sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
As voltas das contas
A história do "e vai um" acabou.
Mas era assim que eu fazia contas de matemática, antes de fazer contas à vida.
E não sinto que fosse a única.
Na época do 1º ciclo da mais velha o "e vai um" foi logo encarado como algo desconhecido, lá está, de outro século.... E fui informada que se chamavam "Contas de transporte", ou adição de números com transporte para ser mais correta.
Sim de facto em vez de o "um" ir a algum lado sem nexo, é transportado.
Daí para a frente, nunca mais disse "e vai um" sob pena de ouvir Dahhhh....
Agora com a mais nova descobri que o transporte acabou.....Passou a "Contas de empréstimo", ou algoritmo da subtração por empréstimo.
Ponho-me a pensar "Será da crise?!" esta coisa do empréstimo, supostamente de caráter provisório?!
O "um" só ali fica um bocadinho, como que emprestado ao outro número, ou aliás como pedido em empréstimo ao número do lado.....muito complicado para mim!
Ainda na última reunião escolar de 2º ano do 1º ciclo sugeri uma aula de matemática para Pais.
A ver se nos atualizamos....que isto de parecer velho e pouco sábio aos olhos duns pirralhos tem que se lhe diga....
Quem faz contas à vida devia saber como se fazem destas contas, isto aos olhos dos filhos, não vão eles pensar que são educados por seres irresponsáveis na gestão familiar.
Ainda assim fico feliz que de quando em vez troquem o ipad por quadros portáteis de giz.
(este foi o estudo da R em véspera de teste e lá estão os uns emprestados pequeninos)
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Saudade
Ao que parece hoje é o dia da Saudade. Desconhecia.
Palavra muito portuguesa. Está no dicionário. Tem definição. Parece fácil de explicar.
Considerada uma das palavras sem tradução noutras línguas.
"sentimento melancólico causado pela ausência ou pelo desaparecimento de pessoas ou coisas a que se estava afetivamente muito ligado, pelo afastamento de um lugar ou de uma época, ou pela privação de experiências agradáveis vividas anteriormente" Fonte:Porto Editora
Mas o sentimento, esse é universal. Difícil de pôr em palavras.
O que as palavras não dizem, as imagens transmitem.
Esta é uma das imagens que mais me doí. Que me incomoda. Que me deixa um nó na garganta, no peito, na alma. Que fala. Que diz tudo.
Para mim é a imagem da Saudade.
Uma criança num orfanato, com saudades da mãe, desenha-a no chão.
Sobe-lhe para o colo.
Em sinal de respeito, deixa os sapatos de fora.
A saudade pode não ter palavra noutras línguas mas sente-se da mesma maneira.
Palavra muito portuguesa. Está no dicionário. Tem definição. Parece fácil de explicar.
Considerada uma das palavras sem tradução noutras línguas.
"sentimento melancólico causado pela ausência ou pelo desaparecimento de pessoas ou coisas a que se estava afetivamente muito ligado, pelo afastamento de um lugar ou de uma época, ou pela privação de experiências agradáveis vividas anteriormente" Fonte:Porto Editora
Mas o sentimento, esse é universal. Difícil de pôr em palavras.
O que as palavras não dizem, as imagens transmitem.
Esta é uma das imagens que mais me doí. Que me incomoda. Que me deixa um nó na garganta, no peito, na alma. Que fala. Que diz tudo.
Para mim é a imagem da Saudade.
Uma criança num orfanato, com saudades da mãe, desenha-a no chão.
Sobe-lhe para o colo.
Em sinal de respeito, deixa os sapatos de fora.
A saudade pode não ter palavra noutras línguas mas sente-se da mesma maneira.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
4-52 Na capa da revista
Saí numa capa de revista.
Não saiu a minha cara mas saiu o meu "Eu".
O meu gosto por viagens, por fotografia e pela escrita.
Tudo junto num só. Não podia ser melhor.
É estranho como sempre quis escrever.
Lembro-me de em tenra idade tentar escrever histórias por capítulos e fazer à mão as capas e contracapas.
Sempre gostei de viajar, conhecer sítios novos e de fotografar.
Depois descobri que para além da fotografia, gostava de fazer diários de viagem.
Planear tudo.
Registar tudo.
Guardar tudo.
Começaram a chegar às bancas revistas de viagens, com fotografias apelativas e textos que nos transportam para lugares fantásticos. E aí soube que era o que gostaria de fazer um dia....
"Viajar; Fotografar: Escrever sobre viagens"
Talvez não tenha sido desde sempre.
Mas há uma altura em que sabemos o que nos realiza. Um click.
