amiga na folha da prova de acrobática, disse logo que queria ir ver.
Nem que isso implicasse acordar mais cedo. Para ver a irmã bastava ir mais tarde, mas saltou da cama para ver a prova da amiga.
Quando se encontram é como se não se tivessem separado nunca.
Viram a prova juntas. Abraçadas, viram esquemas de acrobática dos vários clubes, dos delas e de outros. Quando se fartaram, brincaram, riram, disparataram.
Fizeram ginástica nos bastidores como se fossem um par. Conhecem-se bem.
A M. subiu ao podium em 1º lugar por equipas. Ganhou o clube dela.
A I, irmã da R, ficou em 2º lugar por equipas, para a AAC.
A R aplaudiu as duas. Ficou feliz. Eu também.
Ficaram promessas de futuras tardes de fim de semana para estarem juntas.
Os crescidos complicam tudo.
Temos tanto para aprender....
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Enquanto houver mar....
Foi num passeio pela praia que encontrei este "Enquanto houver mar".
Numa praia do norte.
Das que ficam conhecidas pela nortada, pela água fria, pelo cheiro a maresia, pelas algas que pintam o areal, pela areia que não cola, pelos rochedos onde o tempo e a força do mar moldaram poças.
Numa praia que me conhece.
Sei que só quem viveu e cresceu junto ao mar, sabe o que é sentir-lhe saudades.
O inverno torna-se mais comprido quando o mar não fica ao virar da esquina. Quando as férias estão longe. Quando a chuva e os alertas para a costa não nos motivam a fazer tanto km para o ver.
Ultrapassei o facto de não o ter sempre ali. Ou talvez não.
Sempre o tive por perto.
Depois passou a ser presença de fins de semana, de breves visitas, de curtas férias.
Quando adotei para morar uma cidade que não tem mar, rendi-me ao facto de as esplanadas serem de rua e de rio. De não passear à beira mar. De não sentir o cheiro a maresia. Das visitas ao mar diminuirem.
Penso nas possibilidades perdidas de, mesmo em dias de semana, ir com as meninas à praia em fins de tarde de verão.
De andarmos de bicicleta juntas, já que de patins não as acompanho...
Das cores de um pôr do sol.
Talvez não o fizesse. Mas sabia que podia.
Dou-lhe agora mais valor que nunca.
E em dias como o de hoje, em que a cidade cheira a azeite.....
Isso, azeite, azeitonas eu sei lá....só sei que me deixa agoniada.
Hoje li que se produziram 627 mil toneladas de azeitonas, a maior produção dos últimos 50 anos....
.....palpita-me que isto está para durar, pelo menos enquanto houver vento....
Trocava-o pelo cheiro a maresia. Já.
Não me habituo.
Não dá para respirar fundo.
Reaviva as saudades.
"Enquanto houver mar" estou bem.
Perto dele estou melhor.
Respiro fundo.
Espero visitá-lo em breve.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Love Gymnastics
Dois dias seguidos a madrugar, dedicados à ginástica.
A mais velha participava. A mais nova não podia deixar de a ver. Nem eu!
E como se não bastasse ainda quiseram passar a tarde de domingo a ver os amigos da ginástica no Campeonato Distrital de Acrobática. Almoço a correr. Muitos esquemas para ver.
A paixão das meninas, deu-me uma tarde livre.
Num dia de sol tão desejado, elas encafuaram-se num pavilhão desportivo, e o meu sofá chamou mais alto.
Sentar-me à tarde no sofá. Raro.
Alugar um filme na TV. Muito raro.
Adormecer após 10 minutos de filme. Raríssimo.
E nem sei se chegou a 10 minutos, entre o adormecer e o tempo de sono. Mas acordei outra.
Acho que me habituava a estas mini sestas.
Quanto ao filme, apanhei parte da história. Isso já habitual.
Eu também adoro a ginástica!
A mais velha participava. A mais nova não podia deixar de a ver. Nem eu!
E como se não bastasse ainda quiseram passar a tarde de domingo a ver os amigos da ginástica no Campeonato Distrital de Acrobática. Almoço a correr. Muitos esquemas para ver.
A paixão das meninas, deu-me uma tarde livre.
Num dia de sol tão desejado, elas encafuaram-se num pavilhão desportivo, e o meu sofá chamou mais alto.
Sentar-me à tarde no sofá. Raro.
Alugar um filme na TV. Muito raro.
Adormecer após 10 minutos de filme. Raríssimo.
E nem sei se chegou a 10 minutos, entre o adormecer e o tempo de sono. Mas acordei outra.
Acho que me habituava a estas mini sestas.
Quanto ao filme, apanhei parte da história. Isso já habitual.
Eu também adoro a ginástica!
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Despertares
Despertar às 6.30.
