Há quem vá de férias.
Há quem venha de férias.
Ouvi dizer que havia 20k de fila na Marateca no sentido Norte - Sul.
Eu cá nem vou para baixo, nem para cima.
E como escapei à fila dos 20Km achei por bem meter-me noutra empreitada.
Vai de arrumar o quarto de uma das filhas. Desta vez calhou o da mais nova.
O pior é que decidi fazer isso com ela em casa....Onde é que tinha a cabeça.....
Passei lá talvez mais tempo do que os da Marateca e pior é que não terminei o dia com um mergulho na praia nem com um passeio na marginal para comer um gelado. Fechei a porta por hoje para bem das minhas costas. A boa notícia é que a miúda pode lá dormir hoje. A má (para mim) é que o que ficou do lado de fora do quarto não sei para onde vai entrar...Isto porque o pai já nem pode ouvir a frase "Há espaço na garagem?"...
Precisava de um sotão, ou de um "Quarto dos brinquedos" ou apenas dum grande armário daqueles onde se enfia tudo e de repente a casa está um brinco!
E falta ainda vasculhar as caixas onde se vai pondo tudo o que vai aparecendo e não tem sítio definido. A minha empregada chega a utilizar tupperwares para este fim. Bem, posso dizer que até já taças de cristal, daquelas que nos oferecem de prenda de casamento servem... Cabe lá de tudo...ele é peças de puzzles, ganchos, canetas, brinquedos do MAc, puxos do cabelo, botas de mini bonecas, peças de Lego, tampas de marcadores, papelinhos, rebuçados, óculos de sol, cartas, cromos, autocolantes....é tipo uma caça ao tesouro!
É daqueles momentos em que se colocasse tudo num saco preto grande ficava com as caixas vazias num instante e duvido que algum dia sentisse (ela e eu) a falta de alguma das coisas...
Mas não.
Vou-me sentar e dividir por secções o conteúdo de tupperwares, caixas, e taças de cristal.
Para concluir que metade é lixo, e a outra metade eu preferia que fosse porque se for para guardar já não me sobra espaço nem ideias.
E é geralmente nesta caça ao tesouro sem mapa e sem pistas que ouço "Ah....olha era aqui que estava esta peça!" acompanhado de outros ares de espanto e admiração. É também nesta altura que percebo para onde vão todas as borrachas que compro ao longo do ano para a escola e duram 3 dias até desaparecerem. Acontece o mesmo a algumas afias e lápis.
Não sei mesmo o que será pior....se isto, se a empreitada da roupa, se os 20km de fila na Marateca!
Pelo menos fico indiferente ao tempo e à temperatura da água do mar!
sábado, 15 de agosto de 2015
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Go go go!
Um dia aprendemos a largar as rodinhas da bicicleta.
Percebemos o que é o equilíbrio. Conquistamos confiança.
Ainda hoje me lembro do dia em que aprendi a andar de bicicleta.
É coisa para recordar toda a vida.
Um dia temos coragem para deixar a margem e levantar os pés do chão.
O medo vai ficando para trás, vencido pela sensação de vitória.
Ainda nos agarrámos a bóias de segurança durante um tempo.
Se calhar até sabemos que já nem precisamos delas, mas estão ali, pelo sim pelo não, porque a confiança não chega, porque se torna mais fácil, porque não nos deixam afundar.
Arriscar é sempre um SE...é uma decisão nossa. Vai-se adiando. Temos medo.
Até ao dia em que as bóias de segurança ficam para trás.
Nesse dia arriscámos zonas sem pé. Nesse dia percebemos que afinal conseguimos.
E então vamos deixando a margem cada vez mais longe.
Ainda hoje me lembro da sensação de ter conseguido nadar.
A R achava que nadar era difícil, que lhe parecia que nunca iria conseguir...
Mas esse dia chegou.
Afinal acreditou que era capaz.
Mais uma conquista!
A terminar com saltos para a água na zona de 2m!
Percebemos o que é o equilíbrio. Conquistamos confiança.
Ainda hoje me lembro do dia em que aprendi a andar de bicicleta.
É coisa para recordar toda a vida.
Um dia temos coragem para deixar a margem e levantar os pés do chão.
O medo vai ficando para trás, vencido pela sensação de vitória.
Ainda nos agarrámos a bóias de segurança durante um tempo.
Se calhar até sabemos que já nem precisamos delas, mas estão ali, pelo sim pelo não, porque a confiança não chega, porque se torna mais fácil, porque não nos deixam afundar.
