Ligaram-me por causa da inscrição da R nos almoços da escola.
Era para confirmar a data de nascimento. Ou melhor, o ano.
Ao que consta preenchi num formulário que ela tinha nascido em 2002...que é o ano da irmã....
A senhora estranhou que uma menina tão crescida estivesse no 4º ano...
Pois....era mais 2006.
"Deixe lá, também me acontece...", disse a senhora em jeito de solidariedade entre mães.
O Lidl tem uma campanha sobre os peluches fruto-legumes, que eu pessoalmente acho um bocado roubalheira, mas isso são outros quinhentos. Não escapei a darem-me umas saquetas com uns cromos para colecionar e os pontos para colar num panfleto. Ainda me perguntaram se queria a caderneta mas consegui sair de lá sem ela.
Num destes almoços a R achou bem irmos a casa porque queria ir buscar os cromos do Lidl. Logo a seguir acrescentou " A professora ontem deu-me a caderneta mas esqueci-me de te dizer"
Fiquei algo surpreendida mas perguntei - "Do Lidl?!
R - "Não mãe!! A da escola!!! "
Tive que me desatar a rir! De mim própria!
Não puxem mais por esta minha cabecinha!
terça-feira, 29 de setembro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Ginger Ale
Num dia quente deste verão pedi um Ginger Ale.
Acho que não bebia isto há anos.
Perguntaram, "Com limão e gelo?"
Lembrei-me de repente que era examente assim que se bebia um Ginger ale. Com limão e gelo.
Lembrei-me que o pedíamos pelo nome de "pneu". E se o tratássemos assim já incluía o gelo e o limão.
Talvez fosse só lá na minha terra.
Isto do quase outono da vida, dá-nos para pensar e questionar algumas coisas.
É tipo uma segunda idade dos porquês.
E então deu-me naquele momento para pensar de que será feito um ginger ale?
O guaraná ten extrato de guaraná. E o ginger ale vinha do quê?!
Fui ler o rótulo.
E foi, em passos largos a caminho dos 42, que descobri que é de ...gengibre.
O gengibre. Aquele que está agora mais na moda.
Na comida, nos chás, na água...pelos seus benefícios para a saúde e outras propriedades.
E que eu até gosto bastante.
Afinal já andava por aí há uns anos, disfarçado na forma açucarada e provavelmente menos saudável, dentro duma garrafa.
Ginger ale?! De gengibre?!
A sério nunca pensei....
Acho que não bebia isto há anos.
Perguntaram, "Com limão e gelo?"
Lembrei-me de repente que era examente assim que se bebia um Ginger ale. Com limão e gelo.
Lembrei-me que o pedíamos pelo nome de "pneu". E se o tratássemos assim já incluía o gelo e o limão.
Talvez fosse só lá na minha terra.
Isto do quase outono da vida, dá-nos para pensar e questionar algumas coisas.
É tipo uma segunda idade dos porquês.
E então deu-me naquele momento para pensar de que será feito um ginger ale?
O guaraná ten extrato de guaraná. E o ginger ale vinha do quê?!
Fui ler o rótulo.
E foi, em passos largos a caminho dos 42, que descobri que é de ...gengibre.
O gengibre. Aquele que está agora mais na moda.
Na comida, nos chás, na água...pelos seus benefícios para a saúde e outras propriedades.
E que eu até gosto bastante.
Afinal já andava por aí há uns anos, disfarçado na forma açucarada e provavelmente menos saudável, dentro duma garrafa.
Ginger ale?! De gengibre?!
A sério nunca pensei....
domingo, 27 de setembro de 2015
sábado, 26 de setembro de 2015
Paris Toujours Paris
Não deixa de ser caricato que quando era miúda sonhava com Londres, e afinal foi a Paris que fui primeiro e fui voltando, voltando e voltando....Podia começar pelo tanto que Paris tem.
Pelo óbvio.
Pelo menos turístico.
