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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

33-52 Mergulhos


Mergulhos
Brincadeiras.
Contar o tempo que se aguenta debaixo de água.
Falar. Tentar adivinhar as palavras.
Caretas.
 Ver com óculos de mergulho.
Não tapar o nariz.
Piruetas.
Coisas simples de dias sem grandes planos.


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

31-52 Surpresa

Todos os dias passo por esta janela.
Há vários anos.
Quase sempre à mesma hora.
Com mais ou menos sombras.
Com mais ou menos luz.
Com mais ou menos pó.

Não é bem uma janela. 
Janelas abrem. Esta não.
Todos os dias reparo nela.
Sempre de passagem.
Neste dia havia mais que as habituais sombras.
Uma pequena surpresa.
Do lado de dentro.
Não resisti.
Era o momento de a guardar para sempre.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

30-52 O meu mundo


Pensei em tantos títulos para esta imagem.
Reduz-se tudo a isto:
O meu mundo.

Elas
Nós
Mar
Pôr do sol
Apreciar coisas simples

 É o meu qb.



segunda-feira, 4 de agosto de 2014

29-52 Imaginar


A ginástica anda por todo o lado.
Passo a vida a dizer, "olha que cais", "não corras", "ainda torces um pé"....assim na onda de mãe chata.
Acho que vou desistir...
Já não há nada a fazer.
Ela corre, salta, faz rodas, pinos no sofá.

Qualquer barra de ferro se transforma numa trave de ginástica artística!
Não dá para piruetas e coisas complicadas mas dá para brincar

E ainda fez saída em carpa (linguagem de ginástica)...eu é que não fui rápida a fotografar (telemoveis!)

É só imaginar!


28-52 - Experimentar


Andava há algum tempo para incluir a Pintura nas atividades de férias escolares.
Ainda não se tinha proporcionado.
Foi este ano.

Todas as tardes de uma semana.
Tintas, pincéis e telas não eram novidade.
Mas experimentar a sério é outra coisa!
Deslumbrou-se com as técnicas. Saboreou o sossego. Gostou de "estar a sós com os seus pensamentos".

Ficou fã. Repetiu na semana seguinte.
Em Setembro leva a irmã.

Balanço de 10 tardes: 3 telas!
Daqui a nada não temos paredes!


quarta-feira, 30 de julho de 2014

27-52 - Sunshine

Não haverá nada mais importante para uma mãe do que ver um filho feliz!
De brilhozinho nos olhos, de sorriso sincero, de coração cheio.
E tantas, mas tantas vezes essa felicidade não está nas nossas mãos.
Pudessemos nós mover mundos e fundos...
Pudesse essa felicidade depender de nós...
Às vezes resta ser o ombro do consolo, o colo para as lágrimas das desilusões.
Faz tudo parte do crescer.
Já houve dias assim.
 
Se tiver que escolher, prefiro os dias com abraços apertados que transbordam felicidade.
Os saltos de alegria.
Esta semana foi importante.
A I teve boas notícias.
Merecidas.
Alcançou o que queria.
Acima de tudo percebeu que nem sempre basta querer.
Não basta sonhar.
Há trabalho; esforço; dedicação.
Há tentar e não desitir.
Há ultrapassar medos. 
Há acreditar que é capaz!
Há adquirir confiança...principalmente nela própia. 

Se por vezes há circunstâncias que nem sempre se ultrapassam também há momentos em que tudo se conjuga.
Pode ser difícil, mas nem sempre é impossível.
Há dias assim, em que a vida nos brinda e surpreende. Ou apenas nos retribui o esforço.
Dias em que o sol brilha mais.
Ficou feliz!

Podem ser ou parecer pequenas coisas, mas se para elas são importantes, para mim passam a ser  enormes!
E afinal, são as alegrias somadas, as conquistas, os sucessos e o reconhecimento que nos arrancam sorrisos sinceros.

