sábado, 26 de outubro de 2013

Cozinha com meninas




Quando se decide fazer um bolo,….aparecem sempre 4 mãozinhas para ajudar!

E querem fazer tudo! Tudo ao mesmo tempo!
E há que gerir!

Quem mexe o quê, quando, e acima de tudo gerir a paciência (a minha e a delas)  o que às vezes é a pior parte, pelo menos no que toca à minha!

Dicas para o sucesso:
 - Ultrapassar a questão do ajudar….vão atrapalhar muito, mais que ajudar!
 - Mente aberta para muita farinha no chão, na roupa, na cabeça...
 - Receitas curtas. A expectativa é sempre muita e querem é ver a obra feita!
 - Dividir tarefas..... aliás dividir a mesma tarefa pelas duas! 
 - Vão querer mais fazer e comer menos.
 - Copos medidores de vidro nem sempre são boa opção.
 - As claras em castelo convém estarem bem firmes para passarem no teste da taça invertida por cima da cabeça, ou acaba tudo na banheira!




No fim, terminada a sessão, temos bolo (ou queques, ou bolachas, ou bolo na caneca), uma cozinha caótica, uma mãe a respirar fundo, mas meninas felizes (espero eu!)…
    ...e eu espero manter o meu estatuto de "A melhor mãe do mundo" como sou conhecida pelas meninas da casa!



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A rádio não tem bolinha no canto superior direito



Ouvindo a Rádio Comercial, “O Homem que mordeu o cão” contava a história de uma senhora que tomando muitos esteróides começou a desenvolver um pénis.  Nisto, pára tudo!

NM – “Ah, esqueci-me que a esta hora podem ir crianças com os pais no carro. Meninos façam agora o que o Tio Markl diz. Digam sim se estiverem a ouvir.”

R – Sim!!

NM – “Pronto agora tapem as orelhas com as mãos que o Tio Markl no fim dá um caramelo.”
(gera-se conversa de  fundo na rádio entre os vários locutores da manhã, em que avisam o Markl que não pode assim prometer o que não vai cumprir e como tal ele muda a promessa para cantar a música do RUCA no final, ao que alguém comenta que as crianças não teriam ouvido já que já estariam de orelhas tapadas)

NM – Pronto, agora que já taparam as orelhas vou falar para os adultos.

R – Ainda estou a a ouvir querido!

E o NM continua então a história da senhora que tomava esteróides e das estranhezas de natureza sexual que lhe íam acontecendo, utilizando palavreado técnico sobre várias partes da natureza humana mais ou menos puribundas. 

Nesta fase, a R que nunca chegou a tapar as orelhas não perguntou nem disse mais nada, talvez dada a estranheza  e o desconhecimento do palavreado até que quando ouviu o já habitué da Rádio Comercial “ENOOOOORMES SEIIIIIOS”, e apesar de já ter ouvido por diversas vezes na mesma rádio, lá disse: “O que são os ENOOOOORMES SEIIIOS” que não me lembro!?”

Bem, dei comigo a pensar…..de tudo o que ouviu era o mais fácil de explicar, de facto!

E pronto lá terminou animadamente a cantar, o NM não a R, “eu sou um rapazinho embora pequenino….sou o RUCA”….

Haja alegria e sorrisos logo pela manhã!

Notas Importantes:
1 - Não usamos a palavra “querido” em casa! Não sei onde foi buscar!
2 – NM (via rádio) – Nuno Markl
3 - O texto referente ao que disse o NM poderá estar ligeiramente alterado que eram menos de 9 da manhã e eu ainda não tinha tomado café e chovia muito!
4 - R – a minha menina mais nova (7 anos) que viajava no banco de trás, onde o som também chega.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Tempinho





Não, não é sobre meteorologia....


Na onda do MFU (momento filha única), ocorreu-me que não devo ser a única a precisar de momentos únicos mas daqueles assim ….sozinha!

Há dias em que o Mundo parece que me vai cair em cima, e só anseio por minutos a sós comigo …..para um chá, para ligar a TV e nem sequer ver, para aboborar em frente ao sofá, para um livro, para uma esplanada com amigos, para praia sem baldes e pás, para não pensar em jantar, para dormir, para banhos….para suspirar e respirar!

Podia haver um Time Out para mães. Aquele momento em que nos obrigavam a sentar e ficar fora da cena principal, mas de preferência sem assistir a nada. 

Culpa?! Sim, claro! 

Preciso?! Sim, claro! 

Faço muitas vezes?! Não, claro!

Principalmente quando se ouvem vozes pequeninas que já perceberam que a mãe precisa de espaço antes que lhe dê qualquer coisa:  “Vais ter um tempinho para ti, não é?”

Acho que aqui também as mães me entendem e estão comigo nesta do “tempinho”.
 



