sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Dá que pensar...
A I não ganhou peso nos primeiros 9 dias de vida.
Até aos 2 anos chorava muito tempo seguido nem ninguém entender o porquê sendo muito difícil fazê-la sair daquele estado. Uma destas vezes veio a vizinha do andar de baixo ver se estava tudo bem.
A fritar croquetes, e enquanto segurava a R ao colo por estar rabugenta (ainda nem andava), salpicou-lhe óleo para a testa. Levei-a às urgências com várias marcas redondas de queimaduras. Felizmente não deixaram cicatriz
Certo dia, a segurar a R no escorrega do parque infantil, fiz-lhe um arranhão na cara com a unha. Ainda hoje tem a marca.
Num espaço de 2 semanas a R deu entrada nas urgências com, 1: golpe na cabeça, resultante de pancada na esquina duma parede da sala depois de ter dado um encontrão ao pai. 2: Lábio aberto por ter batido com a boca num DVD depois de estar a disputá-lo com a irmã.
Esqueci-me de levar a I à segunda dose da vacina do HPV no mês correto. Embora tenha sido eu a telefonar para o Centro de Saúde para me informar sobre o assunto ouvi logo em tom reprovador "A menina tem a vacina em atraso".
Uma vez comeram as duas sopa meia azeda. Só me apercebi depois.
Saí directamente da escola para o Centro de Saúde para um curativo duma ferida no joelho da I. A enfermeira disse-lhe "Também tens aqui uma nódoa negra" e ela respondeu "Acho que é sujo. Já não tomo banho há alguns dias".
A I tinha uma pigmentação escura na dentição de leite. Muita gente pensava que era falta de higiene.
Num internamento da I, aos 4 anos, tive que me impor e dizer que não deixava que lhe retirassem uma sonda que lhe tinham enfiado no nariz a muito custo algumas horas antes e ainda ouvi da enfermeira de serviço da noite" Prefere ver a sua filha a sofrer?".
Não, não preferia....mas sabia o que ela tinha passado para pôr a sonda e os médicos tinham feito ela prometer que não a arrancava de modo a que pudessem tirar-lhe as talas de madeira dos braços. Pedi antes se podiam dar-lhe alguma coisa para as dores e manter a sonda...
Já fui "acusada" de me recusar a fazer o historial clínico da minha filha I, também num episódio de urgência. Aliás o que levou ao internamento...
A minha filha gritava de dores. Tinha tido alta na véspera, altura em que contei tudo. Foi medicada e foram registadas várias informações clínicas. Se havia quem tivesse historial mais completo era o hospital....
Descobri que a R já se punha em pé quando a vi na cadeira da papa muito contente de pé a bater palminhas. Estava sem cinto.
Há momentos em que me salta a tampa, perco a paciência e berro com elas.
Já tive discussões à frente delas.
Quantas vezes as quedas maiores que elas deram foram mesmo debaixo do nosso nariz? Quantas vezes desviámos o olhar 2 segundos e foi quando se magoaram?
Ao analisarmos a vida de cada um de nós ao pormenor, não existirão muitas situações destas?!
Será que aos olhos de outros que não me conhecem seria considerada negligente?
Eu sei que a partir do dia em que nasceram o meu coração passou a bater do lado de fora. Sei que não há amor igual. Sei que não faria nada que as magoasse intencionalmente. Sei que faria tudo ao meu alcance para as proteger. Eu sei. Quem me conhece de perto sabe.
Mas quem visse apenas factos, do lado de fora, saberia?
Ouvi os casos recentes na comunicação social (confesso que não vi a reportagem) sobre como no Reino Unido retiram facilmente as crianças aos pais, e opiniões diversas sobre ser exagerado, revoltante, desumano, ou até compreensível face a factos e evidências, e não estando na posse de informações suficientes para tirar conclusões, como mãe que sou só me dá para pensar...
Cada cenário visto fora dum determinado contexto pode parecer diferente do que é.
Olhando para a lista atrás, sem explicações, só encarando os factos nus e crus, o impacto seria certamente outro.
Em muitos casos haverá uma explicação lógica. Noutros de facto não.
E é neste limiar, que se torna difícil agir...