Arriscar é sempre um SE...é uma decisão nossa. Vai-se adiando. Temos medo.
Até ao dia em que as bóias de segurança ficam para trás.
Nesse dia arriscámos zonas sem pé. Nesse dia percebemos que afinal conseguimos.
E então vamos deixando a margem cada vez mais longe.
Ainda hoje me lembro da sensação de ter conseguido nadar.
A R achava que nadar era difícil, que lhe parecia que nunca iria conseguir...
Mas esse dia chegou.
Afinal acreditou que era capaz.
Mais uma conquista!
A terminar com saltos para a água na zona de 2m!
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Deixa-me aclarar-te a mente amigo
Eu ía.
Eu até te levava lá. A sério.
Íamos hoje ver os "Deixa-me aclarar-te a mente amigo", mais conhecidos por D.A.M.A.
Até porque eu também gosto e até já sei letras de cor.
Até fica perto.
Apesar de serem lugares em pé, parecia-me um sítio menos confuso que uma Expofacic ou uma Queima das Fitas, ou um Festival de Verão para os teus 1,25m.
Sim, eu sei que já fui a um Rock in Rio quando a I tinha apenas uma meia dúzia de anos...mas ou ela me parecia maior ou eu era mais doida. Não, não era isso. É que sendo estes moços portugueses haverá mais oportunidades de os ver por aí. A Miley Cirus (que se esperava que fosse mais Hannah Montana) era quase um acontecimento. E a I nem era das mais novas no concerto.
Mas tens só 9 anos e pico, e as leis do jogo não me deixam levar-te a uma sala de espetáculos dum casino. Precisavas de ter 10 anos. Ela diz que não dá. Mesmo!
Hoje disseste porque é que eu não tinha engravidado antes e assim já tinhas 10 anos agora...pois....na altura estava longe de me imaginar a fazer contas com este objetivo de te levar a um casino em 2015 para ver os D.A.M.A! Desculpa-me essa falha de logística no planeamento.
Também temos a hipótese de 15 agosto na Praça de Touros...mas 15 de agosto, que coincide com a festa da Nª Srª Assunção, não me parece ser o melhor dos dias.
Esperamos pelos lugares sentados dum Coliseu, ok?
Ou pelos concertos mais intimistas num Mac perto de nós.
Caros "Deixa-me aclarar-te a mente amigo", toca a agendar isso para eu levar a miúda de 9 anos e pico. Também pode ser num cineteatro, por exemplo no TAGV... Já agora arranjem lá forma de lhe dar um autógrafo e tirar uma fotografia com ela. Combinado?
Uma mãe agradecida.
Eu até te levava lá. A sério.
Íamos hoje ver os "Deixa-me aclarar-te a mente amigo", mais conhecidos por D.A.M.A.
Até porque eu também gosto e até já sei letras de cor.
Até fica perto.
Apesar de serem lugares em pé, parecia-me um sítio menos confuso que uma Expofacic ou uma Queima das Fitas, ou um Festival de Verão para os teus 1,25m.
Sim, eu sei que já fui a um Rock in Rio quando a I tinha apenas uma meia dúzia de anos...mas ou ela me parecia maior ou eu era mais doida. Não, não era isso. É que sendo estes moços portugueses haverá mais oportunidades de os ver por aí. A Miley Cirus (que se esperava que fosse mais Hannah Montana) era quase um acontecimento. E a I nem era das mais novas no concerto.
Mas tens só 9 anos e pico, e as leis do jogo não me deixam levar-te a uma sala de espetáculos dum casino. Precisavas de ter 10 anos. Ela diz que não dá. Mesmo!
Hoje disseste porque é que eu não tinha engravidado antes e assim já tinhas 10 anos agora...pois....na altura estava longe de me imaginar a fazer contas com este objetivo de te levar a um casino em 2015 para ver os D.A.M.A! Desculpa-me essa falha de logística no planeamento.
Também temos a hipótese de 15 agosto na Praça de Touros...mas 15 de agosto, que coincide com a festa da Nª Srª Assunção, não me parece ser o melhor dos dias.
Esperamos pelos lugares sentados dum Coliseu, ok?
Ou pelos concertos mais intimistas num Mac perto de nós.
Caros "Deixa-me aclarar-te a mente amigo", toca a agendar isso para eu levar a miúda de 9 anos e pico. Também pode ser num cineteatro, por exemplo no TAGV... Já agora arranjem lá forma de lhe dar um autógrafo e tirar uma fotografia com ela. Combinado?