Eu fiquei feliz por ela.
De coração cheio por ver a R feliz pela irmã.
 " Parabéns mana! Hoje foi um dia feliz!"
E sei que foi do mais sincero que há.

E que o sol lhes brilhe sempre.
E acima de tudo que lutem por esse brilho.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

26-52 - Fresh Herbs

Adorava ter um quintal.
Um recanto.
Uma sombra. Calma. Aromática. Fresca.
Teria um alpendre acolhedor, uma cadeira de baloiço, alfazema e verdes.
Serviria para dias quentes, fins de tarde preguiçosos e noites suaves.

Poderia estar só.
Poderia estar acompanhada. 
Poderia estar rodeada de amigos e petiscos, em torno de uma mesa de madeira. Noites de amena cavaqueira.
Poderia estar com as minhas meninas. Pintar. Jogar. Sempre a tal mesa de madeira.

Plantaria ervas aromáticas. Frescas.
Talvez framboesas e morangos.
Faria compotas, tartes e jantares de verão prolongados.

Falta-me o quintal, o alpendre, a mesa de madeira lá fora, a alfazema e a cadeira de baloiço.
Tenho uma porta-janela.
Tenho mangericão; cebolinho; hortelã; tomilho limão (este já teve melhores dias).
Basta-me abrir a porta. Não é o mesmo.
Mas o cheiro do mangericão e da hortelã, levam-me com eles.

A I disse há dias:
"É tão giro abrir a janela e ir assim cortar e usar logo estas ervas!"

Também acho.
É um bocadinho do tal recanto.
Algo fresco. Aromático. Verde.

Uma destas tardes de verão, vou expandir a plantação para a varanda, agora que as pombas a deixaram um bocadinho em paz.

Quem sabe framboesas e morangos?
Talvez uma mesa de madeira... e alfazema.

terça-feira, 24 de junho de 2014

25-52 - Brincar na rua


Brincar na rua.
Nas traseiras de casa.

Em fins de tarde de Verão juntam-se vizinhas em brincadeiras de rua.
Ensaiam danças.
Inventam coreografias.
Pintam o chão com giz.
Estendem mantas e brincam às escolas.
Saltam à corda.
Jogam à bola.
Andam de bicicleta.
Jogam às escondidas...

Coisas simples.

A diferença, para o nosso tempo, é que não havia adultos de plantão. 
Brincávamos na rua sem ninguém a vigiar.
Corríamos riscos.
Ninguém nos conseguia contactar para saber onde estávamos.
Não havia muitas recomendações...

Agora este Brincar na rua é mais difícil....
Quer pelas próprias ruas, mais movimentadas.
Quer pelos poucos quintais, pelas poucas traseiras, pelo menor número de crianças e porque tantas vezes nem se conhecem bem os vizinhos...
Se para nós ir à mercearia da esquina era normal, agora parece quase uma aventura!
A sociedade mudou e com ela mudamos nós e nós mudamos as crianças.
Os pais foram ficando de plantão, à espreita, de olhar cada vez mais atento.

Abrir a mão e deixá-las ir....
 É preciso uma dose de coragem.

Estar por conta delas.
Usar a cabeça.
Medir riscos.
Ponderar consequências.
Ganhar confiança. Elas e nós.
Nada simples.

Eu deixo. 
Há mais recomendações.
Fica o meu coração de plantão...
Fica o meu ouvido tísico, atento a um "Mamaaaaã!"
Podia ser mais simples...
Afinal, é brincar na rua.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

24-52 - Mimos




E se alguém um dia te fizer o almoço.... isso é?

Uma filha linda!

Receber uma mensagem a meio da manhã a dizer:
"Mãe queres que faça o almoço? Vá lá, vá lá, deixa-me fazer o almoço!"

Bem, dito assim tinha que deixar!
Não sou assim tão intransigente....lá vou dizendo que sim a alguns pedidos das minhas filhas em tom implorativo!
(Fico depois a pensar nos perigos do fogão, da água a ferver, das facas....ou não fosse eu... mãe! Quase me arrependo do meu sim...mas afinal uma mini chef tem que praticar para não desmotivar...)