Cada vez mais acho que cada caso é um caso, e que em todos se deviam considerar pais e crianças, como seres reais num mundo real e não no papel. Ouvir, ver e analisar, antes de tomar medidas drásticas, que venham a ser mais prejudiciais que vantajosas para qualquer das partes.
Deve ser difícil, pode parecer demasiado utópico, mas seria essencial!
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Alturas
Ela andava ansiosa por ter 1m40, altura mínima necessária para fazer os percursos do Skygarden, no Jardim Botânico de Coimbra. Nunca a tinham deixado fazer nem sequer o mais fácil.
Li que está prestes a fechar e nem queria acreditar que a miúda não ía conseguir fazer aquilo. Dava-lhe o fanico.
Ainda lhe faltam uns bons cm para ter a altura exigida, mas na companhia dum adulto ela poderia ir.
(Porque não me disseram isto antes!!!??? Cá para mim era pelo ar franzino da rapariga.)
Foi o delírio!
Aproveitamos o Domingo quentinho e ala. Rumo ao Botânico e às copas das árvores.
A irmã foi a companhia nas alturas, já que tem bem mais que a altura mínima e para ela não era novidade já que até a festa dos 10 anos da I foi no Skygarden e a R andava ansiosa desde essa altura.... já passaram quase 4 anos! A I teve que ter paciência e repetir os percursos que já conhecia e ir esperando pela irmã ou seguir na frente e ajudar na chegada às plataformas das árvores.
A R convenceu os senhores a deixá-la fazer o percurso mais difícil, porque mostrou-se ágil, destemida e desenrascada.
(é para o que lhe interessa, certo?! )
Nas zonas mais aéreas e com menos apoios, precisou de concentração acrescida mas foi ultrapassando cada obstáculo cheia de coragem.
Só não fez o grande slide porque não tem peso suficiente...e quanto a isso nada a fazer...se bem que ela ainda achou que podia levar umas pedras nos bolsos.
Pode ser que o Skygarden não feche.
Até porque ainda não foi desta que experimentei e palpita-me que havia quem quisesse repetir!
Saíram-me umas corajosas estas miúdas!
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Real Life?
Um jogo de tabuleiro que nos leva pelas várias escolhas da vida, ao ritmo da sorte.
Numa fase inicial temos que escolher ir para a Universidade ou ter uma carreira profissional logo de imediato. Na primeira o salário chega mais tarde, na segunda começamos logo a ganhar dinheiro. Em ambos os caminhos podemos escolher a profissão, mas o leque de opções varia conforme a decisão inicial de frequentar ou não o ensino superior.
Chegam as oportunidades de comprar casa, e há que ponderar qual comprar face aos empréstimos contraídos ou ao dinheiro que temos amealhado. Surgem as opções de fazer seguros, de saúde, para a casa, para o carro.
Pelo meio vão entrando despesas extra ....aniversários dos amigos, despesas com a saúde, reparações de avarias, inundações da casa, obras, festas dos filhos...ou vamos tendo recompensas, por reciclar, por ajudar os sem abrigo, por fazer voluntariado....
À medida que se avança no jogo é possível casar, ter filhos, sendo eles gémeos, rapaz ou rapariga, ou adoptar.
Pelo meio o jogo vai oferecendo alternativas, podem-se escolher caminhos mais rápidos, frequentar a escola à noite, investir em negócios, embora se perceba que nem tudo é controlado por nós.
Descobrimos este jogo numa casa de férias alugada a uns ingleses e como tal está em Inglês. Na altura as miúdas tinham uns 6 e 10 anos e depois dumas explicações iniciais e de várias jogadas em família lá íam jogando sozinhas a dominar o inglês, nem que fosse pela repetição das instruções ou com a ajuda das imagens. Achavam piada à semelhança com a vida.
Mais tarde procurei na net e acabei por lhes oferecer o "Life", também em inglês.
Há dias estivemos a jogar.
Ambas escolheram o caminho da Universidade. É engraçado ver que tipo de casa escolhem, a profissão, se dão valor ao ordenado, se escolhem ter seguros ou arriscam, se preferem ter meninas ou meninos. No jogo fui optando por coisas diferentes do que é a minha vida. Fui logo trabalhar, escolhi uma vivenda, decidi ter filhos rapazes.