Uma mãe agradecida.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Um livro a meias
Geralmente é em férias sem elas que consigo ler um livro. Quem sabe até dois.
Em viagens com elas, nem que sejam férias cá dentro, costumo carregar um livro, nunca dois, e raramente o abro. Elas já estão mais crescidas, mas ainda assim não consigo descansar os olhos nas páginas de um livro e deixar-me absorver. Foram muitos anos a tê-las sempre debaixo de olho, ao perto e mais ao longe....ver quando vão molhar os pés, quando vão encher o balde, quando fazem castelos de areia, quando mergulham na piscina a ainda nadam mal, quando vão comprar um gelado....Além disso há as constantes conquistas que querem mostrar e o "mamã olha!...o pino, o mergulho de cabeça, o cabelo na frente da cara"... torna-se uma constante tão presente que às vezes já nem são elas a chamar e eu olho na mesma!
São anos de vícios que uma mãe não abandona facilmente. Depois finalmente quando elas se deitam, o sono vence e o livro fica adiado, pousado na mesa da cabeceira, isto se chegar a sair da mala.
Desta vez, além do livro que cada uma de nós levou para Veneza, o best seller deste verão foi também na bagagem. O êxito de vendas mais rápido de sempre dizem os especialistas.
Comprei a 1ª edição em junho. Vai na 8ª!
Começamos a ler em conjunto. A designação de "thriller arrepiante" cativou-a. A mim também.
Acompanhou-nos nas viagens de comboio, ao deitar e no avião.
Líamos em conjunto e em silêncio nas viagens, e em voz alta, vez à vez, quando estávamos só as duas. A mim dava-me o sono mais vezes. Ela continuava a leitura sozinha e depois não conseguia conter o desenrolar do enredo e queria adiantar partes da história.
"A rapariga no comboio" foi também uma companhia de viagem.
Ao abrir descobrimos que a rapariga se chamava Rachel. Achamos curioso. Sorrimos.
Começamos a lê-lo no comboio Bolonha-Veneza.
O mais giro era partilhar com ela a vontade de passar ao capítulo seguinte, o trocar de olhares quando o enredo dava uma volta, as conjeturas sobre o que iria acontecer, ou a quem, ou como....
Acho que nunca tinha lido um livro de crescidos a meias.
Talvez seja algo que nunca esqueceremos.
Em viagens com elas, nem que sejam férias cá dentro, costumo carregar um livro, nunca dois, e raramente o abro. Elas já estão mais crescidas, mas ainda assim não consigo descansar os olhos nas páginas de um livro e deixar-me absorver. Foram muitos anos a tê-las sempre debaixo de olho, ao perto e mais ao longe....ver quando vão molhar os pés, quando vão encher o balde, quando fazem castelos de areia, quando mergulham na piscina a ainda nadam mal, quando vão comprar um gelado....Além disso há as constantes conquistas que querem mostrar e o "mamã olha!...o pino, o mergulho de cabeça, o cabelo na frente da cara"... torna-se uma constante tão presente que às vezes já nem são elas a chamar e eu olho na mesma!
São anos de vícios que uma mãe não abandona facilmente. Depois finalmente quando elas se deitam, o sono vence e o livro fica adiado, pousado na mesa da cabeceira, isto se chegar a sair da mala.
Desta vez, além do livro que cada uma de nós levou para Veneza, o best seller deste verão foi também na bagagem. O êxito de vendas mais rápido de sempre dizem os especialistas.
Comprei a 1ª edição em junho. Vai na 8ª!
Começamos a ler em conjunto. A designação de "thriller arrepiante" cativou-a. A mim também.
Acompanhou-nos nas viagens de comboio, ao deitar e no avião.
Líamos em conjunto e em silêncio nas viagens, e em voz alta, vez à vez, quando estávamos só as duas. A mim dava-me o sono mais vezes. Ela continuava a leitura sozinha e depois não conseguia conter o desenrolar do enredo e queria adiantar partes da história.
"A rapariga no comboio" foi também uma companhia de viagem.
Ao abrir descobrimos que a rapariga se chamava Rachel. Achamos curioso. Sorrimos.
Começamos a lê-lo no comboio Bolonha-Veneza.
O mais giro era partilhar com ela a vontade de passar ao capítulo seguinte, o trocar de olhares quando o enredo dava uma volta, as conjeturas sobre o que iria acontecer, ou a quem, ou como....
Acho que nunca tinha lido um livro de crescidos a meias.
Talvez seja algo que nunca esqueceremos.
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Um dos dias mais aguardados do ano é....