Chegar a casa após uma manhã de trabalho, e ter uma Carbonara a fumegar pronta a empratar e comer....
Só sentar.

Filha I, podes fazer o almoço e/ou o jantar sempre que quiseres, ok?
Vais-me estragar com mimos!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

23-52 - "Descobrir a brincar"


A R chegou a casa com um kit.
Pronta a arregaçar as mangas a qualquer momento e desatar a trabalhar!
O problema é que o timing dela não corresponde inteiramente ao nosso.

O kit ciência do Jardim Botânico, para descobrir tudo sobre o mundo das plantas parece-me perfeito!

Mas não às 22h30, mesmo antes de ir dormir, nem mesmo à hora de jantar....
Tivemos várias vezes que dizer "Agora não". Para despachar não valia a pena.
A ciência exige tempo, concentração, disponibilidade, paciência....não combina com pressas!
Tinha que ser quando houvesse mais um bocadinho livre, talvez no fim de semana....
Mas os fins de semana foram de preparação para provas dos mais diversos tipos, pelo que o kit ía esperando....e a R também.

Lá chegou uma manhã de fim de semana livre!
Arranjar espaço - mesa da cozinha, serve!
Preparação do material - aqui bastante facilitado, já que vem tudo no kit menos a água.
Seguir o procedimento direitinho - afinal sou de ciências, ossos do ofício.

Tudo à cientista, como manda o figurino!
E como que em jeito de compensação pelo tempo de espera fizemos 3 experiências!
Apontamos num bloquinho quando e como era preciso ir ver resultados, regar, vigiar, etc

Temos 3 experiências em curso.
Estamos prestes a tirar as primeiras conclusões.

Um kit perfeito para descobrir enquanto brincam, para pensarem, para aprenderem a esperar, para criar momentos de família, para ter o quarto enfeitado com molas de roupa, sementes à janela, e vasos pequenos a decorar o parapeito.

Como qualquer cientista preocupado com o desenrolar das suas experiências, a R colou logo um aviso na janela para que se visse bem "Não mexer!".

Agora esperam-nos mais algumas até ganhar o autocolante "Eu sei semear"!



quarta-feira, 4 de junho de 2014

22-52 - "Rapa, Tira, Deixa e Põe"

O "Jogo do Rapa" faz parte da minha infância.

Horas a jogar debaixo de uma ramada na Régua.
Calor, sombra, tardes simples de verão. Ou talvez tenha sido só uma tarde, mas ficou registada.
Um simples pião de 4 faces com as letras R, T, D, P.

Num dos intervalos desta brincadeira, abri a torneira de um pipo para encher um jarro de vinho para os crescidos, e deixa-a aberta. Tinha meia dúzia de anos, talvez mais 2 ou 3....Tive vergonha de avisar alguém....quando deram conta já saía vinho da adega por um carreirinho....

Não recordo nomes, nem caras, sei que a casa era de um casal idoso, familiares de amigos dos meus pais. Lembro-me de gostar de lá ir, apesar das viagens até lá serem um suplício....nunca o meu estômago se deu bem com as curvas e contra curvas do nosso Douro vinhateiro.

Salta-me o verde à memória, o fresco da sombra, o sossego das tardes, as horas entretida num jogo a feijões, ou a azeitonas secas...

Há 2 anos vi os piões do jogo na feira de artesanato. Comprei logo um. Já não me lembrava o que queria dizer o "D". Ainda assim contei às meninas como se jogava. Não tinhamos era feijões. Entretanto perdi-lhe o rasto.

Este ano, passei pela Régua. Não resisti a entrar. Não reconheci nada. Mas também sei que a casa não era ali no centro. Numa rotunda vi uma senhora de mão estendida a segurar uns saquinhos que me pareceram logo familiares.....gritei "Rebuçados da Régua", e mesmo perante o olhar espantado das minhas meninas, dei a volta à rotunda e lá fui.
1 euro, 8 rebuçados, embrulhados em papel, tal e qual como me lembrava deles.

