segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Aos olhos dela

A nossa viagem a Veneza, aos olhos dos 12, quase 13 anos da I.
Foi assim que ela viu um pedacinho de Itália.
Detalhes que me passaram despercebidos, coisas para mais tarde mostrar à irmã.
O que a cativou. O que quis registar. O seu fora do óbvio.
Diferentes perspetivas. Pormenores. Um olhar perspicaz.
Deu os primeiros passos na fotografia em modo manual.
Apurou o espírito crítico. E de que maneira!
Agora quer ficar com a minha máquina...
Adoro! Adoro! Adoro!





































domingo, 23 de agosto de 2015

Serra e mar

Um sábado de contrastes.

Pai e filha mais velha na serra. Botas nos pés.
Uma caminhada. Um cume. Frio e sol.
Massas pré feitas. Camping.



Mãe e filha mais nova no mar. Alpercatas nos pés.
Uns mergulhos. Uma esplanada. Cinzento sem vento.
Uns caracóis.





                                É companheira no petisco. Mas não é capaz de provar um ice tea...





E claro, ginástica, tinha que lá estar....quer seja serra quer seja mar!


sábado, 22 de agosto de 2015

Como se fosse ali

Falta-me...
O ar seco e o cheiro doce da alfarroba.
Os passeios pela marginal sem pressa. Sem objetivos. Só ir para lá e voltar para cá.
Decidir entre cone ou copo.
As bancas de colares e pulseiras, iluminadas por petromax. Ouvir o mar sem o ver.
A areia fina.
A terra laranja.
Mergulhar.
Os chinelos nos pés e o sal na pele.
Perder a noção dos dias.
Estender a toalha.
Desligar o despertador.
Tirar o relógio.

Rumar a sul.

Queria respirar Lagos.
Ir à Meia Praia, junto ao forte.
Mergulhar na Batata.
Calcorrear as ruas que conheço quase de cor.
Como se ali fosse a minha casa.



terça-feira, 18 de agosto de 2015

E há domingos de trepar paredes

Há domingos só assim. Caseiros. Entediantes. Diria também necessários.

Depois há o oposto.
Domingos de trepar paredes. Literalmente
Uma alternativa à praia ou piscina em dias em que ameaça chover.
A mais velha já tinha experimentado e foi repetir.
À segunda vez até já dá para arriscar uma espargata.



A mais nova achava que não ía ser capaz. Queria experimentar mas numa parede mais pequena.
Afinal atirou-se logo à parede maior que ela umas 10 vezes.
Tomou-lhe o gosto e subiu, e desceu, 5 vezes!





E eu a vê-las passar. O desafio era encontrar arestas, buracos, frinchas, para apoiar pés e mãos e ir trepando. O pai fazia a segurança.




Seguiu-se tirolesa, slide e mergulhos.
Afinal havia zona de praia de rio e a água não estava assim tão fria e até só choveu ao fim da tarde apesar dos céus ameaçadores. Qual sofá qual quê?!
A aventureira mais nova só foi ao colo para não ter que se descalçar....privilégios dos seus vinte e poucos kilos.




Difícil? Até dá para relaxar!





E eu?
Eu, fui de chinelos.
Fiquei de fotógrafa.
Ainda deu para perceber que já há amoras e uvas e que o outono não tarda está aí...(isto nos poucos momentos de acalmia e quando não havia ninguém pendurado por cordas).



Além disso, já perdi alguma coragem que me assistia há uns anos, quer para alturas, quer para água fria.
Não trepei paredes, nem desci de rappel. Não atravessei as duas margens de tirolesa ou slide.

Ao deitar, dizia à R que para a próxima também fazia, que em tempos também já me tinha aventurado assim.
Ela abanou a cabeça. Disse que não me deixava fazer. Não queria ver-me lá em cima pendurada. Ía ficar preocupada comigo.
Ah pois....
E eu?!
A vê-las passar...
Mãe sofre!!