Quando chegou a minha vez de casar, elas perguntaram-me "E queres casar com um homem ou com uma mulher?"
Rimos.
Mas na verdade a pergunta nem teria surgido se os tempos não fossem outros.
O jogo termina com a idade da reforma a chegar e a entrada num lar, embora se possa escolher qual. Ganha o jogo quem tiver mais dinheiro amealhado, somando o valor das propriedades e descontando os empréstimos e as dívidas.
A I concluiu que assim não tinha piada: Independentemente da vida que escolhemos todos no jogo têm o mesmo fim. E quando chegamos ao fim, o que interessa o que temos?
Real life?!
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Isto foi Lousã.
Dia 5 dum Outubro à Verão. Feriado a meio da semana.
O programa era uma caminhada com Geocashing para que tivesse mais pontos de interesse.
Antes da primeira cache o GPS ficou sem pilhas. Ainda não tínhamos feito 1km sequer.
Se já havia queixas de dores nos pés, comichões, abelhões em voos rasantes e ouriços que picam, a tendência seria para piorar...
As muitas pedras no caminho não ajudavam por aí além.
Houve pausas para refrescar, para acalmar a fome e a sede e só porque sim.
O percurso levou-nos por uma ponte de madeira junto a uma cascata e o piso mais suave pela cama de folhas secas foi diminuindo as variadas queixas.
O jogo simples de ver quem encontra primeiro as marcas que indicam a direção do caminho tornou-se o grande motor que as levou até ao final em largas passadas. Difícil era acompanhá-las!
Não encontramos cache nenhuma mas o balanço foi de umas horas bem passadas depois de quase 10km nas pernas.
Isto foi Lousã. Com sítios novos aqui tão perto.
O programa era uma caminhada com Geocashing para que tivesse mais pontos de interesse.
Antes da primeira cache o GPS ficou sem pilhas. Ainda não tínhamos feito 1km sequer.
Se já havia queixas de dores nos pés, comichões, abelhões em voos rasantes e ouriços que picam, a tendência seria para piorar...
As muitas pedras no caminho não ajudavam por aí além.
Houve pausas para refrescar, para acalmar a fome e a sede e só porque sim.
O percurso levou-nos por uma ponte de madeira junto a uma cascata e o piso mais suave pela cama de folhas secas foi diminuindo as variadas queixas.
O jogo simples de ver quem encontra primeiro as marcas que indicam a direção do caminho tornou-se o grande motor que as levou até ao final em largas passadas. Difícil era acompanhá-las!
Não encontramos cache nenhuma mas o balanço foi de umas horas bem passadas depois de quase 10km nas pernas.
Isto foi Lousã. Com sítios novos aqui tão perto.
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Posso ser eu?
Aos 10 anos ainda é assim:
À porta de casa:
Posso ser eu a abrir a porta?
No MB:
Posso ser eu a tirar o cartão?
Posso ser eu a carregar no botão?
Posso ser eu a tirar o dinheiro?
No Café:
Posso ser eu a pôr o açucar?
Posso ser eu a mexer o café?
Posso ir pagar?
No Supermercado:
Posso ser eu a pesar a fruta?
Posso ser eu a passar as compras?
Posso levar o carrinho?
Por outro lado parece impossível as coisas que se vão mantendo com o passar do tempo e para as quais nunca ouço a pergunta começada por "Posso ser eu...?" e a quantidade de tarefas que vou martelando todos os dias...
Vai pôr os chinelos (sapatilhas, sapatos, botas, sandálias...) no quarto.
Já lavaste os dentes?
Leva o prato (caneca, copo) à cozinha.
Não te esqueças do casaco.
Já arrumaste a mochila para amanhã?
Já tiraste a roupa do saco da ginástica?
(estas mantêm-se aos 13 quase 14)
Isto deve estar relacionado com aquele fenómeno nos bebés de gostarem mais das chaves do carro do que dos brinquedos para aliviar as gengivas....vem do berço!
