03.09.2017
Tenho a sorte do pai da casa ser aventureiro e de se desenrascar bem por esse Mundo fora, mas desta vez até escolta policial tivemos!
Ao que parece o Rei de Marrocos vinha da
zona de praia, onde tem uma casa de férias, para Tanger. Nós seguíamos
exatamente em sentido contrário. Começamos então a perceber a
razão de tantas bandeiras, de um polícia a cada 100m de cada lado da estrada e de um helicóptero a sobrevoar.
Mais seguro não podia ser! E ainda vimos a comitiva real passar por nós. Grande entrada no País!
A certa altura, a mais nova ainda decidiu contar quantas bandeiras eram...mas já ía em algumas centenas!
Bom, e o que dizer sobre a condução em Marrocos?
Polícia em todas as rotundas. Talvez nunca se saiba quando alguém aparece a fazê-las ao contrário... Obras por vezes mal assinaladas e apesar do trânsito ser condicionado, circula-se na mesma...
De resto, tudo normal!
Ao chegar à zona de praia, as avenidas são de facto imponentes. Relvados muito bem tratados, candeeiros em exagero! Tudo bonito e arranjadinho! Ficamos mesmo surpreendidos! Nota-se que é uma zona balnear onde os próprios marroquinos vão de férias.
Chegamos ao Hotel, sem nunca nos perdermos. As estradas estão bem sinalizadas. Não há como enganar. Fomos recebidos com uma toalha de rosto humedecida e uma taça de sumo para refrescar.
Assim à primeira impressão já estávamos rendidos!
Yasmina para 3 noites! Vamos a isto!
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Acordar em Tanger
3.09.2017
O primeiro impacto das miúdas com as diferenças que Marrocos iria trazer foi logo no aeroporto.
O condutor do transfer apareceu vestido com trajes marroquinos.
Marrocos tem disto. Fica muito perto e é tão diferente de tudo o que estamos habituados. Hábitos, religião, cultura, gastronomia, tudo a 1h30 de voo desde Lisboa.
A vista da manhã trazia uma marginal como qualquer outra. Não fosse a bandeira hasteada no passeio e o facto de ter acordado às 5 da manhã com o chamamento para as orações, poderia dizer que estávamos no Algarve. É só mais um bocadinho a Sul.
Era feriado. Não sabíamos. Demos com uma Medina vazia, o que não deixa de ser mais estranho ainda para quem conhece a agitação destas ruelas. Estava quase tudo fechado.
Tanger não é particularmente cativante. Fora da Medina é uma cidade com grandes influências Europeias devido à proximidade com a costa sul de Portugal e Espanha. Ainda assim deu para perceber grandes diferenças culturais, que ainda estranhamos: Cafés onde apenas os homens se sentam nas mesas; as roupas que usam; as babuches; algumas mulheres de cara tapada; os cheiros; os gatos...
Absorvemos Tanger até pegar no carro alugado.
O vocabulário das miúdas ficou mais rico só numa manhã: Medina; Mesquita; Tagine; Babuche!
A próxima paragem era um Marrocos de praia menos falado, Cabo Negro, para "sopas e descanso".
O primeiro impacto das miúdas com as diferenças que Marrocos iria trazer foi logo no aeroporto.
O condutor do transfer apareceu vestido com trajes marroquinos.
Marrocos tem disto. Fica muito perto e é tão diferente de tudo o que estamos habituados. Hábitos, religião, cultura, gastronomia, tudo a 1h30 de voo desde Lisboa.
A vista da manhã trazia uma marginal como qualquer outra. Não fosse a bandeira hasteada no passeio e o facto de ter acordado às 5 da manhã com o chamamento para as orações, poderia dizer que estávamos no Algarve. É só mais um bocadinho a Sul.
Era feriado. Não sabíamos. Demos com uma Medina vazia, o que não deixa de ser mais estranho ainda para quem conhece a agitação destas ruelas. Estava quase tudo fechado.
Tanger não é particularmente cativante. Fora da Medina é uma cidade com grandes influências Europeias devido à proximidade com a costa sul de Portugal e Espanha. Ainda assim deu para perceber grandes diferenças culturais, que ainda estranhamos: Cafés onde apenas os homens se sentam nas mesas; as roupas que usam; as babuches; algumas mulheres de cara tapada; os cheiros; os gatos...
Absorvemos Tanger até pegar no carro alugado.
O vocabulário das miúdas ficou mais rico só numa manhã: Medina; Mesquita; Tagine; Babuche!
A próxima paragem era um Marrocos de praia menos falado, Cabo Negro, para "sopas e descanso".
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terça-feira, 23 de janeiro de 2018
Blue Pearl num post it
Blue Pearl
Em 2014, escrevi num post it um nome dum sítio onde gostaria de ir um dia. Difícil de pronunciar, achava eu naquela altura. Juntei o nome dum hotel, onde alguém tinha ficado e que recomendava como ponto de partida para o tal sítio.
Eu acredito que o Universo congemina a nosso favor nestas coisas. Escrevi sem intenção, mas um dia podia fazer jeito. Talvez tenha escrito com querer. Um querer de quem sabe que é só uma questão de tempo. E sem saber como nem porquê, 3 anos depois do tal post it , imagens desta cidade foram aparecendo cada vez mais sem que eu as procurasse.
Acho que o Universo esteve só à espera que eu soubesse como lhe dizer o nome. Costumava dizer que um dia havia de ir a Chef quaquer coisa, que era uma cidade azul em Marrocos. Não sabia muito mais sobre ela, nem ao certo a localização. Em 2017 o nome ficou gravado e não me esqueci mais.
Chefchaouen, conhecida como a Blue Pearl de Marrocos. Fui lendo e aguçando o apetite.
Por esta altura não me lembrava mais do tal post it...
Em Agosto ainda não sabíamos onde seriam as férias de família. Quando dei por mim estava a pesquisar uma estadia num hotel no norte de Marrocos, para os primeiros dias de Setembro. O nome não me era nada estranho. Juntei umas simulações de voos, preços de estadia e fiz um pack para uma semana marroquina, levando as miúdas connosco. Depois de ponderar que o clima em Agosto na zona norte é mais ameno, mais o facto de ter estado em Marrocos duas vezes e não ter sentido qualquer insegurança e de verificar a possibilidade de andar de carro por nossa conta, comecei a interiorizar que seria possível. E, claro tinha outro fã de Marrocos lá por casa!
Faltava só tirar passaportes!
Quase com tudo marcado encontrei o post it. Aliás, foi por o ter encontrado que me lembrei que ele algum dia existiu!
Pequenino e amarfanhado num porta moedas que deixei de usar. Dizia assim:
Chefchaouen
Yasmina
Yasmina era o nome do Hotel reservado para 3 noites. O tal que serviria para ponto de partida para a cidade azul. Naquele momento tive a certeza que aquela era a viagem a fazer.
Eu sei que são coisas minhas, mas sempre que viajei para um destino houve algo que "me disse" é agora a altura certa!
Ah, e claro, quanto ao post it, não o voltei a ver... Já tinha cumprido o seu objetivo!
E pronto, foi assim que com duas miúdas de 11 e 14 anos, voámos para Tanger para dar início a uns dias Marroquinos.
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