terça-feira, 19 de novembro de 2013

Segunda casa


O Jardim Infantil dos SASUC foi durante 3 + 3 anos, uma segunda casa.
Fez 40 anos este novembro, tal como eu, e não podíamos deixar passar a oportunidade de festejar num espaço fantástico que é aquele quintal!



Foi dia de comemorações, magusto, venda de garegem mas acima de tudo de reencontros!
Daqueles reencontros que transformam o dia, que trazem sorrisos rasgados, abraços apertados, xi corações sinceros.

As minhas meninas criaram muitos laços, com amigos, educadores, auxiliares....daqueles que ficam para a vida.
Sentem-se aqui como em casa. Afinal, foi lá que passaram tantas horas do dia. Talvez mais horas do que comigo.
Querem sempre voltar.
Quando têm novidades ainda dizem que querem contar às suas Joanas.
Uma tartaruga outra caracol, "apelidos" que herdaram do nome das salas.
E assim tenho também uma I, tartaruga e uma R, caracol.
Têm boas recordações.
Quando as ía buscar queriam sempre brincar mais um bocadinho....

Já não tenho lá nenhuma menina, mas somos sempre bem recebidos.
Eu também criei laços, tenho saudades,e acima de tudo ganhei amigos!

Sei que adoraram andar neste jardim, recheado de pessoas fantásticas, onde as crianças são crianças.

E isso faz-me muito feliz!
Sei que escolhemos o sítio perfeito!
Sei que elas cresceram felizes naquele espaço!
Sei que voltaremos para reencontros que nos fazem bem!

Obrigada e parabéns!


domingo, 17 de novembro de 2013

Tardes de Outono



Em dias que se tornam curtos, em que a noite troca as voltas à luz do dia, e o frio ajuda a recolher...

Gosto de tardes caseiras.
De cheiros que enchem a cozinha.
De tons de outono na mesa.
De sabores que dão conforto.
De tachos que borbulham durante muito tempo deliciosas compotas.
Do frio que começa e traz o apetite pela manta.
Da chávena de chá que fumega.
Da luz do forno acesa.
De castanhas assadas.
De abóboras, cogumelos, nozes, e outros que tais.
De momentos de preguiça.
Das frutas "estranhas" que só eu como cá em casa.
De pantufas.
De estar.
....por casa e com a minha gente!



sábado, 16 de novembro de 2013

E mais não digo...


....e mais não digo porque não me deixam. :)

Mas tantas e tantas vezes uma imagem vale mais que mil palavras.
E estou tão orgulhosa do que representa esta imagem, do que ela me diz.

Que sejam "unha e carne" pela vida fora!



"Boa noite e até amanhã"


Músicas ao deitar


A mais nova nunca precisou de muitas músicas para adormecer. Em bebé até preferia adormecer sozinha e sossegada no cantinho dela. Cheguei a pensar com os meus botões: "Olha afinal há mesmo bebés assim!"

Já a mais velha sempre teve rituais de adormecimento mais complexos, entre os quais estavam presentes a história ao deitar e umas músicas de embalar que me adormeciam primeiro a mim. Costumava acordar com ela a perguntar se eu não ía cantar o resto?!??!

Entretanto a mais nova teve um upgrade e passou a dormir no quarto da irmã.

Ou seja o ritual de cantar teve que se adaptar aos gostos musicais das duas. E ficou decidido que seriam 3 músicas seguidas (isto se a mãe aguentasse!). Sempre as mesmas e sempre pela mesma ordem. Uma que agradava às duas e depois uma para cada uma, que pertenciam aos tempos de bebés de cada uma.
- Vitinho - o clássico
- Boneca de Trapos - o hino da creche
- O vento - nome atribuído por nós e letra adaptada pela mãe. A música na verdade há-de ter outro nome, mas o imporatante é que nós sabemos qual é.

Chegou o timing de novo upgrade. 
Nova mudança. Inauguração de quartos individuais para cada uma.