Um dos dias mais aguardados do ano é a chegada dos livros para o próximo ano letivo.
Mesmo que seja em agosto....e que falte ainda 1 mês e tal.
É uma pesada caixa de cartão onde cabem todas as esperanças num novo ano que por aí há-de vir.
Enquanto esperamos pelo novo ano, a caixa, essa, já chegou!
Quase tem direito a um cortar de fita em jeito de inauguração.
Pelo menos é precisa tesoura.
É um ver quem abre a caixa primeiro e de quem são estes ou aqueles livros. Claro que o peso dos livros aumenta na mesma proporção que o da responsabilidade, daí que os livros da I ocupam mais de 75% do pack para 2015/2016. Voam papéis e plásticos, para encanto da mais recente aquisição da família , que também vibrou com a chegada da caixa e que ganhou um brinquedo novo!
É um misto de excitação para ver como serão as capas, pelas capas adivinhar as matérias, o cheiro a novo...isto leva numa fração de segundos à antecipação de como irão ser os cadernos, que dossiers vão escolher e à vontade que o regresso às aulas seja já amanhã.
Compreendo-as. Eu também era assim e por isso sei que lá para inícios de outubro já terá passado.
Já há mochilas à venda mas finjo que nem vejo.
Em Londres há quem diga que em pelo menos uma loja já é Natal.
Mas ainda não me apetece pensar em nada disto.
Não quando os livros do ano letivo anterior ainda estão dentro das mochilas.
Não quando ainda quase nem usei chinelos de dedo.
Mesmo que seja em agosto....e que falte ainda 1 mês e tal.
É uma pesada caixa de cartão onde cabem todas as esperanças num novo ano que por aí há-de vir.
Enquanto esperamos pelo novo ano, a caixa, essa, já chegou!
Quase tem direito a um cortar de fita em jeito de inauguração.
Pelo menos é precisa tesoura.
É um ver quem abre a caixa primeiro e de quem são estes ou aqueles livros. Claro que o peso dos livros aumenta na mesma proporção que o da responsabilidade, daí que os livros da I ocupam mais de 75% do pack para 2015/2016. Voam papéis e plásticos, para encanto da mais recente aquisição da família , que também vibrou com a chegada da caixa e que ganhou um brinquedo novo!
É um misto de excitação para ver como serão as capas, pelas capas adivinhar as matérias, o cheiro a novo...isto leva numa fração de segundos à antecipação de como irão ser os cadernos, que dossiers vão escolher e à vontade que o regresso às aulas seja já amanhã.
Compreendo-as. Eu também era assim e por isso sei que lá para inícios de outubro já terá passado.
Já há mochilas à venda mas finjo que nem vejo.
Em Londres há quem diga que em pelo menos uma loja já é Natal.
Mas ainda não me apetece pensar em nada disto.
Não quando os livros do ano letivo anterior ainda estão dentro das mochilas.
Não quando ainda quase nem usei chinelos de dedo.
Um domingo só assim.
Ontem foi mais um dia deste agosto.
Daqueles de ficar sem sair.
Daqueles em que até podia chover para não me sentir obrigada a sair só porque é verão e está calor.
É que ficar em casa parece estranho...parece e é, já que se passa o ano a desejar férias e dias de sol...
Foi-se adiando um sair num domingo de agosto. Algures por aí confuso.
Os poucos planos foram ficando em banho maria, alterados, e por fim, anulados.
O dia acabou por ficar resumido à cozinha.
As miúdas foram comprar uns ingredientes, fecharam a porta, tudo quase no maior dos segredos, e chamaram para o lanche. Esmeraram-se.
(Podia ter sido só assim. Um domingo caseiro de pura lanzeira. Mas há que acrescentar a parte menos romântica deste filme: os vários momentos em que se pegam por tudo e por nada, em que moem, em que nos rondam a sondar se já não vamos à piscina, ou ao rio, ou algures, em que vêm canal Disney até eu já não aguentar as vozes esganiçadas das dobragens, em que não há entendimento sobre qual o filme a ver, em que uma prefere cinema outra nem por isso, em que não sabem o que fazer. No fundo instala-se uma espécie de Febre da Cabana, muito contagiosa por sinal!)
Impávida e serena, vai-se mantendo a gata.
Eu bem tento, mas ainda não consigo.
Daqueles de ficar sem sair.
Daqueles em que até podia chover para não me sentir obrigada a sair só porque é verão e está calor.
É que ficar em casa parece estranho...parece e é, já que se passa o ano a desejar férias e dias de sol...
