Dois dias seguidos a madrugar, dedicados à ginástica.
A mais velha participava. A mais nova não podia deixar de a ver. Nem eu!
E como se não bastasse ainda quiseram passar a tarde de domingo a ver os amigos da ginástica no Campeonato Distrital de Acrobática. Almoço a correr. Muitos esquemas para ver.
A paixão das meninas, deu-me uma tarde livre.
Num dia de sol tão desejado, elas encafuaram-se num pavilhão desportivo, e o meu sofá chamou mais alto.
Sentar-me à tarde no sofá. Raro.
Alugar um filme na TV. Muito raro.
Adormecer após 10 minutos de filme. Raríssimo.
E nem sei se chegou a 10 minutos, entre o adormecer e o tempo de sono. Mas acordei outra.
Acho que me habituava a estas mini sestas.
Quanto ao filme, apanhei parte da história. Isso já habitual.
Eu também adoro a ginástica!
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Despertares
Despertar às 6.30.
Não deixo de pensar que na minha vida talvez tenham sido mais as vezes que fiquei acordada até esta hora do que as que tive que acordar a esta hora....não contando claro, com os frequentes acordares associados aos 11 anos de maternidade, esses sem hora marcada.
Despertar às 6.30 de um sábado então não me lembro sequer!! (repito, não contando com os "mamããããã")
É preciso coragem para pôr o nariz fora da cama.
Mas mais que isso é preciso coragem para tirar da cama meninas que dormem tão bem (finalmente), e que já permitem que não se madrugue em dias ditos de efetivo descanso.
Este despertar de hoje trouxe-me de volta sons esquecidos.
Sons do bairro, que os vidros duplos e os anos de habituação foram dissipando.
O arrastar das cadeiras para montar a esplanada do café;
O despejar da vidraria das minis no caixote do lixo (este som proporcional à importância de algum jogo de futebol de véspera), logo seguido dum estrondoso fechar da tampa.
Os camiões pesados que fazem marcha atrás depois de abastecer a mercearia;
As carrinhas refrigeradas que estacionam debaixo da minha janela.
Os madrugadores que conversam nas esquinas.
Os que esperam pelo jornal.
Os que passeiam o cão.
O homem do talho e as machadadas certeiras nas costeletas.
O vento nas árvores.
A vizinha madrugadora que estende a roupa a secar (esta talvez não se ouça ultimamente graças à meteorologia)
Os cães que esperam na rua, com impaciência, que a dona acabe as compras.
Amanhã, novo despertar "que não se faz a ninguém"...7.15.
Domingo.
Também disso (quase) não tenho memória.
Trocam-se os sons de bairro de um sábado agitado por um silêncio de domingo de inverno.
E segue-se a saga dos penteados!!
Puxo de acrobática com elástico rococó e brilhantes. A pentear cabelos às 7.15 da manhã!
E para estes afazeres até saltam da cama!
Cá vamos nós outra vez!
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Feriiiiiaaaaaaado!!!!!!!!!
Digam-me qual é o problema dos feriados!?
Não dos feriados de calendário, mas dos feriados que tinhamos na escola quando faltava um professor.
Aguardavamos ansiosamente o 2º toque de campainha.
E quando o professor não vinha lá no fundo do corredor gritavamos FERIAAAAADO!!!!!!!
E lá ficavamos entregues a nós.
A minha filha I não sabe o que é um feriado destes.
Nunca ouviu o 2º toque da campainha da escola.
Não há.
Estranhou quando lhe perguntei uma vez em que não teve aula "Então tiveste feriado?"
"O que é isso?"
Sempre que falta um professor, há aula de substituição.
Ou como já ouvi chamar-lhe "(J)aula de substituição"
....talvez seja tão mau para alunos como para os professores.....
Só me ocorre. Que seca!
Será que nos fez assim tão mal ficar entregues a nós, à solta pela escola, num feriado de 60 minutos ou mais?!?
E a bem da verdade, até podíamos sair da escola se quisessemos.
Lá íamos gastar umas economias nos doces que a Clarinha vendia à porta da escola num cesto.