No Dia da Criança, o último da feira de artesanato deste ano, uma barraquinha de brinquedos antigos trouxe-me outra vez o "Jogo do Rapa". Desta vez perguntei para que serve o "D".

Surpreenderam-me algumas das perguntas das minhas meninas sobre os mais variados brinquedos de madeira que lá estavam....

Como funciona?; Onde se liga?; Então e o que é que faz?

Talvez façam falta jogos simples destes.
Sem botões. Sem pilhas. Sem som. Que não fazem nada sozinhos. Que reunem. Que trazem 4 linhas de instruções. Que dão para uma tarde inteira, ou melhor, que davam para uma tarde inteira.....Dá-me a ideia que após 3 ou 4 jogadas diriam "É só isto que se faz?!....

Ainda assim vou comprar feijões!


sábado, 31 de maio de 2014

21-52 - Prometes?



Podes ficar assim que não me importo,
Agarrada às minhas pernas,
Atrás de mim como se fosses minha sombra,
Como se os abraços te dessem vida,
Pendurada ao meu pescoço,
Enroscada em mimos,

Com esse sorriso,
Com esse brilho nos olhos,
Com esse ar de marota,

Refilona, exigente, decidida, senhora do seu nariz!
Doce, alegre e amiga de bichos carpinteiros!

Prometes??
Prometes que ficas por aí para sempre?

Meu porto de abrigo.
Adoro-te até ao mundo das galochas!




quinta-feira, 22 de maio de 2014

20-52 - Sinais de Verão

A semana foi de verão.
Foi uma semana intensa. Cheia de trabalho. De estudo. De treinos extra. De prova de ginástica.
Semana de nervos à flor da pele.

Não aproveitamos o calor. Oportunidades de passeio. Praia.
Ainda assim teve cheiro de verão.
Uma festa nos arredores da cidade para a R trouxe-me ares do campo, ares das planícies alentejanas.

Sinais de verão. Janela do carro aberta. Manga curta.
Faltou a brisa do mar.
Mas tivemos outras cores e cheiros de verão.



quarta-feira, 14 de maio de 2014

19-52 - Febres


Parece que estão na berra.
A febre também chegou cá a casa!
E sim, até o pai tem uma! Mas consegui escapar ao cor-de rosa!

E com uns simples elásticos coloridos lá fazem ponto inglês (sim aquele das camisolas!), pulseiras simples, quadradas e por aí fora!
Confesso que já tinha visto cá em casa estes mini elásticos, oferecidos pela tia, e na minha santa ignorância de mãe achava que eram anéis...
Depois percebi que não lhes mexiam porque tinham perdido as peças para o encaixe e finalização das obras de arte.
Sendo que instalada a febre por aí, lhes voltaram a pegar e afinal mãe (sim, às vezes falo comigo neste tom) não eram anéis!
Pronto, fomos comprar mais umas cores e as tais peças, e umas agulhas especiais. Ainda assim a R chega a ficar com as pontas dos dedos roxos!
Sugeri uma caixa com diversas divisórias para arrumação, antes que visse a minha vasta coleção de tupperwares espalhada pelos quartos.

Sei também que como qualquer febre com origem vírica (de origem escolar), e tendo assistido a várias, tem um contágio inicial alargado, é mais intensa e sem grandes intervalos nos primeiros dias, vai-se tornando mais espaçada, e dura uns 5 dias no máximo. Talvez haja depois umas recidivas, mas nunca com a mesma intensidade. A febre acabará por passar sem deixar marcas, nem nos dedos!

Esta parece-me, no entanto, ser um fenómeno à escala mundial, já que uma amiga que vive na Austrália publicou uma foto destas em março!
Efeitos da globalização e deste mundo pequenino onde tudo chega a todo o lado tão depressa.
Talvez por esta razão seja uma febre mais duradoura....