Pelos sítios que conseguiram ser novos.
Fico-me pelo que sei que vou lembrar desta vez, a única em que estivemos os quatro.
O pai da casa comprava baguette para o pequeno almoço na Bolangerie- Patisserie mais próxima, enquanto dormíamos.
Os pormenores da vida dos parisienses que me conquistam e me deixam um bocadinho invejosa: Os almoços no jardim. As cadeiras dispostas sem qualquer ordem. Os pés descalços. Uma conversa, uma sesta. "Alagartar" ao sol. A aparente ausência de stress. Livros, em papel. Pausa de almoço junto ao Sena.
Os telhados típicos ao pôr do sol, a lembrar os "Aristogatos" ou o "Ratatouille".
As cores da Place du Tertre, e as pinturas dos artistas de rua.
A luz de um Outono que já ía mais avançado que cá.
A Torre Eiffel. Nem que seja pela 5ª vez. Desta vez fiquei-me pelo 2º piso com a R, que não é muito dada a alturas...ainda assim experimentamos pisar o chão de vidro do 1º piso....arrepiante e para corajosos! Mas conseguimos!
Um tour de Bus Hop On e Hop Off como verdadeiros turistas, com phones e tradutor em brasileiro, onde a R decidiu fazer uma sesta ao chegar à Ópera.
O interesse que lhes despertou o Metro e as suas linhas coloridas e tanto que andar debaixo do chão.
O passeio de Bateux-Mouche pelo Sena.
A visita a LaFayette para ver o teto. Acabamos no telhado a ver as vistas.
O famoso pote de Nutella no Trocadero ainda lá estava....era o que a R mais queria ver, depois da história da I, quando lá esteve a 1ª vez ter reparado primeiro nele do que na Torre ali ao lado!
Apesar do mal que fazem e de terem sido retirados da ponte, continuam a existir milhares de cadeados em diversos locais. Variam as formas, cores, tamanhos, talvez de acordo com o amor.
O bairro Marais, onde estava capaz de me perder um dia inteiro.
Não sei dizer porquê...mas acho que ainda não foi a minha última visita.
Miúdas no Parque
Mais um momento de Paris com crianças.
No Jardin du Luxembourg alugam-se barquinhos à vela, por 30 minutos.
Empurram-se com uma cana e se pararem lá no meio do lago, é só esperar que o vento os traga para a margem. Nada mais simples. Li algures que é também um ótimo exercício para ensinar a ter paciência.
Quando lá estive a primeira vez nunca imaginei que voltaria anos depois com as minhas meninas...
Pelo resto do jardim e mesmo ali à volta há cadeiras para relaxar!
Ideal para toda a família!
Qualquer semelhança com a "Anita (agora Martine) no Parque", não é pura coincidência.
O jardim parece parado no tempo.
Os 30 minutos voaram.
No Jardin du Luxembourg alugam-se barquinhos à vela, por 30 minutos.
Empurram-se com uma cana e se pararem lá no meio do lago, é só esperar que o vento os traga para a margem. Nada mais simples. Li algures que é também um ótimo exercício para ensinar a ter paciência.
Quando lá estive a primeira vez nunca imaginei que voltaria anos depois com as minhas meninas...
Pelo resto do jardim e mesmo ali à volta há cadeiras para relaxar!
Ideal para toda a família!
Qualquer semelhança com a "Anita (agora Martine) no Parque", não é pura coincidência.
O jardim parece parado no tempo.
Os 30 minutos voaram.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
ABC diferente
Quando se passeia com crianças, por uma cidade, mesmo que seja Paris, há que contar com cansaço, queixas de fome, sede, ritmos diferentes, curiosidade e vontades próprias.
Principalmente para quem deixou a Eurodisney para trás e preferia ter lá ficado mais um dia, pelo menos!
A I já conhecia Paris. Lembrava-se bem. Gostou de voltar. Por ela vivíamos ali.