Cheguei até a ir à papelaria em frente à escola para comprar a Bravo.
Loucuras!!
Pesquisei informação sobre estes feriados do meu tempo.
Não encontei nada.
Mas eu vivi esses feriados! Tenho a certeza que não são um mito urbano!
Posso até garantir que em alguns aproveitavanos para estudar e chegavamos a ir para a biblioteca!
E quando eram no último tempo até podíamos ir para casa mais cedo.
Eramos mesmo inconscientes!
Talvez isso nos ensinasse a gerir o nosso tempo, a distinguir o certo do errado, a tomar decisões...
Não me parece que isso nos tenha tornado em cidadãos rebeldes, ou selvagens com falta de educação e maus hábitos.
Compreendo a questão da segurança no entrar e sair da escola, mas esta mentalidade de termos que manter as crianças ocupadas e debaixo de 7 olhos mesmo dentro das escolas, faz-me alguma comichão....
Se calhar é um problema meu.
Mas continuo a achar que deixá-los usar a cabeça para pensar é bom!
Talvez alguns, nesse processo de usar a cabeça, até se tornem responsáveis!
Não dos feriados de calendário, mas dos feriados que tinhamos na escola quando faltava um professor.
Aguardavamos ansiosamente o 2º toque de campainha.
E quando o professor não vinha lá no fundo do corredor gritavamos FERIAAAAADO!!!!!!!
E lá ficavamos entregues a nós.
A minha filha I não sabe o que é um feriado destes.
Nunca ouviu o 2º toque da campainha da escola.
Não há.
Estranhou quando lhe perguntei uma vez em que não teve aula "Então tiveste feriado?"
"O que é isso?"
Sempre que falta um professor, há aula de substituição.
Ou como já ouvi chamar-lhe "(J)aula de substituição"
....talvez seja tão mau para alunos como para os professores.....
Só me ocorre. Que seca!
Será que nos fez assim tão mal ficar entregues a nós, à solta pela escola, num feriado de 60 minutos ou mais?!?
E a bem da verdade, até podíamos sair da escola se quisessemos.
Lá íamos gastar umas economias nos doces que a Clarinha vendia à porta da escola num cesto.
Cheguei até a ir à papelaria em frente à escola para comprar a Bravo.
Loucuras!!
Pesquisei informação sobre estes feriados do meu tempo.
Não encontei nada.
Mas eu vivi esses feriados! Tenho a certeza que não são um mito urbano!
Posso até garantir que em alguns aproveitavanos para estudar e chegavamos a ir para a biblioteca!
E quando eram no último tempo até podíamos ir para casa mais cedo.
Eramos mesmo inconscientes!
Talvez isso nos ensinasse a gerir o nosso tempo, a distinguir o certo do errado, a tomar decisões...
Não me parece que isso nos tenha tornado em cidadãos rebeldes, ou selvagens com falta de educação e maus hábitos.
Compreendo a questão da segurança no entrar e sair da escola, mas esta mentalidade de termos que manter as crianças ocupadas e debaixo de 7 olhos mesmo dentro das escolas, faz-me alguma comichão....
Se calhar é um problema meu.
Mas continuo a achar que deixá-los usar a cabeça para pensar é bom!
Talvez alguns, nesse processo de usar a cabeça, até se tornem responsáveis!
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
12 minutos de "só mãe mesmo!"
11:52 Chamada da I: "Mãe esqueci-me da flauta!"
1ª Tentativa: E não podes pedir emprestado a alguém ?
- "Oh mãe, achas?!?"
Pois, de facto eu sabia no fundo que não....
2ª tentativa: Então mas se vais ter aula agora não dá tempo.....
-"A professora demora sempre 10 ou 15 minutos...e eu estou mesmo perto do portão...."
Dava tempo.
Pronto Ok, eu vou buscar a flauta....
(podia aqui ser uma boa altura para dizer agora vais mesmo sem flauta e tal, a ver se aprendes a ter a mochila pronta com tudo na véspera e tal.....mas na verdade raramente acontecem estas situações...e a única coisa que ía acontecer era mesmo ela ter falta de material)
Ficou combinado no tal portão.