Tomara eu chegar à Austrália assim com a mesma facilidade!


18-52 - Concerto!

São ginastas as duas.
Cá por casa duvido que os sofás resistam muito tempo assim como as molas dos colchões....

É um mundo sem fim de pinos, aranhas, rodas, espargatas e outras que tais deste mundo gímnico, isto no que respeita à acrobática e depois passamos à parte dos trampolins, e respetivo conjunto de exercícios como carpas, ventrais e outros para os quais a elasticidade das molas do colchão não chega.

Mas desta vez os saltos foram por outro motivo.

As duas entretidas, sem se chatearem, é sempre de desconfiar.....
Nada melhor que vídeos de concertos, a cama da mãe a fazer de Meo Arena e curtir um concerto a cantar e aos saltos, como em qualquer Rock in Rio!
Ainda por cima nem fizeram segredo disso.....neste caso não era um silêncio suspeito, era mesmo uma algazarra.
"Mãe anda tirar a foto da semana 18!", diz a I.
É que nem que eu estivesse a ponderar escolher outro momento, ou Coisa simples, para o Desafio 2014, fiquei logo sem hipóteses!
E assim foi!
Há lá mais simples que isto?!
E para a semana 18 do ano sai um concerto!


Notas adicionais ao jeito de Dúvidas existenciais:

- Como mãe fotógrafa não podia deixar passar esta oportunidade, ainda que a imagem em si não tenha grande qualidade, e fui solicitando mais saltos até conseguir apanhar algum! (xiu!)

- Como mãe responsável deveria ter dito "Meninas parem lá com isso que estragam a cama da mãe ou ainda se magoam!", bem talvez a parte do "Magoam" antes da parte "estragam a cama"....

- Como mãe que na verdade sou, juntei a mãe fotógrafa à mãe responsável e tirei primeiro a foto (várias tentativas), e então a seguir disse que era melhor parar para ir dormir....ao que ouvi de imediato "Oh mãe, se estamos chateadas uma com a outra é porque estamos chateadas, se estamos divertidas e entretidas temos que parar.....assim não entendo!" . Pois nem eu meninas! (pensei)

- Neste tempo pensava no único com cromossoma y cá em casa, talvez portador de alguma razão e bom senso para estes casos relacionados com a conservação do mobiliário da casa ...
"Ele não vai achar boa ideia a isto! Ainda sai raspanete para as três!"
(Ele ainda não viu esta foto, pode ser que lhe escape.....)

- Por último, as meias da I não estão sujas, são mesmo cinzentas!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

17-52 Alegria em estado puro

Foram andando à minha frente meia dúzia de metros.
Fora dos trilhos marcados.
Despertou-lhes a atenção o que parecia ser um bosque, de onde íam saltar fadas e duendes a qualquer momento.
Segui-as, mas a passo (sim, porque a mãe é que carrega os casacos, a carteira, a garrafa de água).

Então ouço "Mãe mãe anda cá!"
Será que viram mesmo um duende!? Ou o buraco por onde caiu a alice do país das maravilhas?

Dou com elas descalças. Uma clareira enorme. A correr por um campo de golfe que lhes deu ares de praticável de ginástica. Riam alto. Alegria em estado puro.
Vi de longe aquela cumplicidade que imagino exista entre os irmãos.


E o que me apetecia?!
Descalçar e correr também!

Sei que se o fizesse aparecia logo alguém num carrinho de golf com ar recriminador não para as meninas mas para mim....

Eu bem queria não deixar morrer a criança interior que há em mim, mas depois vem o lado adulto ao de cima!
Espera-se dos adultos que sejam eles os que se portam bem.
Que tomem conta das crianças.
Que as travem.
Que não as deixem fazer disparates.
Que não as deixem falar alto.
Que lhes digam o que é um comportamento correto.
Somos nós os adultos pais e mães que recebem aqueles olhares de soslaio de pessoas que já se esqueceram o que é ter filhos...