Aos 12, quase 13, já se aproveita de outra forma. Já se reconhece o charme da cidade.
Aos 9, são precisos uns truques para manter o ânimo depois do deslumbramento da Disney.
Podem ser coisas simples como:
- Comprar um gelado e aproveitar enquanto ele dura para fazer o caminho a pé até à próxima estação de metro.
- Parar para um crepe e sentar.
- Parar para um donuts e perder tempo a escolher o tipo e a cor...mesmo que depois afinal não se escolha nenhum...
- Miúdas que são miúdas gostam de lojas de souvenirs. É deixá-las ver!
- Parar para seja lá o que for...nem que seja ver de que país são as moedas de 1 cêntimo deixadas pelos turistas no ponto zero da cidade de Paris.
- Evitar filas. Já bastaram as da Disney! Resolve-se comprando bilhetes on line antecipadamente.
Também resultou bem com a mais nova o ABC fotográfico.
Na verdade resultou melhor enquanto a irmã não tentou jogar também.
Acho que depois de Veneza a duas, a R queria que existisse algo só dela. Compreensível.
O ABC fotográfico, consistia em descobrir coisas começadas por A, por B....até ao Z e fotografar.
Claro que por ela resolvia logo ali o abecedário todo quase numa rua só....mas lá fomos andando e descobrindo letra a letra, de preferência em sítios diferentes da cidade.
Faltaram algumas letras, umas pela falta de paciência de procurar melhor, outras porque eram mesmo difíceis!
A miúda, para além da pouca paciência até tem jeito!
Et Voilá!
Jardim
Principalmente para quem deixou a Eurodisney para trás e preferia ter lá ficado mais um dia, pelo menos!
A I já conhecia Paris. Lembrava-se bem. Gostou de voltar. Por ela vivíamos ali.
Aos 12, quase 13, já se aproveita de outra forma. Já se reconhece o charme da cidade.
Aos 9, são precisos uns truques para manter o ânimo depois do deslumbramento da Disney.
Podem ser coisas simples como:
- Comprar um gelado e aproveitar enquanto ele dura para fazer o caminho a pé até à próxima estação de metro.
- Parar para um crepe e sentar.
- Parar para um donuts e perder tempo a escolher o tipo e a cor...mesmo que depois afinal não se escolha nenhum...
- Miúdas que são miúdas gostam de lojas de souvenirs. É deixá-las ver!
- Parar para seja lá o que for...nem que seja ver de que país são as moedas de 1 cêntimo deixadas pelos turistas no ponto zero da cidade de Paris.
- Evitar filas. Já bastaram as da Disney! Resolve-se comprando bilhetes on line antecipadamente.
Também resultou bem com a mais nova o ABC fotográfico.
Na verdade resultou melhor enquanto a irmã não tentou jogar também.
Acho que depois de Veneza a duas, a R queria que existisse algo só dela. Compreensível.
O ABC fotográfico, consistia em descobrir coisas começadas por A, por B....até ao Z e fotografar.
Claro que por ela resolvia logo ali o abecedário todo quase numa rua só....mas lá fomos andando e descobrindo letra a letra, de preferência em sítios diferentes da cidade.
Faltaram algumas letras, umas pela falta de paciência de procurar melhor, outras porque eram mesmo difíceis!
A miúda, para além da pouca paciência até tem jeito!
Et Voilá!
Arco
Bandeira
Casa
Domat (nome da rua)
França
Gato
Harry
Irmã I
Jardim
Mota
Notre Dame
Orquídea
Paris
Torre
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Dias de tudo
Agora há dias de tudo e para tudo que uma pessoa nem dá conta do recado!
Esta semana arrancou com a rentrée escolar logo a coincidir com o Dia Mundial da Gratidão. Escusado será dizer que lá se passou sem eu parar para me sentir grata pelo que quer que fosse...