E não é aos 17 ou 18 anos, quando escolhemos um curso para tirar na universidade. Ou nos anos preenchidos com aulas, frequências, exames e queimas das fitas. Nem nos tempos em que procuramos emprego, arranjamos trabalho, juntamos trapinhos, temos filhos e criamos as nossas rotinas....
São boas rotinas. Ainda bem que as tenho.
Mas o bichinho está lá latente. Fica lá em modo adormecido.
E tal como um vírus fica ativo quando as defesas do organismo baixam, o mesmo me acontece quando as rotinas me sufocam....desato a sonhar com planos de viagem, de partidas e nem precisam de ser longe....
Não posso viajar sempre que quero. Tenho o coração preso por duas âncoras.
Fotografar é mais fácil. E escrevo, nem sempre sobre viagens.
Desta vez, conciliei tudo.
Vale a pena arriscar. Arregaçar mangas. Agarrar uma oportunidade.
Pode não parecer nada. Mas é muito.
Não saiu a minha cara mas saiu o meu "Eu".
O meu gosto por viagens, por fotografia e pela escrita.
Tudo junto num só. Não podia ser melhor.
É estranho como sempre quis escrever.
Lembro-me de em tenra idade tentar escrever histórias por capítulos e fazer à mão as capas e contracapas.
Sempre gostei de viajar, conhecer sítios novos e de fotografar.
Depois descobri que para além da fotografia, gostava de fazer diários de viagem.
Planear tudo.
Registar tudo.
Guardar tudo.
Começaram a chegar às bancas revistas de viagens, com fotografias apelativas e textos que nos transportam para lugares fantásticos. E aí soube que era o que gostaria de fazer um dia....
"Viajar; Fotografar: Escrever sobre viagens"
Talvez não tenha sido desde sempre.
Mas há uma altura em que sabemos o que nos realiza. Um click.
E não é aos 17 ou 18 anos, quando escolhemos um curso para tirar na universidade. Ou nos anos preenchidos com aulas, frequências, exames e queimas das fitas. Nem nos tempos em que procuramos emprego, arranjamos trabalho, juntamos trapinhos, temos filhos e criamos as nossas rotinas....
São boas rotinas. Ainda bem que as tenho.
Mas o bichinho está lá latente. Fica lá em modo adormecido.
E tal como um vírus fica ativo quando as defesas do organismo baixam, o mesmo me acontece quando as rotinas me sufocam....desato a sonhar com planos de viagem, de partidas e nem precisam de ser longe....
Não posso viajar sempre que quero. Tenho o coração preso por duas âncoras.
Fotografar é mais fácil. E escrevo, nem sempre sobre viagens.
Desta vez, conciliei tudo.
Vale a pena arriscar. Arregaçar mangas. Agarrar uma oportunidade.
Pode não parecer nada. Mas é muito.
Sonhar a dormir
Já me deixam sonhar. Coisa que só as mães percebem.
Durante alguns anos, logo após ter sido atingida pela maternidade, deixei de sonhar.
De sonhar a dormir.
As horas de sono contavam-se pelos dedos.
Eram frequentes os acordares, por isto ou por aquilo, ou por tudo e por nada. Havia bebés por casa.
Cientificamente falando, talvez o meu sono não chegasse a completar ciclos.
Saltava a fase 5, a do REM, em que nos é permitido sonhar.
Durante algum tempo parecia mais fácil sonhar acordada.
Engraçado que não me apercebia que não sonhava, até ao dia em que acordei com as lembranças do sonho. E pensei "hoje sonhei" e só aí me apercebi desse lado que estava apagado. E a falta que me fazia.
Vão-me acordando menos.
Não por ter deixado de ter ouvido tísico de mãe, mas porque estão mais crescidas.
Já não acordo por tudo e por nada, talvez só por isto ou por aquilo.
Vou sonhando mais.
Adormeço muitas vezes fora da minha almofada mas sempre virada para o mesmo lado.
(Como compreendo os bebés e a necessidade de os deitarmos ora para um lado ora para o outro).
Deixo tudo acesso e o computador em standby a pensar que volto rapidamente...
Lá por volta das 2, 3 da manhã, rendo-me à evidência de ter adormecido fora de sítio, vou apagar tudo e deitar-me para o lado oposto, para equilibrar as costas e o pescoço, antes que a minha cabeça acuse o lado para onde adormeço.
Mas ainda assim, vou sonhando.
Sonhar faz-me falta! Acordada ou a dormir!
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Banco de horas de sono
Felizmente não preciso de dicas para dormir bem.
Ou de contar ovelhas a pular a cerca. Ou de rituais.
Não sei bem o que são insónias. E repito: Felizmente!
Não adormeço facilmente em cada canto da casa. Não sou de adormecer no sofá.
Não gosto e não consigo.