Depressa lhes descobri as meias molhadas.
Pelo menos não dei comigo a dizer
"Não vais para aí que te sujas; Olha que molhas as meias!"

Fui olhando para os lados para ver se não vinha ninguém.
Nessa altura talvez tivesse que fazer cara de má mantendo-me no papel de mãe bem comportada.
(E tivesse que esconder a máquina fotográfica!)

Claro que a seguir vem a parte pior.
Meias molhadas, implica calçar sapatilhas sem meias, implica bolhas, implica colo, implica desconforto.

E se eu fosse uma mãe das que não teria deixado descalçar, muito menos correr num campo relvado fofinho ensopado, talvez tivesse sido um passeio aprazível num cenário idílico inundado de silêncio.

Tornou-se difícil manter a (minha) paz interior equiparável ao local que pela sua natureza siginifica tranquilidade.

Tenho crianças com bichos carpinteiros.
Sem medo de se descalçarem.
Que sabem que há sempre solução para um par de meias molhadas.

Espero que seja isso que lhes inunde as memórias.




terça-feira, 22 de abril de 2014

16-52 - Grandes conquistas

A alegria das coisas simples.
As conquistas que, parecendo pequenas, têm tanto de grande.
A felicidade estampada no rosto!

Há imagens que falam por si. Contam histórias. Trazem sorrisos.
Esta, para mim, é uma delas!
E é por estas e por outras destas imagens que este desafio vale a pena!

Momentos que talvez ficassem guardados apenas na memória.
E este "separar pela primeira vez a gema da clara" vai arrancar (ainda mais) sorrisos daqui a uns tempos.....eu sei que vai!

E esta foi a primeira gema de oito de um Pão de Ló, do qual nada sobrou para contar a história.

Páscoa não se faz sem Pão de Ló, e já que não havia o de lá, da minha terra, fizemos dois de Ló.
Marcharam à velocidade da luz!
A R afinou a técnica com 16 gemas separadas!



quinta-feira, 17 de abril de 2014

15-52 - Raros Momentos


Pode parecer simples.
Dois copos de tinto a acompanhar um belo de um caril.

Mas é na verdade raro.
Raro.
Estranho.
Não o caril, mas o conjunto.

De tão raro e estranho, as meninas perguntam logo....
Copos tão grandes?!
Vinho?!
Estranham mais o vinho que o caril.

Raros são os momentos em que estando 4 à mesa, conseguimos dizer 3 palavras sem ser interrompidos.
Uma frase inteira então seria caso para estranharmos nós.

2 copos de pé alto retirados ao armário
2 dedos de conversa
2 copos de água
4 à mesa.
Histórias que se atropelam
Histórias que se misturam
Reboliço
Família

Pode parecer calmo.
Pode parecer simples.
Talvez não seja calmo.
Talvez seja afinal simples.





terça-feira, 8 de abril de 2014

14-52 "Cachinhos da Páscoa"

Trazem-me recordações de infância, de férias da Páscoa, de tradicões de aldeia.
Adoro a cor, o perfume, e é para mim o claro anúncio da chegada da primavera, de dias amenos e das primeiras mangas curtas.

Chamava-lhes "Cachinhos da Páscoa".
Sabia que não seria o nome verdadeiro, embora nunca o tivesse questionado.....também há os Brincos de Princesa...por isso, porque não?!
Achava que aquela denominação chegava e era bem atribuída.

Todos os anos apareciam nos muros na casa da minha avó paterna (ou por lá perto).
Todos os anos o meu pai cortava um cachinho e andava com ele no carro até secar.
(Deve ser o único ambientador que o meu nariz aceita, talvez por ser natural)

Soube há muito pouco tempo que têm um nome, mas encontrei-o sem o procurar - Glicínias.

Apesar da Páscoa já não ser como era na minha infância, de certas tradições mudarem ou desaparecerem, estes serão sempre os meus "Cachinhos da Páscoa".

Felizmente a cidade está cheia deles!
Este ano parecem estar em todo o lado!