sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Mãe, era suposto?


6º dia de aulas.
16:25 Telefonema da I.
"Mãe, era suposto eu ir buscar a R à escola? É que como ela sai às 16:15 e vocês não estavam aqui, fiquei a pensar se me tinhas dito para lá ir..."

Não. Por acaso não era suposto.
Mas obrigada I!
Porque até podia ter dito. Até podia ter-me esquecido de ir. Porque telefonaste preocupada.

Obrigada pela miúda responsável que és.
E obrigada pelos momentos em que ajudas a mana, em que estás lá para ela, porque ela segue-te os passos todos cheia de admiração e orgulho. Apesar das vossas turras, eu sei. E vocês as duas também.



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Amor igual

Li algures que quando trocamos de nome ao chamar alguém, é porque se trata de um caso de amor igual.
Acontece por exemplo quando trocamos o nome dos filhos.
Até aqui parece ter alguma lógica.

O  meu problema é que troco várias vezes o nome da gata pelo da R....ou seja quando vou ralhar com a gata pelos disparates sai-me o nome da mais nova.

Isto deu-me um nó na cabeça....
Então isto é amor igual?! Ou será mais a atirar para o disparate do mesmo género?!?!
Num destes em que me dirigi à gata em jeito de chamada de atenção ameaçadora....lá me saiu o nome da criança.
"Oh Mãe, porto-me assim tão mal?!"

Não filhota, deve ser porque são as duas as crianças da casa!

(Não costumo chamar Maggie à R. Já não é mau!)


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

See you later dear summer

O Algarve é como as Favas à portuguesa. Ou se gosta ou não.
Não há cá meio termo.
Eu sou das que gosta. Do Algarve e das favas.
Não diria que é a minha zona preferida do País. Mas sempre fez parte do meu Verão desde pequena.
Apesar de pertencer de corpo e alma ao Norte, e ao cheiro a maresia, o Sul cheira a férias mais descontraídas, com menos horários, menos pressas e menos casacos.

Eu cá gosto.
E, hoje último dia de Verão, é isto que me chega à memória.

As figueiras verdes, mesmo poeirentas, no meio da terra seca e cor tijolo
A areia fina
O mar é mais salgado
O cheiro a doce da alfarroba
O vento quente
Os dias de levante
Banhos de mar demorados
Arbustos com flores brancas ou rosa que até há pouco só se viam a Sul.
Apanhar conquilhas na praia
Cheiro a peixe grelhado
O sotaque
As chaminés e o branco das casas.
A verdadeira Bola de Berlim.

Até para o ano Verão!
E Verão tem que ter praia. Nem que seja só uma semana.





sábado, 10 de setembro de 2016

Apanhada a jeito

Uma mãe às vezes dá-se conta que não tarda é época de botas e calçado fechado, foi-se um Verão e nem um vernizito para alegrar as unhas dos pés.


Por outro lado, uma mãe tem o privilégio de ter uma (duas!) massagista/cabeleira e manicure particular sem sair de casa. Um dia destes a R decidiu fazer do meu quarto um mini spa, e até às unhas dos pés deu tratamento. O verniz era transparente mas soube-me a rosa choque.

Na verdade tudo tem um preço e a maternidade traz sempre as suas pérolas.
Assim, às mãos da miúda fui apanhada a jeito:
- "E agora, já me podes explicar o que é a pílula?"
- É um comprimido que se toma para não ter mais bébes.
- "E tu, tomas? É que os bébes não andam assim por aí...."


Ler na praia

Na praia/piscina:

Mãe, posso ir à água?
Mãe, queres jogar raquetes?
Mãe, tenho fome.
Mãe, tens água?
Mãe, tenho frio.
Mãe, tens mais toalhas?
Mãe, olha o senhor das bolas de Berlim!
Mãe, quero trocar de bikini.
Mãe, olha isto!
Mãe, não queres ir ao café?
Mãe, esta areia é muito fina.
Mãe, piquei-me no pé.
Mãe, aqui há peixe-aranha?
Mãe, queres vir ao banho?
Mãe, tenho areia na boca.
Mãe, segura aí na ponta da toalha.
Mãe, tapas-me?
Mãe, tira uma foto minha a fazer o pino.
Mãe, olha o senhor da bolacha americana.
Mãe, trouxeste roupa?
Mãe, jogas às cartas?
Mãe, o protector ficou bem espalhado?
Mãe,.....não é nada, esqueci-me do que ía a dizer.