Instantaneamente a mais nova abdicou das músicas. Talvez o estatuto de ser crescida para ter um quarto só para ela lhe tenha dado a independência às cantorias, e quando me ía preparar para cantar ela anunciou prontamente que não precisava. Caiu-me tudo!
Como?!?!? Não precisas como?!?!??! Quase que reivindiquei os meus direitos pré adquiridos pelo "simples" facto de ser mãe.

Mas foi assim, até hoje......já lá vai 1 ano e meio!

A mais velha abdicou do mesmo, mas uma vez ou outra em dias de complicada gestão, lá relembrava o ritual e pedia as músicas.

"De repente" apercebi-me que já não canto as músicas. Nem aquelas, nem outras. Não ouve upgrade para o repertório musical.

Mais uma das coisas que deixei de fazer, que ficou para trás, que não volta...
Mais das minhas Dores de crescimento.




sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Desejos e sonhos



Pedir desejos parece fácil, e há tantas oportunidades para o fazer....

Trincar a(s) vela(s) de aniversário depois de apagadas. E quantas mais melhor na óptica das minhas meninas! Alargaram por completo esta tradição de pedir um desejo a pedir um desejo por cada vela!

Temos o Jogo da Pestana. Se temos uma pestana a bailar fora do sítio, apanhamos a pestana, colocamos entre o polegar e o dedo indicador, e segue-se o "Pensar num desejo, numa flor,  numa cor e depois escolhe-se o dedo de cima ou o dedo de baixo." Ganha o desejo quem tiver acertado em que dedo fica a pestana, isto quando não a perdemos entretanto....

Quando eu era pequena soprar um dente de leão servia apenas para a pergunta “ O teu pai é careca?!" e ficar a ver se a eficácia do sopro revelava a grande verdade sobre a calvície do pai...Agora as minhas meninas acham que é mais um motivo para enquanto se sopra pedir um desejo e deixar que o vento o leve a rumo certo.



Depois temos os desejos mais famosos do mundo, os da meia noite do dia 31 de dezembro, e são logo 12 de uma vez só! Mas estes passam-lhes ao lado porque era preciso que conseguissem comer as 12 passas.....resta-lhes a outra opção, subir acima de uma cadeira e pedir desejos durante a contagem decrescente, mas estou em crer que nesse momento a contagem é mais divertida....

A mais nova em jeito de vou atirar à minha sorte, até já perguntou se quando uma pinga de chuva nos cai na ponta do nariz, podemos pedir um desejo?

E tivesse eu alguma lâmpada de Aladino em casa, com toda a certeza havia de estar bem polida!

Cedo começaram a perceber que por muito que se peçam desejos, nem sempre se realizam...(Tenho a certeza que na maioria das vezes desejavam coisas estranhas quase impossíveis de concretizar, e daí nasceu a desconfiança!)

 “E os desejos que pedimos porque não se concretizam?!”

Ora aqui está uma boa pergunta?! E ora aí está algo que nem as mães conseguem......fazer com que tudo o que desejam aconteça...

Quem dera fosse assim fácil! Mas pedir não custa. Sonhar também não.
E é bom pedir desejos. Obriga a pensar em coisas boas. No que queremos. No que mais gostamos. E até no que já temos.
Ajuda a perceber que nem sempre ficar parados faz com que os desejos se concretizem e sonhos aconteçam!
Mas sonhar faz bem. Alimenta a alma.


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Tolerância dos 100 ao 0



"Tolerância" - Muito difícil de gerir...

Por vezes desce dos 100 aos 0 em 3 segundos.....tipo pipoca, prestes a explodir à mais pequena agitação.

Depende de tanta coisa.

Despertares repentinos;
O alvoroço das manhãs;
O "quero levar qualquer coisa para a escola" e faltam 5 minutos para tocar;
Tempo contado;
Afinal chove e não sei do guarda chuva;
Onde estão as chaves de casa;
Afazeres pendentes;
Jantar por fazer;
Respostas de "mas"....
Ter que dizer tudo 3 vezes;
Ninguém ouvir;
.....
....
....