Foi-se adiando um sair num domingo de agosto. Algures por aí confuso.
Os poucos planos foram ficando em banho maria, alterados, e por fim, anulados.
O dia acabou por ficar resumido à cozinha.
As miúdas foram comprar uns ingredientes, fecharam a porta, tudo quase no maior dos segredos, e chamaram para o lanche. Esmeraram-se.
(Podia ter sido só assim. Um domingo caseiro de pura lanzeira. Mas há que acrescentar a parte menos romântica deste filme: os vários momentos em que se pegam por tudo e por nada, em que moem, em que nos rondam a sondar se já não vamos à piscina, ou ao rio, ou algures, em que vêm canal Disney até eu já não aguentar as vozes esganiçadas das dobragens, em que não há entendimento sobre qual o filme a ver, em que uma prefere cinema outra nem por isso, em que não sabem o que fazer. No fundo instala-se uma espécie de Febre da Cabana, muito contagiosa por sinal!)
Impávida e serena, vai-se mantendo a gata.
Eu bem tento, mas ainda não consigo.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
O meu não querido mês de agosto
Agosto não me é querido.
Quer dizer, não gosto de agosto por cá.
Há quem diga que a cidade fica vazia, que fica tudo mais calmo, menos trânsito, menos filas para tudo....que é uma maravilha. Adoram cá ficar e aproveitar o mês para trabalhar em sossego.
Posso dizer que detesto?!
Detesto que fique tudo fechado.
O café, a mercearia, o quiosque, o talho...
Detesto que apesar de haver menos trânsito haja mais indecisos, lentos, pouco desenrascados e os que fazem pisca para um lado e viram para outro.
Hoje ía um clássico à minha frente. Também ele numa mota clássica.
Ocupava toda a faixa da direita. Sentia-se de certeza o melhor condutor do mundo com o seu capacete anos 50. Depois são os que não sabem onde estacionar...de facto há mais por onde escolher.
E há os que aparentemente não levam as mãos no volante mas pelos vistos esperam ir nas mãos de Deus.
Acho que as pessoas que ficam por cá andam todas mais carrancudas. Atendem com menos simpatia. Suspiram pela chegada das férias ou suspiram porque já acabaram.
E eu suspiro porque é agosto.
O calor lá fora empurra-me para dentro de casa.
Instala-se a vontade da sesta, a acompanhar o ritmo da gata da casa.
Queria estar noutro sítio mas sem ser preciso ir. Porque ir, significa longe.
Há fumo no ar, a marcar o dia de ontem. A lembrar que ainda bem que nem fomos à praia fluvial.
Hoje voltou a ficar muito calor. Está vento.
Pedem-me piscina, mas eu ficava-me pela sesta e pela tentativa de pôr a leitura em dia, em jeito de preguiça.
Espero ansiosamente pelo meu querido mês de setembro.
Quer dizer, não gosto de agosto por cá.
Há quem diga que a cidade fica vazia, que fica tudo mais calmo, menos trânsito, menos filas para tudo....que é uma maravilha. Adoram cá ficar e aproveitar o mês para trabalhar em sossego.
Posso dizer que detesto?!
Detesto que fique tudo fechado.
O café, a mercearia, o quiosque, o talho...
Detesto que apesar de haver menos trânsito haja mais indecisos, lentos, pouco desenrascados e os que fazem pisca para um lado e viram para outro.
Hoje ía um clássico à minha frente. Também ele numa mota clássica.
Ocupava toda a faixa da direita. Sentia-se de certeza o melhor condutor do mundo com o seu capacete anos 50. Depois são os que não sabem onde estacionar...de facto há mais por onde escolher.
E há os que aparentemente não levam as mãos no volante mas pelos vistos esperam ir nas mãos de Deus.
Acho que as pessoas que ficam por cá andam todas mais carrancudas. Atendem com menos simpatia. Suspiram pela chegada das férias ou suspiram porque já acabaram.
E eu suspiro porque é agosto.
O calor lá fora empurra-me para dentro de casa.
Instala-se a vontade da sesta, a acompanhar o ritmo da gata da casa.
Queria estar noutro sítio mas sem ser preciso ir. Porque ir, significa longe.
Há fumo no ar, a marcar o dia de ontem. A lembrar que ainda bem que nem fomos à praia fluvial.
Hoje voltou a ficar muito calor. Está vento.
Pedem-me piscina, mas eu ficava-me pela sesta e pela tentativa de pôr a leitura em dia, em jeito de preguiça.
Espero ansiosamente pelo meu querido mês de setembro.
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