Por outro lado se fico em casa no modo “Home Alone”, momentos pelos quais costumo suspirar, dou comigo estranhamente e apenas aparentemente sem nada para fazer….e a casa fica misteriosamente silenciosa e só me lembro da música "It´s oh so quiet"

Julgo que faz tudo parte deste nosso estatuto de mães super mulheres e espero que as minhas meninas não me levem a mal! Talvez elas precisem de um Time out da mãe!









quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Pérolas da maternidade que só as mães entendem! - Partes I e II


Parte II


Ainda bem que a casa não é maior, ou que não vivemos num palacete...
Às vezes o tom com que as minhas filhas me chamam, aquele que só falta fazer eco, faz crer que não me encontram em lado nenhum da casa.
Julgam talvez que terei desaparecido do País como que para parte incerta e suspeitam que eu chegue a voltar, tal é o espanto e admiração por não me encontrarem.
“ Mãe, onde estás!”, com aquele ar não tens idade para desaparecer assim sozinha sem aviso prévio!
E eu que nem me tinha escondido de propósito (ainda!)....

Mas às vezes no nosso T3 lá consigo fazer com que me percam o rasto. Mas não sei como, juro!!! Coisa rara, mesmo!

Julgo mesmo que por vezes devem pensar que eu me devo estar a divertir sozinha em algum lado e que isso não poderia nunca acontecer sem elas!



Nesta coleção tinha publicado na minha página facebook, o seguinte e que seria então
 "Pérolas da maternidade que só as mães entendem" Parte I, e que corresponde ao que acontece quando eu  digo o que vou fazer (mas porquê?!?!?!?!?), e não andam perdidas à minha procura...


(aqui fica para quem perdeu a publicação)


Parte I



Eu: Vou tomar banho.
Filha: Mãe vou contigo para a casa de banho!
Eu: Fazer o quê?
Filha: Conversar!
Eu: Mas eu vou estar a tomar banho por isso depois não ouço (Nota: olha a mãe a ver se cola!)
Filha: Não faz mal, eu converso se ouvires melhor se não ouvires fico só a falar!
(Filha neste caso a mais nova)





terça-feira, 22 de outubro de 2013

Mudam-se os tempos.....


Uma ida ao dentista já não é coisa de meter medo a miúdos e muito menos a miúdas de 7 anos!

Chega até ser motivo de entusiasmo como qualquer outro programa.

Para começar foi motivo para faltar a uma AEC (AEL – atividade lúdico expressiva), o que significa sair da escola com a mãe 1 horita mais cedo!

Estranho é a alegria com que a ouço dizer aos amigos e outros que se lhe cruzem no caminho “Vou ao dentista!” e claro, recebe alguns olhares de lado como que a duvidar do tal entusiasmo. Estes adultos são loucos!

Entre aspiradores, brocas, seringas e outros sons e objetos que arrepiam, manteve-se impávida e serena estranhando até a bravura que lhe íam elogiando!

Resultado:
Cárie abatida!
Prémio: 1 bola saltitona

O pior é que agora, finda esta experiência nada traumática e quase equiparável a uma tarde de circo, quando digo vai lavar os dentes e ela não está para aí virada, cai por terra o meu argumento sobre as futuras idas ao dentista…..é que ela gostou e agora quer voltar a ir!

Acho que nem entendeu porque lhe diziam que se estava a portar muito bem!


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

MFU - Momento filha única





Não institui. Aconteceu.


Descobri que já o fazia quando vi esta sigla (DFU) algures por aí em algum recanto de leitura daqueles que nós mães encontramos nao sei como, mas não me lembro onde, confesso. 

Nunca a tinha visto e pareceu-me logo algo tipo DIU, o que desde logo me despertou alguma curiosidade, ou estranheza, nem sei bem.


Mas estava de longe relacionado com DIU´s ou seus semelhantes. 
O DFU é o Dia do Filho Único, no meu caso dA filhA.


O nosso DFU chegou então por acaso, talvez por uma necessidade de parte a parte.


A chegada de uma irmã mais nova teve uma grande aceitação, por parte da que em 9 meses se foi transformando na irmã mais velha, mas essa transformação acarreta logo algo de muita responsabilidade aliada ao título “irmã mais velha”….e aos 3,5 anos ainda se quer muito mimo e é preciso!

Começamos nós por mimá-la a ela com DFU´s. 
Melhores que qualquer presente, em passeios e viagens a 3, como era antes, ou talvez melhores!


Depois ela própria tem algumas saudades de ser filha única, e então, talvez em vez de DFU´s criamos os nossos MFU´s, já que dias inteiros é difícil! Os nossos “Momentos de Filha Única”.

Já passaram 7 anos e meio desde que a irmã nasceu, mas volta e meia lá vem um MFU e sabe tão bem!

Pode ser um cinema, um lanche, uma página de um livro à noite, massagens para adormecer….um momento em que a mãe seja exclusiva! (Ou o pai, ou os dois!)


É o nosso mundo à parte, a nossa escapadela…e tantas vezes 5 minutos de filha única bastam para apaziguar estados de espírito mais alterados.


A mais nova não precisa ainda de MFU´s, talvez porque a irmã sempre cá esteve e tudo parece ter mais piada com ela. 


A exclusividade …..para o colo, para o mimo, para ouvir, para ser paciente, para não dizer “espera”, para não dizer "fala uma de cada vez"!

A exclusividade …..só para estar!


E essa, precisa ela e eu!

Este foi o último MFU. Uma escapadela à praia em pleno dia de escola.