Acho que "Organização" tende a ser diretamente proporcional à "Tolerância".
Tenho tudo organizado logo sou mais tolerante. Organização no sentido de orientação.
Não se trata de uma casa imaculada, onde não se notam vestígios de gente pequena, nem de fogões que brilham, mas de orientar rotinas....
Daí que uma mãe precisa de tempo. Precisa de se orientar e de orientar o que a rodeia.
O tempo faz toda a diferença neste disparo dos 100 aos 0.....
E como gostava de ter mais tempo, para raramente chegar à tolerância 0.....

Bem, talvez tolerância 100 nunca exista....pelo menos para mim.
Detesto barulhinhos irritantes e contínuos, como tilintares, clicks de tampas de canetas, tamborilar de dedos em superficies metálicas ou outras, portas a bater, sons de TV alta, tudo a falar comigo ao mesmo tempo....por isso nestes casos já não parto dos 100....

E depois há dias.....
Há dias que estamos bem connosco e com o mundo, e aí, sou mais tolerante aos sapatos no tapete da sala, ao prato esquecido na mesa, à mochila estendida na entrada de casa....
Provavelmente nestes casos, o nosso comando e ordem até é mais facilmente cumprido.
Não sai um " Vai já tirar daqui os sapatos", mas um "Olha, porque estão os sapatos no tapete?", e resulta sempre melhor...para ambas as partes.

Ter tempo para mim, para fazer o que gosto, para elas, para me orientar, faz-me tanta falta!
Havia com toda a certeza menos dedos apontados....

Precisava de um dia off! Aí um por semana chegava....








terça-feira, 12 de novembro de 2013

Flashback



Hoje recuei no tempo 30 anos....

Descobri um amigo da escola primária. Digam o que disserem do facebook....não fosse "ele" de quantos e quantas não voltaríamos a saber nunca mais....

Tinhamos todos entre 6 a 10 anos (eu entre 5 e 9), não havia telemóveis, nem emails, por isso não nos era possível manter contacto. Alguns continuaram estudos juntos, outros separaram-se logo no ciclo. Descobri que uma amiga desses tempos idos entrou na UC no mesmo ano que eu, tirou o curso na mesma cidade, embora noutra faculdade e nunca nos encontramos...

Certo é que me encheu o dia e eu que hoje estava numa de tradições de S. Martinho, castanhas e jeropiga, não consegui fugir deste reavivar de memórias....

De amigo em amigo, já somos alguns e criamos um grupo dos alunos da Irmã Catarina Falcão Miguel, a minha professora primária.

Estamos aqui de volta do passado, de memórias que estavam tão lá guardadas no sotão, partilhamos fotografias e já me ri tanto! Partilhamos o facto de entrarmos todos nos "enta" este ano. Fantástico como nos lembramos de tantos nomes, tantas caras e histórias. Uns mais mudados que outros, mas facilmente reconhecíveis.
Dou comigo a pensar que me lembro mais destes meus colegas do que muitos do ciclo e até do liceu (vá em terminologia nova, será 2º e 3º ciclo). Hoje chamaram-me Sofia. Já não "ouvia" há muitos anos. Na altura para além dos colegas da escola, e da professora, só o meu pai e avô paterno me chamavam assim também. Depois, fiquei Cláudia.

Algumas recordações ficam para a vida, às vezes estão é arrumadas à espera de voltarem ao de cima.

Fui remexer no baú. Encontrei meia dúzia de fotografias, e o mais giro foi ver as minhas filhas a tentarem identificar a mãe! Acertaram à 1ª em todas as fotos (bom, quase todas!).

"Oh mamã, eras tão fofinha!"
"Olha aqui nesta foto tinhas o meu sorriso!"

Quem se atreve a encontrar-me?!?! :)
E quanto ao assunto turmas grandes?!? Na 1ª classe eramos 31!