Chegar a tirar o livro do saco é por si só uma vitória.
Se o abrir não passo do 1º parágrafo!
Ler é uma miragem! Pelo menos para mim. Elas lá tiraram livros do saco. A mais velha leu. A mais nova também....leu o tempo suficiente para eu conseguir tirar a foto, mais uns 5 minutos! Foi no instante que pensei vou ler também, que ela achou que bastava.

Já não estou na fase dos baldes, pás e castelos! Mas ainda estive a ajudar num caracol...

(Sim, eu sei. Daqui a uns anos, vou ter tempo para ler mais do que 1 livro numa semana de férias, e vou reparar apenas nas crianças dos guarda sois vizinhos e suspirar....)






sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Há caracois!

Gosto de caracois.
Lembro-me de acompanharem o nosso verão algarvio quando era miúda.
Pires de caracois cheira a Verão.
Lembra esplanada, praia, calor e chinelos no dedo.
Passei anos sem comer para depois na faculdade encontrar amigos fãs deste petisco e retomar o hábito do palito e do pires, mas longe da praia.
O ano passado fui com a mais nova à praia e nem de propósito, um cartaz: "Há caracois!"
Nem pensei duas vezes. Lá veio um pires.
Ela ainda olhou de lado mas lá provou! E repetiu.
Estranhou mas foi picando. Achou piada à técnica do palito.

A mais nova é amiga do petisco, apesar de outras esquisitices.
Este ano repetimos na mesma esplanada da mesma praia. Só as duas. Nada combinado. Calhou.
Desta vez foi ela que me perguntou se eu não queria caracois. Repetiu a prova mas com ar menos aventureiro que no ano anterior. Acho que estes eram maiores...
Ela encontrou um no prato que parecia o pai da família toda. Esse até a mim me fez impressão...
"Mãe, só te deixo comer mais se comeres este!!! "
Lá teve que ser!
Ela ficou-se mais pelas batatas fritas.

Acho que iniciámos uma tradição....embora ela preferia as ameijoas à bolhão pato!
Olha miúda, também eu!




Malas em viagem

Há alguns anos decidi mudar o nosso modo de viajar. Ou melhor, mudar o modo de transportar roupas, calçado e traquitanas....

Uma mala de viagem por cada um de nós, passou a ser a nossa forma de IR.
Quer seja a casa dos avós, quer seja de avião, quer seja de carro, para férias de uma semana, quinze dias ou só 3 ou 4.
Aqui a única excepção foi nas férias de autocaravana, em que malas não são precisas...

Nem sempre foi assim.
Geralmente numa mala maior seguia a minha roupa e a das meninas. A do pai sempre viajou separada. Talvez por isso ele não tenha compreendido bem a necessidade de cada um(a) ter a sua mala.
Na altura em que comprei uma mala para cada menina, as cores preferidas eram azul e rosa, pelo que a escolha foi fácil e harmoniosa.
Demorou, mas uns anos volvidos o pai da casa deu-me razão.
Foi a melhor opção.

Vejamos:

- Cada uma pode colocar na mala o que quer levar. Depois eu dou um jeito às decisões menos acertadas.
- Cada uma sabe exactamente que é na SUA mala que estão as SUAS coisas.Não evita, no entanto, as perguntas " Mãe, viste o  meu casaco?!" e outras do género...
- Gostam de transportar a SUA mala. Nisto ajudam as rodinhas.
- Evitam-se sacos e saquinhos disto e daquilo espalhados pela mala do carro e que o pai da casa detesta.
- A minha roupa deixa de estar remexida....a não ser por mim!
- Além da mala grande só levam mais um saco de pano/mochila para coisas de ter por perto no carro / avião/ o que for.
- No caso da R, a mala serve até para poisar os pés durante a viagem, caso contrário começa a queixar da dormência dos mesmos 10km depois.
- Nas viagens avião lowcost é o ideal para o conceito "uma mala/pessoa na cabine".

Nesta altura do ano, as malas delas estão quase sempre meias feitas....
Já houve alturas que quase nem saíam da entrada de casa, tal era o corrupio do entra e sai.
Chego até a deixar dentro das malas roupas de verão/ praia até ao ano que vem.
O problema é viajar no Inverno e ter que tirar tudo...mas pronto, caso contrário já está guardada e poupa-se o pouco espaço que resta nos armários.
Estas não são de nenhuma marca famosa, não foram nada caras e têm durado muito.
Ou isso, ou as viagens são poucas.