Ou como quando num restaurante assumimos que elas não gostam duma coisa e pedimos só para nós, para logo a seguir ouvir "Posso provar?". Mas se tivéssemos pedido logo à partida era um filme...
E afinal....é assim que crescem! Nesta constante vontade de copiar, de ser crescido, curioso, seguir exemplos, quebrar regras e de nem sempre apetecer fazer tarefas chatas....como todos nós, os adultos.
R a devorar a sopa de peixe do pai.
À porta de casa:
Posso ser eu a abrir a porta?
No MB:
Posso ser eu a tirar o cartão?
Posso ser eu a carregar no botão?
Posso ser eu a tirar o dinheiro?
No Café:
Posso ser eu a pôr o açucar?
Posso ser eu a mexer o café?
Posso ir pagar?
No Supermercado:
Posso ser eu a pesar a fruta?
Posso ser eu a passar as compras?
Posso levar o carrinho?
Por outro lado parece impossível as coisas que se vão mantendo com o passar do tempo e para as quais nunca ouço a pergunta começada por "Posso ser eu...?" e a quantidade de tarefas que vou martelando todos os dias...
Vai pôr os chinelos (sapatilhas, sapatos, botas, sandálias...) no quarto.
Já lavaste os dentes?
Leva o prato (caneca, copo) à cozinha.
Não te esqueças do casaco.
Já arrumaste a mochila para amanhã?
Já tiraste a roupa do saco da ginástica?
(estas mantêm-se aos 13 quase 14)
Isto deve estar relacionado com aquele fenómeno nos bebés de gostarem mais das chaves do carro do que dos brinquedos para aliviar as gengivas....vem do berço!
Ou como quando num restaurante assumimos que elas não gostam duma coisa e pedimos só para nós, para logo a seguir ouvir "Posso provar?". Mas se tivéssemos pedido logo à partida era um filme...
E afinal....é assim que crescem! Nesta constante vontade de copiar, de ser crescido, curioso, seguir exemplos, quebrar regras e de nem sempre apetecer fazer tarefas chatas....como todos nós, os adultos.
R a devorar a sopa de peixe do pai.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Limpezas de Verão
Há as limpezas da Primavera. E depois há as de Verão.
E é nesta época em que a senhora que cá vem a casa limpar, aproveita a nossa ausência para ir a sítios mais recônditos. Foi este Verão que encontrou uma caixa de Lego Friends e um Monopólio, novinhos a estrear, debaixo da minha cama.
Uma destas tardes (a de encapar livros da escola) decidi dar a caixa de Lego à R para estar menos entediada já que achei que eventualmente a teria visto.
Ela estranhou. Não é todos os dias que se recebe uma caixa de Lego. Muito menos fora de dias especiais. Eu disse-lhe o que tinha acontecido e que também havia um monopólio.
"MÃE, estas eram as prendas que pedimos no Natal e vocês não nos deram!!!!!!!!!!!!!!!"
Pois. Não sei o que se passou...
Terei escondido tão bem e tão antes do Natal que me esqueci delas?
Seria devido ao sítio, já que não costumo escondê-las ali?
Será que achei que já havia muitas prendas e ficavam guardadas para outra ocasião?
Talvez tenha decidido que seriam as prendas que ficariam na nossa árvore para quando chegássemos de casa dos avós...e afinal não ficaram.
O que sei é que mais uns meses e já havia prendas para o Natal 2016!
Mas se calhar assim até tiveram outro sabor.
sábado, 24 de setembro de 2016
Uma viagem especial
Tudo começou em 2009.
Falaram-nos de como era fantástica a Feira medieval de Stª Maria da Feira e fomos ver para crer.
Voltamos em 2010. E por elas íamos todos os anos. Tento sempre ver se consigo encaixar no nosso calendário.
Este ano conseguimos ir num dia de semana.
Pode parecer mais do mesmo, mas é um dos nossos vícios.
Sei que ficará como algo que fazíamos as três juntas.
Sei porque nos lembramos de muitas coisas, desde o tempo em que a R ainda ía de carrinho!
Não é feira de pipocas nem tão pouco algodão doce. Não há chocolate para acompanhar crepes.
