sábado, 6 de junho de 2015
Constatações eficazes
Chegou o calor e com ele a busca repentina da roupa e calçado de verão, saltando por cima da de meia estação. Começo a ficar cansada desta transição de lãs para manga curta e de botas para sandálias. Não seria boa portuguesa se não me estivesse sempre a queixar do tempo.
Neste caso não será bem do tempo, que me habituo bem ao verão e chinelo, mas à logística e organização pessoal a que obriga esta coisa das alterações meteorológicas.
Nesta saga de repentinamente a R me pedir umas sandálias, sugeri que talvez alguma do verão passado lhe servisse, isto se as encontrasse!
Estes pedidos chegam normalmente às 8h50, quando a escola começa às 9h e as sandálias estariam possivelmente bem guardadas....
Felizmente que ela encerrou o caso por ali: "Mãe as do ano passado já são muito infantis".
E pronto, lá foi de sapatilhas.
Nada assim tão estranho para quem já usou galochas em pleno agosto!
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Frases que ouço por aí ......muito perto de mim.
4) "Mãe, porque é que no talho nos dão um talão se não vamos trocar a carne?"
Enquadramento:
No talho da outra frase .
R e o seu poder de observação.
Nem só de desesperos vive uma mãe...
Desesperos
Sempre estranhei a fórmula mágica do copo de água com açúcar que resolve tudo nas telenovelas brasileiras.
Ontem decidi aplicar uma adaptação, já que água açucarada é coisa para complicar ainda mais qualquer estado de espírito e palato seletivo da geração mais nova da casa.
Mais um serão complicado.
Ansiedades e nervosismos antes dos testes globais.
Na mais nova. Sim, a mais nova....a de 9 anos, no 3º ano do 1ºciclo!!
"Eu não consigo"
"É muita matéria"
"Eu não percebo nada"
"Não sei nada das horas"
"E os litros?
"E os problemas?
"Eu vou ter insuficiente"
"Vai ser muito difícil"
"..."
E quem conhece a R sabe que isto é no mínimo estranho.
Esgotei todo o discurso do "Tu és capaz" e mais mil variações do "Está tudo bem"!
"Está tudo bem para ti mas não está para mim. Tenho muitos nervos. É que eu sou responsável!" disse-me.
Tentei de tudo. Que ela imaginasse esquemas de ginástica, um montão de coisas boas, coisas felizes.
Beijinhos, abraços, festas e mimos.
O sono chegava mas ela afastava-o.
Ela dizia-me não chores mãe. Mas ela é que chorava.
Ela pediu desculpa. Expliquei que não estava chateada.
O sono molda o discernimento.
Não vale a pena insistir na mesma tecla.
Decidi mudar de cenário.
Quarto dos pais.
E numa tentativa de imaginar o que mais poderia fazer, para além do leite morno bebido aos soluços, ocorreu-me a água milagrosa das novelas. Açúcar à parte.
Copo de água
Açúcar em colher (nesta fase a lavagem dos dentes a seguir ficou em 2º plano)
Mais água
Um xixi
Mais água.
Adoro-te
Eu tb.
Tiro e queda!
1 da manhã para R. Finalmente a dormir.
Mãe de coração apertado. Não consigo vê-la assim, em desesperos.
2 da manhã. Pão com nutella.
Escovamos melhor os dentes amanhã.
Por onde anda a minha miúda decidida, segura e confiante?
Amanhã é Estudo do Meio.
Global.
Espero que não seja preciso mais águas e açúcares.
As dores de barriga já começaram na parte dos anfíbios e palpita-me que pioram nas raízes fasciculadas!
Ontem decidi aplicar uma adaptação, já que água açucarada é coisa para complicar ainda mais qualquer estado de espírito e palato seletivo da geração mais nova da casa.
Mais um serão complicado.
Ansiedades e nervosismos antes dos testes globais.
Na mais nova. Sim, a mais nova....a de 9 anos, no 3º ano do 1ºciclo!!
"Eu não consigo"
"É muita matéria"
"Eu não percebo nada"
"Não sei nada das horas"
"E os litros?
"E os problemas?
"Eu vou ter insuficiente"
"Vai ser muito difícil"
"..."
E quem conhece a R sabe que isto é no mínimo estranho.
Esgotei todo o discurso do "Tu és capaz" e mais mil variações do "Está tudo bem"!
"Está tudo bem para ti mas não está para mim. Tenho muitos nervos. É que eu sou responsável!" disse-me.
Tentei de tudo. Que ela imaginasse esquemas de ginástica, um montão de coisas boas, coisas felizes.
Beijinhos, abraços, festas e mimos.
O sono chegava mas ela afastava-o.
Ela dizia-me não chores mãe. Mas ela é que chorava.
Ela pediu desculpa. Expliquei que não estava chateada.
O sono molda o discernimento.
Não vale a pena insistir na mesma tecla.