Saio apressada. Chove.
O carro anda passado. Não abre a porta quando me aproximo. Procuro o cartão na carteira (que ainda demora o seu tempo).
Arranco.
(Não deixo de pensar pelo caminho no estranho que poderá parecer uma adulta estar a entregar alguma coisa a uma miúda através de um portão fechado de uma escola....Coisas de sociedade moderna....)
Estaciono.
Entro em casa. Procuro a flauta (que nunca está no sítio certo, ou melhor num sítio qualquer lógico).
Encontro a flauta.
Saio a correr.
Chove.
Desta vez levo o cartão do carro na mão.
Arranco.
12:04 Nova chamada. Não atendo. Estou já na rua da escola. Olho para o portão onde combinamos e ela está a desligar o telefone e a entrar na sala. Páro o carro. Penso, pronto, não cheguei a tempo.....
De repente ela olha para a rua.
Vem a correr até ao portão.
Chove.
Vou ter com ela.
Entrego a flauta.
Recebo um beijo e um "Obrigada Mãe"
Volto para o carro. Ela entra na sala.
Chove.
Respiro fundo.
Olho para o relógio.
Foram 12 minutos!
13:25 Estou novamente à porta da escola.Toca para sair.
Chove.
Lá vem ela sem guarda chuva.
Eu tenho dois.
Desta vez vamos a pé.
Diz-me:
"Olha sabes uma coisa, afinal não tive aula de música....."
E assim como que para remediar o meu esforço:
"Mas usamos um bocadinho a flauta na aula de susbtituição!"
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
6-52 - Um bolo especial para a avó M
Cá por casa a inspiração para cozinhar vem dos vários programas culinários mas mais recentemente do Mini Masterchef.
Sempre conseguimos fugir às séries do Disney Channel por breves instantes...
Um destes dias a I decidiu fazer um bolo de chocolate sozinha. E fez! E ficou delicioso!
Mas o que mais gosta é do detalhe do empratamento!
A avó M fez anos.
A I achou que era uma boa altura para repetir a receita.
A avó não podia ter melhor prenda de aniversário.
Consigo antever as encomendas para os próximos aniversários na família.
Já me falta pouco para dizer "Vai adiantando o jantar" ou "Não te apetece ir fazer um bolinho para a mamã?".
Espero é que a inspiração não lhe passe depressa!
Até a R já pede para eu a inscrever num programa, caso haja uma edição de mini chefs em Portugal.
Diz que já sabe fazer ovos mexidos!
Tenho umas cozinheiras de mão cheia!
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
A saga!!
Mãe para toda a obra!
Isto das meninas serem ginastas....
Ninguém me avisou que era preciso ter um curso de penteados!
Em vésperas de provas e exibições lá chegam as instruções para o cabelo, que vão sofrendo algumas variações:
Puxos simples (vulgo rabo de cavalo)
Puxos com trança
Totós
Totós a terminar em tranças
Puxo de acrobática alto (como os de bailarina)
Ora com fitas, ora com elásticos simples coloridos, ora com elásticos mais rococós, ora só com ganchos...
A sério!
Ninguém me preparou para alisar cabelos com gel antes das 8 da manhã de um domingo!
Confesso que até já tive que ver filmes no youtube para aprender certos penteados! Uma mãe tenta mas não nasce ensinada e isto não vem incluído no instinto maternal!
Um dia destes já em cima da hora faltava-me um acessório, o donuts de esponja, com quem me familiarizei recentemente. (Apesar de tentar ter tudo num sítio só, não sei como desaparecem as coisas, e nunca foi ninguém que tirou - outro mistério!)
Lá improvisei com a técnica de fazer um donut a partir de uma meia de vidro (mas dá com qualquer meia)!!
Uma mãe esforça-se e ainda ouve "Oh mãe a sério!!!! Uma meia na cabeça!?"
Como se não bastasse ainda levo com as críticas das ginastas.
Ora está muito em baixo; ora muito em cima; ora ficou um cabelito de fora; ora não está bem liso; ora faz aqui um alto;
E tudo a terminar com sprays fixadores e brilhantes!
Mas mãe consegue tudo!