Mas há Papas de Sarrabulho; Pernil no pão; água e limonada em copos de barro; Fogacinhas acabadinhas de sair do forno e tudo acompanhado de animação de rua à época.
Nesta Feira que é afinal uma Viagem pela História de Portugal, fazemos quase sempre a mesma coisa.
Experimentam jogos e aventuram-se no Sentir do Guerreiro; Assistimos a representações teatrais em que há sempre uma personagem preferida, mesmo não sendo a principal. Desta vez foi a Brites e a Marinha que encantaram no meio do Bosque.
E há sempre uma ou outra novidade que noutros anos não tínhamos visto.
O recanto marroquino, onde me sentei a beber um chá. A subida às ameias do castelo.
Sobre o aprender sem TPC, como há dias ouvi o Dr. Mário Cordeiro na Rádio Comercial, não há sítio melhor para ouvir e ver História de Portugal. Este ano incidia sobre D. Dinis e o seu reinado.
Numa peça de teatro infantil encaixam com muito humor e linguagem acessível, o Pinhal de Leiria, a Universidade de Coimbra; a família real - ascendência e descendência; os parentescos; o primogénito; as sucessões; conquistas; batalhas; guerras; épocas; dinastias; trajes típicos; expressões; lendas; numeração Romana... Muito mais eficaz que fazer fichas nas férias!
Depois de subir e descer até ao Castelo e do corpo pedir repouso, terminamos na calma dos Banhos de S. Jorge. Já não passamos sem o ritual - lava pés; chá cítrico ou de frutos vermelhos ao som da harpa; penteados medievais e massagens.
Saímos quando a multidão chega, a acompanhar a noite.
Voltamos a casa com a sensação que um dia só nunca chega.
Saciadas e curadas de maleitas.
Até MMXVII para uma viagem especial.
Falaram-nos de como era fantástica a Feira medieval de Stª Maria da Feira e fomos ver para crer.
Voltamos em 2010. E por elas íamos todos os anos. Tento sempre ver se consigo encaixar no nosso calendário.
Este ano conseguimos ir num dia de semana.
Pode parecer mais do mesmo, mas é um dos nossos vícios.
Sei que ficará como algo que fazíamos as três juntas.
Sei porque nos lembramos de muitas coisas, desde o tempo em que a R ainda ía de carrinho!
Não é feira de pipocas nem tão pouco algodão doce. Não há chocolate para acompanhar crepes.
Mas há Papas de Sarrabulho; Pernil no pão; água e limonada em copos de barro; Fogacinhas acabadinhas de sair do forno e tudo acompanhado de animação de rua à época.
Nesta Feira que é afinal uma Viagem pela História de Portugal, fazemos quase sempre a mesma coisa.
Experimentam jogos e aventuram-se no Sentir do Guerreiro; Assistimos a representações teatrais em que há sempre uma personagem preferida, mesmo não sendo a principal. Desta vez foi a Brites e a Marinha que encantaram no meio do Bosque.
E há sempre uma ou outra novidade que noutros anos não tínhamos visto.
O recanto marroquino, onde me sentei a beber um chá. A subida às ameias do castelo.
Sobre o aprender sem TPC, como há dias ouvi o Dr. Mário Cordeiro na Rádio Comercial, não há sítio melhor para ouvir e ver História de Portugal. Este ano incidia sobre D. Dinis e o seu reinado.
Numa peça de teatro infantil encaixam com muito humor e linguagem acessível, o Pinhal de Leiria, a Universidade de Coimbra; a família real - ascendência e descendência; os parentescos; o primogénito; as sucessões; conquistas; batalhas; guerras; épocas; dinastias; trajes típicos; expressões; lendas; numeração Romana... Muito mais eficaz que fazer fichas nas férias!
Depois de subir e descer até ao Castelo e do corpo pedir repouso, terminamos na calma dos Banhos de S. Jorge. Já não passamos sem o ritual - lava pés; chá cítrico ou de frutos vermelhos ao som da harpa; penteados medievais e massagens.
Saímos quando a multidão chega, a acompanhar a noite.
Voltamos a casa com a sensação que um dia só nunca chega.
Até MMXVII para uma viagem especial.
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