Não deixo de pensar que na minha vida talvez tenham sido mais as vezes que fiquei acordada até esta hora do que as que tive que acordar a esta hora....não contando claro, com os frequentes acordares associados aos 11 anos de maternidade, esses sem hora marcada.
Despertar às 6.30 de um sábado então não me lembro sequer!! (repito, não contando com os "mamããããã")
É preciso coragem para pôr o nariz fora da cama.
Mas mais que isso é preciso coragem para tirar da cama meninas que dormem tão bem (finalmente), e que já permitem que não se madrugue em dias ditos de efetivo descanso.
Este despertar de hoje trouxe-me de volta sons esquecidos.
Sons do bairro, que os vidros duplos e os anos de habituação foram dissipando.
O arrastar das cadeiras para montar a esplanada do café;
O despejar da vidraria das minis no caixote do lixo (este som proporcional à importância de algum jogo de futebol de véspera), logo seguido dum estrondoso fechar da tampa.
Os camiões pesados que fazem marcha atrás depois de abastecer a mercearia;
As carrinhas refrigeradas que estacionam debaixo da minha janela.
Os madrugadores que conversam nas esquinas.
Os que esperam pelo jornal.
Os que passeiam o cão.
O homem do talho e as machadadas certeiras nas costeletas.
O vento nas árvores.
A vizinha madrugadora que estende a roupa a secar (esta talvez não se ouça ultimamente graças à meteorologia)
Os cães que esperam na rua, com impaciência, que a dona acabe as compras.
Amanhã, novo despertar "que não se faz a ninguém"...7.15.
Domingo.
Também disso (quase) não tenho memória.
Trocam-se os sons de bairro de um sábado agitado por um silêncio de domingo de inverno.
E segue-se a saga dos penteados!!
Puxo de acrobática com elástico rococó e brilhantes. A pentear cabelos às 7.15 da manhã!
E para estes afazeres até saltam da cama!
Cá vamos nós outra vez!
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Feriiiiiaaaaaaado!!!!!!!!!
Digam-me qual é o problema dos feriados!?
Não dos feriados de calendário, mas dos feriados que tinhamos na escola quando faltava um professor.
Aguardavamos ansiosamente o 2º toque de campainha.
E quando o professor não vinha lá no fundo do corredor gritavamos FERIAAAAADO!!!!!!!
E lá ficavamos entregues a nós.
A minha filha I não sabe o que é um feriado destes.
Nunca ouviu o 2º toque da campainha da escola.
Não há.
Estranhou quando lhe perguntei uma vez em que não teve aula "Então tiveste feriado?"
"O que é isso?"
Sempre que falta um professor, há aula de substituição.
Ou como já ouvi chamar-lhe "(J)aula de substituição"
....talvez seja tão mau para alunos como para os professores.....
Só me ocorre. Que seca!
Será que nos fez assim tão mal ficar entregues a nós, à solta pela escola, num feriado de 60 minutos ou mais?!?
E a bem da verdade, até podíamos sair da escola se quisessemos.
Lá íamos gastar umas economias nos doces que a Clarinha vendia à porta da escola num cesto.
Cheguei até a ir à papelaria em frente à escola para comprar a Bravo.
Loucuras!!
Pesquisei informação sobre estes feriados do meu tempo.
Não encontei nada.
Mas eu vivi esses feriados! Tenho a certeza que não são um mito urbano!
Posso até garantir que em alguns aproveitavanos para estudar e chegavamos a ir para a biblioteca!
E quando eram no último tempo até podíamos ir para casa mais cedo.
Eramos mesmo inconscientes!
Talvez isso nos ensinasse a gerir o nosso tempo, a distinguir o certo do errado, a tomar decisões...
Não me parece que isso nos tenha tornado em cidadãos rebeldes, ou selvagens com falta de educação e maus hábitos.
Compreendo a questão da segurança no entrar e sair da escola, mas esta mentalidade de termos que manter as crianças ocupadas e debaixo de 7 olhos mesmo dentro das escolas, faz-me alguma comichão....
Se calhar é um problema meu.
Mas continuo a achar que deixá-los usar a cabeça para pensar é bom!
Talvez alguns, nesse processo de usar a cabeça, até se tornem responsáveis!
Não dos feriados de calendário, mas dos feriados que tinhamos na escola quando faltava um professor.
Aguardavamos ansiosamente o 2º toque de campainha.
E quando o professor não vinha lá no fundo do corredor gritavamos FERIAAAAADO!!!!!!!
E lá ficavamos entregues a nós.
A minha filha I não sabe o que é um feriado destes.
Nunca ouviu o 2º toque da campainha da escola.
Não há.
Estranhou quando lhe perguntei uma vez em que não teve aula "Então tiveste feriado?"
"O que é isso?"
Sempre que falta um professor, há aula de substituição.
Ou como já ouvi chamar-lhe "(J)aula de substituição"
....talvez seja tão mau para alunos como para os professores.....