E aí vem mais um fim de semana desportivo, a pentear cabelos a partir das 7 da manhã!
Isto das meninas serem ginastas....
Ninguém me avisou que era preciso ter um curso de penteados!
Em vésperas de provas e exibições lá chegam as instruções para o cabelo, que vão sofrendo algumas variações:
Puxos simples (vulgo rabo de cavalo)
Puxos com trança
Totós
Totós a terminar em tranças
Puxo de acrobática alto (como os de bailarina)
Ora com fitas, ora com elásticos simples coloridos, ora com elásticos mais rococós, ora só com ganchos...
A sério!
Ninguém me preparou para alisar cabelos com gel antes das 8 da manhã de um domingo!
Confesso que até já tive que ver filmes no youtube para aprender certos penteados! Uma mãe tenta mas não nasce ensinada e isto não vem incluído no instinto maternal!
Um dia destes já em cima da hora faltava-me um acessório, o donuts de esponja, com quem me familiarizei recentemente. (Apesar de tentar ter tudo num sítio só, não sei como desaparecem as coisas, e nunca foi ninguém que tirou - outro mistério!)
Lá improvisei com a técnica de fazer um donut a partir de uma meia de vidro (mas dá com qualquer meia)!!
Uma mãe esforça-se e ainda ouve "Oh mãe a sério!!!! Uma meia na cabeça!?"
Como se não bastasse ainda levo com as críticas das ginastas.
Ora está muito em baixo; ora muito em cima; ora ficou um cabelito de fora; ora não está bem liso; ora faz aqui um alto;
E tudo a terminar com sprays fixadores e brilhantes!
Mas mãe consegue tudo!
E aí vem mais um fim de semana desportivo, a pentear cabelos a partir das 7 da manhã!
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
5-52 - Esforço e dedicação recompensados
Perder ou ganhar é tudo jogar.
Toda a verdade nesta frase.
Mas sabe bem ganhar?
Sabe pois. A graúdos e miúdos.
É verdade que nas idades da mais nova não se deve fomentar a competição, e as medalhas são apenas por equipas e não individuais, mas para ela basta.....
Uma medalha de participação sabe ao mesmo.
Havendo medalhas de 1º, 2º e 3º às vezes ouço, falta-me uma de 3º, ou de 2º.....para ter uma de cada cor....
Há muita dedicação. Quase não falham um treino. Mesmo com lesões é para lá que querem ir. Treinam para dar o seu melhor. Vão superando medos. Ultrapassam obstáculos físicos e psicológicos. Esforçam-se. Cansam-se. O nosso calendário familiar inclui vários fins de semana de provas. Frequentam classes de pré competição. Adoram a ginástica.
E por tudo isto a recompensa sabe bem.
Aquele brilhozinho no olhar que nos procura na bancada....inexplicável!
Pela conquista delas. Sentem-se orgulhosas. Nós também.
Estão felizes. Nós também.
Mas o mais importante é praticar um desporto que adoram e onde são felizes!
Toda a verdade nesta frase.
Mas sabe bem ganhar?
Sabe pois. A graúdos e miúdos.
É verdade que nas idades da mais nova não se deve fomentar a competição, e as medalhas são apenas por equipas e não individuais, mas para ela basta.....
Uma medalha de participação sabe ao mesmo.
Havendo medalhas de 1º, 2º e 3º às vezes ouço, falta-me uma de 3º, ou de 2º.....para ter uma de cada cor....
Há muita dedicação. Quase não falham um treino. Mesmo com lesões é para lá que querem ir. Treinam para dar o seu melhor. Vão superando medos. Ultrapassam obstáculos físicos e psicológicos. Esforçam-se. Cansam-se. O nosso calendário familiar inclui vários fins de semana de provas. Frequentam classes de pré competição. Adoram a ginástica.
E por tudo isto a recompensa sabe bem.
Aquele brilhozinho no olhar que nos procura na bancada....inexplicável!
Pela conquista delas. Sentem-se orgulhosas. Nós também.
Estão felizes. Nós também.
Mas o mais importante é praticar um desporto que adoram e onde são felizes!
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