Mas adormeço facilmente com as minhas filhas e no meu canto.
E gosto muito de dormir.
Mas raros são os dias em que durmo de mais. Não sei bem o que isso é.....
E talvez sejam muitos muitos os que durmo de menos.
Dizem que a média são 8h. Eu não estou certa disso. Dou comigo a achar que precisava de mais.
Mas na verdade 8 h por dia de um sono só é raro....de há 11 anos para cá.
Já não é tanto porque me acordam as meninas, mas porque raramente me deito cedo.
Guardam-se afazeres para quando elas já dormem, adia-se a hora de deitar.
Dormir de mais equipara-se quase a dormir de menos, relativamente ao meu estado de irritabilidade e alteração de humor e sensação de "taulada"....pronto não arranjo outra palavra.
Dormir devia ser um sistema de créditos. Tipo um banco de horas. Uma reserva.
Se hoje dormisse 1 hora a mais, transitava para amanhã.
Mas não.
Posso até dormir até ao meio dia num dia (repito: coisa rara e apenas possível sem as crianças em casa), no dia seguinte já estou a precisar do mesmo tratamento.
Não compreendo quem diz que lhes chegam 4h ou 6h.....ai que inveja!
Dava-me tanto jeito conseguir dormir pouco, quer dizer reformulando, não precisar de dormir mais.
Acho que sou caso patológico. 10h parece-me um bom número.
Gostava de perceber qual era o número de horas exato de que preciso.
Até já há uma aplicação informática para determinar o melhor momento para acordar sem a dita da "taulada".
Preciso disso!
Ou disso ou mesmo só de dormir mais!
domingo, 26 de janeiro de 2014
"Tanta roupa e nada para vestir"
É oficial.
A minha I olha para as minhas botas de lado.
Mais um número de pé e sai com elas calçadas de manhã.
Cobiça algumas das roupas. Pergunta se quando não me servirem lhas posso dar....
Espero que seja mais quando já lhe servirem.....
Dei comigo uma destas tardes a vaguear em lojas sem secção de criança e a comprar o tamanho S para a I, de modelos bem longe das Hello Kittys, das Hannah Montanas e afins.
Dei comigo a dizer gosto desta camisola, e a I a concordar comigo. Então comprei para ela e eu fiquei a ver navios....já que ela não achou normal mãe e filha vestidas de igual....e tem razão!
Afinal a mãe é quarentona (quarentinha vá!)
Terminamos com umas secções de criança, mas numa ronda aos tamanhos máximos! Nesses não há hipótese de a mãe se tentar a comprar igual!
É incrível para onde voa o tempo. E como o tempo muda tudo.
No verão vieram os brincos nas orelhas. Passou a usar o espelho sem ser só de soslaio.
Vieram preocupações de penteados. Roupas que combinam. Lenços e golas. Espírito crítico qb.
Começa a despertar o lado feminino "Tanta roupa e nada para vestir"...
Afinal compreendo-a...
Apesar da mais pequena ainda usar e abusar da secção de criança....e estar longe de me roubar as botas...
A feira do bebé dos hipermercados passou a ser uma área por onde passo sem pensar que tenho que aproveitar as promoções.
Os panfletos sobre este tema que me entram na caixa do correio, com bebés rechonchudos na capa, vão diretamente para a reciclagem.
Tirei as palavras boddies e chupetas do meu vocabulário.
Desconheço os novos sabores ou marcas de papas e boiões. Há prateleiras inteiras para as quais já nem olho.
Não preciso de guardar roupa da mais nova quando já não serve.
Medicamentos medidos à seringa, só mesmo para o Nico.
E já começo a ter saudades....
Vou aproveitar bem estes bocadinhos, em que ainda posso dar palpites na escolha da roupa e antes que o quarto se transforme num universo interdito, onde apenas me seja permitida a permanência para dobrar meias e camisolas e tenha um "Do not disturb" ou um "This is my world" pendurado na porta!
A minha I olha para as minhas botas de lado.
Mais um número de pé e sai com elas calçadas de manhã.
Cobiça algumas das roupas. Pergunta se quando não me servirem lhas posso dar....
Espero que seja mais quando já lhe servirem.....
Dei comigo uma destas tardes a vaguear em lojas sem secção de criança e a comprar o tamanho S para a I, de modelos bem longe das Hello Kittys, das Hannah Montanas e afins.
Dei comigo a dizer gosto desta camisola, e a I a concordar comigo. Então comprei para ela e eu fiquei a ver navios....já que ela não achou normal mãe e filha vestidas de igual....e tem razão!
Afinal a mãe é quarentona (quarentinha vá!)
Terminamos com umas secções de criança, mas numa ronda aos tamanhos máximos! Nesses não há hipótese de a mãe se tentar a comprar igual!