Só me ocorre. Que seca!
Será que nos fez assim tão mal ficar entregues a nós, à solta pela escola, num feriado de 60 minutos ou mais?!?
E a bem da verdade, até podíamos sair da escola se quisessemos.
Lá íamos gastar umas economias nos doces que a Clarinha vendia à porta da escola num cesto.
Cheguei até a ir à papelaria em frente à escola para comprar a Bravo.
Loucuras!!
Pesquisei informação sobre estes feriados do meu tempo.
Não encontei nada.
Mas eu vivi esses feriados! Tenho a certeza que não são um mito urbano!
Posso até garantir que em alguns aproveitavanos para estudar e chegavamos a ir para a biblioteca!
E quando eram no último tempo até podíamos ir para casa mais cedo.
Eramos mesmo inconscientes!
Talvez isso nos ensinasse a gerir o nosso tempo, a distinguir o certo do errado, a tomar decisões...
Não me parece que isso nos tenha tornado em cidadãos rebeldes, ou selvagens com falta de educação e maus hábitos.
Compreendo a questão da segurança no entrar e sair da escola, mas esta mentalidade de termos que manter as crianças ocupadas e debaixo de 7 olhos mesmo dentro das escolas, faz-me alguma comichão....
Se calhar é um problema meu.
Mas continuo a achar que deixá-los usar a cabeça para pensar é bom!
Talvez alguns, nesse processo de usar a cabeça, até se tornem responsáveis!
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
12 minutos de "só mãe mesmo!"
11:52 Chamada da I: "Mãe esqueci-me da flauta!"
1ª Tentativa: E não podes pedir emprestado a alguém ?
- "Oh mãe, achas?!?"
Pois, de facto eu sabia no fundo que não....
2ª tentativa: Então mas se vais ter aula agora não dá tempo.....
-"A professora demora sempre 10 ou 15 minutos...e eu estou mesmo perto do portão...."
Dava tempo.
Pronto Ok, eu vou buscar a flauta....
(podia aqui ser uma boa altura para dizer agora vais mesmo sem flauta e tal, a ver se aprendes a ter a mochila pronta com tudo na véspera e tal.....mas na verdade raramente acontecem estas situações...e a única coisa que ía acontecer era mesmo ela ter falta de material)
Ficou combinado no tal portão.
Saio apressada. Chove.
O carro anda passado. Não abre a porta quando me aproximo. Procuro o cartão na carteira (que ainda demora o seu tempo).
Arranco.
(Não deixo de pensar pelo caminho no estranho que poderá parecer uma adulta estar a entregar alguma coisa a uma miúda através de um portão fechado de uma escola....Coisas de sociedade moderna....)
Estaciono.
Entro em casa. Procuro a flauta (que nunca está no sítio certo, ou melhor num sítio qualquer lógico).
Encontro a flauta.
Saio a correr.
Chove.
Desta vez levo o cartão do carro na mão.
Arranco.
12:04 Nova chamada. Não atendo. Estou já na rua da escola. Olho para o portão onde combinamos e ela está a desligar o telefone e a entrar na sala. Páro o carro. Penso, pronto, não cheguei a tempo.....
De repente ela olha para a rua.
Vem a correr até ao portão.
Chove.
Vou ter com ela.
Entrego a flauta.
Recebo um beijo e um "Obrigada Mãe"
Volto para o carro. Ela entra na sala.
Chove.
Respiro fundo.
Olho para o relógio.
Foram 12 minutos!
13:25 Estou novamente à porta da escola.Toca para sair.
Chove.
Lá vem ela sem guarda chuva.
Eu tenho dois.
Desta vez vamos a pé.
Diz-me:
"Olha sabes uma coisa, afinal não tive aula de música....."
E assim como que para remediar o meu esforço:
"Mas usamos um bocadinho a flauta na aula de susbtituição!"
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
6-52 - Um bolo especial para a avó M
Cá por casa a inspiração para cozinhar vem dos vários programas culinários mas mais recentemente do Mini Masterchef.
Sempre conseguimos fugir às séries do Disney Channel por breves instantes...
Um destes dias a I decidiu fazer um bolo de chocolate sozinha. E fez! E ficou delicioso!
Mas o que mais gosta é do detalhe do empratamento!
A avó M fez anos.
A I achou que era uma boa altura para repetir a receita.
A avó não podia ter melhor prenda de aniversário.
Consigo antever as encomendas para os próximos aniversários na família.
Já me falta pouco para dizer "Vai adiantando o jantar" ou "Não te apetece ir fazer um bolinho para a mamã?".
Espero é que a inspiração não lhe passe depressa!
Até a R já pede para eu a inscrever num programa, caso haja uma edição de mini chefs em Portugal.
Diz que já sabe fazer ovos mexidos!
Tenho umas cozinheiras de mão cheia!
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