Mas sinto. E por muita coisa até. É preciso é tempo para parar e pensar nisso. Tanto tanto!
Depois veio o Dia Europeu sem carros, ou talvez seja até Dia Mundial....e eu prevariquei. Conduzi para todo o lado. Mas sinceramente não conseguia fazer de outra forma...Acho que isto devia entrar no cálculo da minha pegada (pouco) ecológica...
Começo a ver ideias para decorações de Halloween e dicas de presentes caseiros para o Natal. Não que as procure mas entram-me pelo computador adentro. Dou comigo a pensar que não tarda esta aí Outubro, e logo a seguir Novembro, e que se calhar já nem tenho tempo para tudo o que tinha em mente....Preciso de me organizar, antes que venha o papel para casa a pedir 1 dúzia de castanhas cortadas para o magusto!
Hoje começou o Outono. Num dia quente e cheio de sol. Como gosto.
Ainda hoje é quarta feira...Amanhã e sexta será dia de alguma coisa?!
Hoje descobri que afinal ainda não estou no Outono da vida, que isso é só depois dos 45 anos. Logo a seguir ouvi que o verão é nos 20´s e 30´s ....não percebo...então dos 40 aos 45 estamos onde?! Em algum Equinócio?
Estranhamente o que mais me chamou a atenção foram flores. Umas que nunca vi por aqui perto.
Talvez por isso. Porque o normal são as folhas secas pelo chão, o dourado da luz e a mudança de cor das árvores. Ali estavam elas, cor de rosa, a lembrar outra estação do ano, outros aromas e a reavivar algumas memórias. Já uma vez as vi, assim selvagens como estas, mas em pleno Agosto e mais a Norte.
E por isso, hoje estas flores marcaram o meu outono, ou talvez o tal equinócio.
Obrigaram-me a parar, a lembrar, a sentir-me grata.
Afinal dias são todos os dias. E são nossos.
Esta semana arrancou com a rentrée escolar logo a coincidir com o Dia Mundial da Gratidão. Escusado será dizer que lá se passou sem eu parar para me sentir grata pelo que quer que fosse...
Mas sinto. E por muita coisa até. É preciso é tempo para parar e pensar nisso. Tanto tanto!
Depois veio o Dia Europeu sem carros, ou talvez seja até Dia Mundial....e eu prevariquei. Conduzi para todo o lado. Mas sinceramente não conseguia fazer de outra forma...Acho que isto devia entrar no cálculo da minha pegada (pouco) ecológica...
Começo a ver ideias para decorações de Halloween e dicas de presentes caseiros para o Natal. Não que as procure mas entram-me pelo computador adentro. Dou comigo a pensar que não tarda esta aí Outubro, e logo a seguir Novembro, e que se calhar já nem tenho tempo para tudo o que tinha em mente....Preciso de me organizar, antes que venha o papel para casa a pedir 1 dúzia de castanhas cortadas para o magusto!
Hoje começou o Outono. Num dia quente e cheio de sol. Como gosto.
Ainda hoje é quarta feira...Amanhã e sexta será dia de alguma coisa?!
É de mim ou esta semana está demasiado comprida?!
Hoje descobri que afinal ainda não estou no Outono da vida, que isso é só depois dos 45 anos. Logo a seguir ouvi que o verão é nos 20´s e 30´s ....não percebo...então dos 40 aos 45 estamos onde?! Em algum Equinócio?
Talvez por isso. Porque o normal são as folhas secas pelo chão, o dourado da luz e a mudança de cor das árvores. Ali estavam elas, cor de rosa, a lembrar outra estação do ano, outros aromas e a reavivar algumas memórias. Já uma vez as vi, assim selvagens como estas, mas em pleno Agosto e mais a Norte.
E por isso, hoje estas flores marcaram o meu outono, ou talvez o tal equinócio.
Obrigaram-me a parar, a lembrar, a sentir-me grata.
Afinal dias são todos os dias. E são nossos.
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