É incrível para onde voa o tempo. E como o tempo muda tudo.
No verão vieram os brincos nas orelhas. Passou a usar o espelho sem ser só de soslaio.
Vieram preocupações de penteados. Roupas que combinam. Lenços e golas. Espírito crítico qb.
Começa a despertar o lado feminino "Tanta roupa e nada para vestir"...
Afinal compreendo-a...
Apesar da mais pequena ainda usar e abusar da secção de criança....e estar longe de me roubar as botas...
A feira do bebé dos hipermercados passou a ser uma área por onde passo sem pensar que tenho que aproveitar as promoções.
Os panfletos sobre este tema que me entram na caixa do correio, com bebés rechonchudos na capa, vão diretamente para a reciclagem.
Tirei as palavras boddies e chupetas do meu vocabulário.
Desconheço os novos sabores ou marcas de papas e boiões. Há prateleiras inteiras para as quais já nem olho.
Não preciso de guardar roupa da mais nova quando já não serve.
Medicamentos medidos à seringa, só mesmo para o Nico.
E já começo a ter saudades....
Vou aproveitar bem estes bocadinhos, em que ainda posso dar palpites na escolha da roupa e antes que o quarto se transforme num universo interdito, onde apenas me seja permitida a permanência para dobrar meias e camisolas e tenha um "Do not disturb" ou um "This is my world" pendurado na porta!
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
De outro século!
Ainda não ouvi a frase "Oh mãe tu és de outro século!"...mas deve estar para breve.....
Se entre gerações há sempre o dito conflito, então o que diremos de gerações que nasceram em séculos diferentes?!?!
As minhas filhas nasceram ambas no século seguinte ao dos pais.
Não sabem o que é um negativo de fotografia;
Desconhecem as cassetes de ouvir música e a estratégia de enrolar a fita com uma caneta;
Cassetes de vídeo, são peças de museu.
Já para não falar em discos de vinil e nos giradiscos!
TV a preto e branco?! Isso terá algum dia existido?!
A R ficou espantada por saber que apenas existiam 2 canais na TV!E que tinha começado apenas com um! "Então tu não vias o Disneychannel?!?!??!", perguntou-me com um ar semi incrédulo semi pânico...
De facto a evolução da tecnologia é gritante! Isto já para não me adiantar sobre mudanças noutras áreas!
Na minha cozinha de infância não havia eletrodomésticos com luzinhas ou botões que fazem "plim".
Agora temos a cozinha apetrechada e somos dependentes de aparelhos acionados por botões, programáveis, cheios das luzinhas e dos plins.
E chegou o dia em que a luz do fogão apagou-se. Isto depois da do exaustor.
E agora como vejo o andamento dos meus preparados culinários?!?! Chegou a vez do microondas....este estranhamente mantém a luz mas deu o berro, e aí percebemos a nossa dependência deste ser inanimado...
Anunciei: Vou aquecer o leite para a R.
Resposta da I:"Mas o microondas não funciona"
Pois.....é um facto! Ela nunca viu aquecer o leite no fogão.
E como se fazia antes de haver microondas?!?!
Nunca sentiram o cheiro do leite aquecido no fervedor. Até eu hoje tive um flahsback, com aquele cheiro levemente torrado. Não sabem que é preciso estar atentas ao processo de aquecimento porque o leite quando ferve vai parar ao fogão. Nem sabem que se forma a "nata"! A nata que tantas vezes tinha que tirar antes de beber porque não gostava. No microondas não se chega a formar a nata....
Ai o que esta geração anda a perder....
Mas pelo menos sabem o que é um bolo da caneca feito em 3 minutos no tal do microondas....aliás foram elas que me ensinaram!
Cá por casa andamos na onda do "quando avaria um eletrodoméstico avariam logo dois ou três"! Apre!
E a culpa deve ser minha....Muita carga energética!
Balanço do ano:
Para abate:
1 secador de cabelo
1 carro (sim, um carro!)
Com esperança que ainda recupere:
1 Microondas
1 Luz do forno
Para reparação ou então esperar que fique sol:
1 Carro (outro) que mete água na porta do condutor, que volta e meia acende a luz "service" mas só quando está inclinado. Que nem sempre gosta de abrir as portas quando me aproximo, e anda seletivo quanto à porta que abre primeiro. Deu-lhe para achar que tem um sistema elétrico independente!
Nos dias de chuva intensa, cada vez que travo ouço barulho de água como se estivesse num barco, chegando mesmo a ter um nível de ondulação de vários cm na porta...
Espero que pare por aqui a bem da sanidade mental e do orçamento familiar!
E este fim de semana não há bolos da caneca.....antes funcionasse às escuras!
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