Decidi mudar de cenário.
Quarto dos pais.
E numa tentativa de imaginar o que mais poderia fazer, para além do leite morno bebido aos soluços, ocorreu-me a água milagrosa das novelas. Açúcar à parte.
Copo de água
Açúcar em colher (nesta fase a lavagem dos dentes a seguir ficou em 2º plano)
Mais água
Um xixi
Mais água.
Adoro-te
Eu tb.
Tiro e queda!
1 da manhã para R. Finalmente a dormir.
Mãe de coração apertado. Não consigo vê-la assim, em desesperos.
2 da manhã. Pão com nutella.
Escovamos melhor os dentes amanhã.
Por onde anda a minha miúda decidida, segura e confiante?
Amanhã é Estudo do Meio.
Global.
Espero que não seja preciso mais águas e açúcares.
As dores de barriga já começaram na parte dos anfíbios e palpita-me que pioram nas raízes fasciculadas!
terça-feira, 2 de junho de 2015
Dia da Criança
Em Dia da Criança, penso... Quando?
Quando deixei de brincar com tachos de brincar em casas imaginárias, de ter como objetivo completar a coleção dos cinco ou de fazer castelos na areia.
Quando deixei de ter 3 meses de férias e de adorar escrever em cadernos novos com canetas coloridas.
Quando deixei de ter que telefonar para casa a dizer que ía chegar mais tarde, de perguntar se podia sair à noite, ou passei a decidir quando tinha que estudar mais.
Quando passei eu a ser a mãe, responsável por duas crianças, e deixei lá longe o eu criança.
Ainda fico assim a pensar como fiquei crescida tão depressa...
Hoje ouvi na rádio "Quando for buscar o seu filho à escola leve-lhe um miminho".
Hoje não as fui buscar à escola. Não estava em casa quando chegaram.
Cheguei tarde.
Não levei miminho nenhum.
Hoje, pediram-me um lanche especial.
Não consegui.
Era tarde.
Há dias loucos. Com pouco tempo para o que mais importa.
Hoje jantarmos fora.
Escolhi um sítio que elas gostam mas pensando bem, talvez o mimo tenha sido para mim.
Ser criança não é fácil.
Deixar de ser criança também não.
E elas já estão tão crescidas.
E eu então nem se fala!
domingo, 31 de maio de 2015
Estudo nutritivo
Estudar pode dar fome.
Toda a gente sabe que estudar significa vezes sem conta levantar da cadeira, abrir a porta do frigorífico e ficar a olhar a tentar descobrir o que iremos comer de seguida.
Mas estudar Gastronomia Nacional e Regional pode ser complicado, quer pela variedade de pratos do nosso rico País quer pela abundância de termos novos.
Este estudo trouxe fome e muita gargalhada.
Começamos pela famosa "Caldeira" de Peixe, seguimos para o Norte com as "Franseninhas", e ainda houve barriga para uns feijões "Vrade".
Para a sobremesa tivemos uns fantásticos "Pasteis de nada".
E quanto à nossa "gegião" a R ficou indecisa entre a fruta e o conduto e apresentou uns "Morangos" com arroz.
Aqui sim, foi de rir e chorar por mais!!!!!
sábado, 30 de maio de 2015
Sai mais uma frase fresquinha!
3) "Se a senhora puser a embalagem aí no saco até passa na caixa sem pagar que eles nem dão conta"
Enquadramento:
Talho no interior de uma superfície comercial mas independente da mesma. (Nem sabia que isto existia).
O cuidado de separar a galinha caseira com ovos, da restante carne cortada para estufar.
Tive que decidir logo ali na hora se queria a carne para estufar ou guisar. Era um senhor entendido.
Simpatia a acompanhar a oferta dos sacos de asas.
Pagamento ali ao balcão do talho.
Foi quando me apercebi que era um talho dentro dum supermercado. Tinha na mão uma couvete de bifes.
Comentei então que aquela carne da couvete não era dali...
Bem constatado portanto...
E sai a frase!
Assim a instigar à criminalidade e na presença de menores.
(Há momentos com enquadramento mas sem possibilidade de foto!)
A galinha está neste momento em fase de canja.
E ... paguei os bifes na caixa.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Frases que ouço por aí....muito perto de mim.
2) "Nós não damos só cacetada, também sabemos ser simpáticos"
Enquadramento:
Jogo de alto risco quase dentro da porta.
Há uns 2 dias que se percebe pelas imediações do estádio que está algo de grande porte para acontecer.
Vejo 2 agentes em frente à escola.
Decido perguntar se irá ser cortado o trânsito mais tarde...em que ruas....a que horas...
Ainda não havia certezas porque dependeria do panorama geral....mas lá fui informada que se fosse preciso passar para explicar aos colegas agentes que ía à escola buscar a filhota e o remate final foi a frase supra citada.
E sim foram muito simpáticos.
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